BLUE CROW MEDIA CRIA MAPA DE ARQUITETURA MODERNISTA DE BERLIM

Blue Crow 1Blue Crow Media, em colaboração com Matthew Tempest, produziu mais belíssimo trabalho de mapeamento – desta vez da arquitetura moderna em Berlim. Repleto de edifícios do século XX, o Modern Berlin Map destaca os detalhes de cinquenta importantes edifícios da cidade.

Blue Crow 2“Matthew Tempest disse - Nenhuma cidade do século XX tem mais fantasmas que Berlim – e eles vivem em seus edifícios. Do expressionismo kafkiano às fábricas e igrejas da era Weimar, os monumentos do Terceiro Reich e o pós-guerra, com o comunismo e capitalismo encarando um ao outro através de seu mais famoso edifício — o Muro de Berlim – até as menos conhecidas estruturas brutalistas e futuristas do socialismo.”

Blue Crow 3Cada edifício mostra as diversas formas de modernismo: expressionista, Bauhaus, fascista, soviético, brutalista, racionalista, pós-modernista etc. Estruturas como o Horseshoe Estate, de Bruno Taut, a Unidade de Habitação de Berlim, de Le Corbusier ou o Estádio Olímpico do Terceiro Reich compõem este novo mapa. A história especialmente complexa de Berlim criou uma fascinante sobreposição de estilos arquitetônicos que o tecido urbano tratou de preservar.

Blue Crow 4“Seu renascimento como a capital cultural europeia vem com um passado sanguento e fraturado.”

O mapa — quinta publicação desse tipo pela Blue Crowe Media — é impresso em ambos os lados e conta com uma introdução sobre a Berlim do século XX na frente e uma cartografia no verso.

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Matéria publicada por Arch Daily em 01 de dezembro de 2016

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RESIDÊNCIA EM WAIHEKE ISLAND POSSUI UMA VISTA DESLUMBRANTE PARA O MAR NA NOVA ZELÂNDIA

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Uma enseada rochosa em Waiheke Island, na Nova Zelândia, ganhou uma residencia bastante interessante. Com projeto de Archimedia, a casa possui uma vista incrível para o oceano, e ainda flerta com a ideia de está no meio do nada, entre as rochas e o oceano.

Eye 2Com um material solido em sua base, a casa possui uma pegada moderna e com vários níveis com concreto curvos e plataformas bem interessantes para tirar proveito da vista incrível para o oceano.

Eye 3A área de socialização da residencia possui portas que se abrem para varandas que se estendem até os terraços, fazendo uma integração bastante interessante entre o externo e o interno.

Matéria publicada pelo Portal Eye4Design em  28 de novembro de 2016

 

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VOCÊ NÃO VAI QUERER LEVANTAR DESTA CADEIRA DE TRABALHO MULTIFUNCIONAL

Com ela, é possível trabalhar sentado, deitado ou até de pé. Ela é versátil e foi desenvolvida para evitar o desgaste de passar horas seguidas em uma mesma posição

A startup Altwork criou uma estação de trabalho muito versátil. Nos últimos seis anos, a empresa procurou desenvolver uma solução ergonômica completamente personalizável que pode ser usada em pé, sentada ou completamente reclinada.

Cadeira 1

A cadeira foi inspirada por um dos fundadores da empresa, John Speicher, que havia sido ferido em um acidente de carro e só podia trabalhar reclinado. Depois de muitas pesquisas e testes, Speicher e o CEO Che Voigt criaram uma estação de trabalho que se parece a uma cadeira de dentista. Mas ela não se destina exclusivamente a pessoas feridas, mas sim a qualquer um cuja principal ferramenta profissional seja o computador. O perigo é você não abandonar o trabalho por um segundo sequer.

Cadeira 2Depois que os computadores se tornaram parte integrante e essencial dos ambientes de trabalho a partir dos anos 1980, os móveis usados pelas pessoas também se tornaram importantes ferramentas no meio de trabalho. Um dos grandes destaques é a cadeira Aeron, de 1994, da Herman Miller – que inclusive ganhou nova versão recentemente. Hoje, as empresas estão mais preocupadas com o conforto de seus funcionários e as várias pesquisas que apontam para o mal de ficar tanto tempo em uma mesma posição. Por isso, a Altwork Station parece ser uma solução, já que permite uma rotatividade de inclinações.

Cadeira 3O modelo padrão custa 5900 dólares e é possível personalizar com diferentes tecidos, cores e acabamentos. O conjunto de botões para controlar a cadeira lembra os controles de uma cama de hospital. Também é possível equipar a estação de trabalho com qualquer computador, teclado, mouse e monitor desejado. Vale lembrar que a cadeira requer um bom espaço, já que ocupa cerca de 25 metros quadrados.

 

Matéria publicada por Casa Claudia em 28 de novembro de 2016

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CASA CONTAINER GRANJA VIANA – CONTAINER BOX

Casa 1

  • Arquitetos: Container Box
  • Localização: Caucaia do Alto, Cotia – São Paulo, Brasil
  • Autor: Danilo Corbas
  • Área: 196.0 m2
  • Ano do projeto: 2011
  • Fotografias: Plínio Dondon
  • Fabricantes: Consentino, LafargeHolcim, Roca, Sherwin-Williams, Trisoft

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A estrutura da casa é formada por quatro contêineres marítimos do tipo High Cube de 40 pés (12 m de compr.x 2,90m de altura)

Casa 3Localizada em um terreno de 860 m2, em condomínio residencial na Granja Viana, em Cotia (SP), a casa contêiner tem 196 m2 de área construída, distribuída em dois pavimentos. São 3 quartos, sala de estar, sala de jantar e cozinha gourmet integradas, escritório, três banheiros, área de serviço, garagem coberta e varandas.

Casa 4

Casa 5

Casa 6

Diversos recursos ecologicamente corretos estão previstos no projeto e deverão gerar uma significativa economia de recursos naturais e energia elétrica:

- Reutilização de materiais para estrutura da casa: contêineres marítimos em desuso. Além de aproveitar material nobre descartado, o uso de contêiner gera economia de recursos naturais que não foram utilizados para a estrutura da casa, como areia, tijolo, cimento, água, ferro etc. Isso significa uma obra mais limpa, com redução de entulho e de outros materiais.

Casa 7Economia na fundação e redução no uso de materiais. O peso leve da estrutura metálica possibilitou o uso de sapatas isoladas, pequenas e rasas, e sem uso de armação ou ferragens.

Casa 8

  • Preservação das árvores no terreno e projeto paisagístico para ajudar no sombreamento da construção e amenizar o calor excessivo.
  • Reuso de água da chuva. Será captada pelo telhado, armazenada e filtrada em reservatório próprio, para uso na irrigação do jardim, limpeza externa, lavagem de carro e máquina de lavar roupa.
  • Ventilação cruzada nos ambientes. Serão utilizadas janelas e aberturas para evitar o uso de ar condicionado, um dos grandes consumidores de energia elétrica.

Casa 9

  • Telhado verde. Parte da cobertura terá vegetação para auxiliar no isolamento térmico do contêiner.
  • Telhas térmicas tipo sanduíche de poliuretano, para melhor desempenho térmico da casa; na cor branca para refletir os raios solares e contribuir para a diminuição de temperatura do microclima local.
  • Eficiência energética: uso de iluminação em Leds.
  • Torneiras que evitam desperdício. Metais fabricados pela Roca com limitadores de fluxo e de temperatura da água, que evitam o desperdício em até 50%.
  • Uso de lã de PET, isolante térmico feito à base de garrafas PET, da Trisoft, que recebeu o prêmio “Planeta Casa 2010” na categoria materiais de construção.
  • Pintura ecológica: tintas à base de água, sem cheiro, fabricadas pela Sherwin-Williams, com baixa taxa de COV-Compostos Orgânicos Voláteis.
  • Casa 10

Matéria publicada por Arch Daily em 29 de novembro de 2016

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BIBLIOTECA ESTADUAL DE BEYAZIT – TABANLIOGLU ARCHITECTS

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  • Equipe de Projeto Arquitetônico: Hande Pusat, Derya Genç, Irem Çatay, Kıvanç Cucur, Nazlı Tınaztepe, Deniz Manisalı
  • Projeto Interiores: Hande Pusat, Derya Genç, Irem Çatay, Kıvanç Cucur
  • Restauração: Budowa Mimarlık, Yaman İrepoğlu,
  • Estrutural: Celal Erdem
  • Inspeção: Budowa Mimarlık, Yaman İrepoğlu,
  • Mecânica: GN mühendislik
  • Elétrica: HB Teknik
  • Luminotécnico: Studio dinnebier

Bibli 2Este projeto consiste na restauração da biblioteca mais antiga de Istambul, a Biblioteca Pública de Beyazit.

Bibli 3Fundada em 1884, a biblioteca estadual foi originalmente a cozinha e o Caravanserai (estabelecimento hoteleiro típico do oriente médio) de um complexo que incluía uma cozinha, escola primária, hospital, madraçal e um hammam. A biblioteca é uma seção do Kulliyah da Mesquita de Beyazıt – a mesquita imperial mais antiga da cidade, construída pelo Sultão Beyazıt II e inaugurada em 1506. O complexo Kulliyah envolve espacialmente e define a histórica Praça Beyazıt.

Bibli 4Adjacente à mesquita, a biblioteca está localizada na praça, conectada ao eixo da histórica península de Divanyolu, um dos espaços mais vibrantes da parte mais antiga da cidade.

Bibli 5O contexto onde está inserida é repleto de edifícios históricos e seus simbolismos. A fachada frontal da biblioteca está frente à uma grande árvore onde está uma cafeteria ao ar livre que funciona desde os tempos otomanos.

Bibli 7A reformulação da biblioteca envolve a reforma de seus interiores e cuidadosa restauração do edifício em si e sua cobertura com vários domos. No lugar da antiga cobertura de concreto, os arquitetos instalaram uma estrutura de membrana inflável transparente que cobre o pátio, filtrando a luz do dia e proporcionando atmosfera controlada. A envoltória renovada do edifício, as grandes caixas pretas de vidro dedicadas aos manuscritos históricos, se erguem como objetos monolíticos de reverência que são de um forte contraste com o seu entorno.

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O projeto luminotécnico ecoa as qualidades espaciais e históricas do complexo, introduzindo harmonia geométrica em seu entorno, enquanto a suave luz que emana do piso elevado e acompanha o contorno da parede introduz outra camada de profundidade nos espaços.

Bibli 10Os fluxos em todo o edifício foram modificados para servir sua nova função, com a entrada principal agora localizada através do pátio. Um anexo modesto e respeitoso a escala do existente foi acrescentada na fachada nordeste. As publicações modernas estão no segundo pavimento, enquanto os periódicos estão no primeiro, e o térreo abriga a coleção de livros raros, publicações da era otomana, manuscritos árabes, persas e otomanos que estão agora num ambiente adequado para sua preservação.

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A abordagem de intervenção mínima garante que o espírito do local sobreviva enquanto as instalações contemporâneas são incluídas no tecido histórico. O projeto busca a melhoria ambiental, regeneração urbana do domínio público ao reviver os vestígios e suas potencialidades, principalmente em relação à Praça Pública de Beyazıt.

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Matéria publicada por Arch Daily em 27 de novembro de 2016

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ARQUITETOS CRIAM “GRADE” DE CONCRETO PARA EXPANDIR CASA

O escritório BLOCO Arquitetos aproveitou a estrutura da casa antiga e deu uma cara contemporânea ao projeto

Arq 1O objetivo no projeto do escritório BLOCO Arquitetos era construir uma casa maior no terreno em Brasília. Mas com um orçamento menor do que o esperado para uma construção totalmente nova, os profissionais aproveitaram a estrutura da casa antiga.

Arq 2Como a construção existente não tinha espaço suficiente para acomodar as necessidades dos novos moradores, os arquitetos criaram uma “grade” de concreto para expandir a casa, agora com 400 metros quadrados.

Arq 3Além de conectar as paredes antigas e as novas, a estrutura também define o estilo da fachada. Os tijolos intercalados, que preenchem algumas partes da grade, oferecem privacidade e proteção do sol.

Arq 4Duas extensões com estrutura de aço também foram adicionadas para abrigar a garagem, uma cozinha externa e uma sauna.

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Arq 8

Matéria publicada por Casa Claudia em 25 de novembro de 2016

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REFORMA TORNOU CASA NATURALMENTE ILUMINADA

Antes sombria e árida, a residência marcada por jogo de níveis se abriu ao jardim e deixou a claridade inundar os ambientes

Por que viver num lugar com pouca luz e raras inserções de verde? Essa foi a pergunta que orientou a reforma do sobrado paulistano dos anos 70, em estado praticamente original e bastante deteriorado após mais de 40 anos. O desafio era complexo, pois os pavimentos eram muito compartimentados, o que prejudicava a entrada de claridade e impedia a dinâmica e a circulação desejadas pelos moradores no seu dia a dia. Além disso, o jovem casal de proprietários queria desfrutar em casa de um contato estreito com a natureza. “O ponto de partida, então, foi pensar numa área social envolvida por vegetação de vários lados”, descreve a arquiteta Mariana Andersen, do escritório Casa 14, autora do projeto. “E isso exigia conectar os ambientes e ampliar as aberturas para o exterior.”

Para dar conta da missão era preciso superar alguns obstáculos. Havia paredes subdividindo os espaços, e uma edícula de dois andares e 100 m² ocupava grande parte do quintal dos fundos. No living, a situação se apresentava ainda mais complicada, em função de um desnível de dois degraus, bem no prolongamento da escada de acesso.

Visando uma reorganização, a arquiteta propôs eliminar o anexo e remover as divisórias, passando depois ao nivelamento do piso da área social. “Isso permitiu integrar os cômodos e ampliar os jardins – um deles fica efetivamente dentro da casa –, de forma a acentuar a visão entre os patamares”, diz Mariana.

Assim, a varanda se tornou o principal ambiente de convívio, responsável ainda pela transição entre sala, cozinha e quintal, “não havendo hierarquia ou distinção clara entre interior e exterior”, ressalta a arquiteta. Também foi instalada uma grande esquadria de vidro no estar, na extensão da porta de correr, para aumentar a percepção do recuo lateral e a iluminação. Do outro lado, remodelar o janelão possibilitou que o jardim interno fosse estendido e repaginado.

O principal mérito do novo arranjo foi articular ambientes que se comunicam de modo a oferecer uma grande área de encontro envolvida por uma cortina de luz solar e plantas. E mais: proporcionar, de qualquer cômodo da face oeste, uma posição privilegiada para apreciar o pôr do sol.

Reforma 1A distribuição foi repensada para maximizar a conexão com o quintal e o paisagismo. As novas portas de correr vão de piso ao teto e cumprem a missão de otimizar a entrada de luz natural.

 

Reforma 2Foi possível até ampliar o jardim interno, forrado com pedras malucas (Palimanan).

 

Reforma 3O acesso se dá pelo patamar intermediário, e esta é a visão de quem entra na casa. Tal peculiaridade se deve ao modo como a parte inferior da construção foi implantada, meio-nível abaixo, acompanhando o leve declive do terreno. No ambiente de pé-direito duplo, pode-se descer a escada para a área social ou subir até o piso superior, que abriga a ala íntima.

 

Reforma 4Danificada, a porta de correr original foi substituída por esquadrias de alumínio com pintura preta e vidro incolor temperado (Vanmar Serralheira) – à esquerda, na quina, o trecho acrescentado na reforma. Igualar o piso e retirar algumas divisórias (sem a necessidade de reforço estrutural) permitiu integrar os ambientes do andar inferior.

 

Reforma 5Trocar o janelão (à esq.) por outro novo e maior ampliou a entrada de luz solar e permitiu incrementar o jardim interno. As réguas largas (20 cm) do assoalho antigo de ipê-roxo passaram por restauro (feito por Eli & Eli). “Rodamos a cidade toda para encontrar esse material e completar a área do piso que foi nivelada”, conta Mariana.

 

 

Reforma 6Vista da rua, a casa parece térrea. A porta principal – pivotante, feita com chapa de ferro pela Vanmar Serralheira – dá acesso ao patamar intermediário da residência. Do lado direito, o escritório tem entrada à parte. Presente nos fundos, nas laterais e também aqui, na garagem, o pergolado de concreto aparente original se repete no projeto.

 

 

Reforma 7O pedido de uma cozinha parcialmente unida à área social foi atendido com a divisória vazada de concreto e marcenaria ( à esq., na foto). Antes escuro e fechado, o ambiente teve a parede diante da varanda substituída por portas de correr – e a conexão dentro-fora ganhou o reforço da bancada (9 m, de Nanoglass) que se estende até a área de lazer. Luz extra pelas janelas paralelas e horizontais.

 

Reforma 8Algo semelhante se deu no escritório, onde a laje fica apoiada nas paredes laterais, liberando o trecho junto ao teto para o fechamento com vidro (Severino Vidros), medida que melhora a leveza visual e a claridade.

 

 

Reforma 9O pergolado de concreto armado possui quatro vigas principais que se apoiam nos pilares da fachada e se prolongam até o início do jardim interno, viabilizando o grande balanço (cerca de 3m). Original da edificação, estava pitado de branco e totalmente coberto com telha de fibrocimento. “O pergolado delimita uma área importante da casa, que é a varanda, e protege os usuários das mudanças climáticas”, explica Mariana. Havia ainda uma parede sem função estrutural que dividia o quintal em dois, impedindo a entrada de claridade – foi sumariamente demolida.

 

 

Reforma 10As intervenções focaram a remoção de paredes nos dois andares, a demolição da edícula e o nivelamento do piso da área social. Área: 300 m², Execução da obra: Instaltec Obras; Estrutura: Francisco Mello Jr.; Esquadrias e Serralheria: Vanmar Serralheria; Paisagismo: José Carlos Andersen (Zelão); Luminotécnica: Casa 14 + Adriana Feller (Reka).

Matéria publicada por Arquitetura & Construção em 25 de novembro de 2016

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MUSEU DO OCEANO E DO SURFE – STEVEN HOLL ARCHITECTS + SOLANGE FABIAO

Mu 1

  • Arquitetos: Steven Holl Architects + Solange Fabiao
  • Localização: Biarritz, França
  • Área: 4.725 m2
  • Fotografias: Iwan Baan, Cortesia de Steven Holl Architects

Do arquiteto. O museu do oceano e do surfe (Cité de l’Océan et du Surf) explora o surfe e o mar através do seu papel recreativo, científico e ecológico. O projeto feito por Steven Holl Architects em colaboração com Solange Fabiao é o ganhador de um concurso internacional que incluía os escritórios de Enric Miralles / Benedetta Tagliabue, Brochet Lajus Pueyo, Bernard Tschumi e Jean-Michel Willmotte.

Mu 2A forma do edifício deriva do conceito espacial “sob o céu”/”sob o mar”. Um côncavo “sob o céu” confere forma ao caráter do principal espaço exterior, a “Place de l’Ocean” A estrutura convexa da cobertura cria os espaços expositivos “sob o mar”. As qualidades espaciais do edifício são experimentadas desde o acesso, onde o hall e as rampas oferecem uma ampla vista área das zonas de exposição, a medida que passam ao longo da superfície curva, animadas por uma imagem e luz em movimento.

Mu 3A integração precisa do conceito e da topografia cria um perfil formal único. Em direção ao mar, a forma côncava da praça do projeto se estende através da paisagem. Com bordas levemente curvadas, a paisagem, uma mescla de campo e vegetação local, é uma continuação do edifício e será a sede de festivais e eventos diários que se integram com as instalações do museu.

Mu 4Duas “rochas de vidro”, que abrigam o restaurante e o quiosque dos surfistas, ativam a praça central ao ar livre e conectam-se com duas grandes rochas na praia. É possível acessar as “rochas de vidro” através da entrada principal que interliga o nível da rua com a cafeteria e com quiosque dos surfistas e também de forma independente, através da praça, desenhada como o principal espaço de encontro aberto ao público.

Mu 5A loja do museu encontra-se no nível intermediário dos espaços de exposição, com acesso direto ao hall de entrada e ao auditório. O restaurante mais íntimo e o terraço elevado ao ar livre estão no nível superior do museu desde onde se aprecia uma vista panorâmica ao mar aberto.

Mu 6

Na esquina sudoeste do edifício existe uma piscina com ondas que serve também como espaço de reunião para os surfistas no nível da praça e um pórtico aberto por baixo que conecta-se com o auditório e com os espaços expositivos no interior do museu. Esta área coberta oferece um espaço protegido para a interação ao ar livre, reuniões e eventos.

Mu 7O exterior do edifício é de concreto branco texturizado com agregados do sul da França. Os materiais da praça são uma variação progressiva de pavimentação desde pedras portuguesas, grama e demais vegetações naturais. Uma combinação de vidros laminados animam a dinâmica visual melhorando o conforto interior. O interior do espaço principal em gesso branco e pisos de madeira proporciona flexibilidade às conexões subterrâneas.

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Matéria publicada por Arch Daily em 28 de novembro de 2016

 

 

 

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L’OCCITANE AU BRÉSIL INAUGURA NOVA LOJA INSPIRADA NA CASA BRASILEIRA

O novo layout foi estreado no Shopping Iguatemi, em São Paulo. As demais lojas da marca receberão o novo décor até o final de 2017

Loc 1

Especializada em cosméticos, a L’Occitane au Brésil valoriza as riquezas naturais e culturais do nosso país usando matérias-primas locais em seus produtos e apostando no design de artistas que exaltam a brasilidade.

Loc 2Para traduzir esses princípios no décor das lojas, a marca chamou a equipe da Centdegrés, uma agência francesa de design que atua na área de cosméticos. O conceito “Casa Brasileira” foi a inspiração para o novo layout, que busca trazer toda a hospitalidade e a pluralidade características do povo brasileiro.

Loc 3O projeto conseguiu traduzir o charme típico das casas e o estilo de vida do brasileiro que gosta de integrar o espaço interior com o exterior. Unindo simplicidade, aconchego e relaxamento com um toque de sofisticação.

Loc 4A escolha das cores e elementos foi baseada nos seis pilares que estruturam a loja: Cuidados, Homem, Natureza, Aconchego, Delicadeza e Alegria. A fachada em vermelho – a cor da marca –, tem uma textura rústica que lembra as pinturas de cal, presentes na nossa cultura. Na entrada, um piso geométrico, em alta no décor, divide o espaço da varanda e o espaço interno. Assim como em muitas casas brasileiras, o lado de “fora” recebeu piso cerâmico e, o de dentro, um piso de madeira.

Loc 5Na parte interna, a madeira, símbolo de aconchego, predomina no mobiliário, que recebe, além do vermelho, alguns pontos de cores suaves.

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Matéria publicada por Casa Claudia em 25 de novembro de 2016

 

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CENTRO DE INOVAÇÃO

Curador do Global Grad Show, Brendan McGetrick comenta os principais destaques do evento realizado em Dubai

Centro 1Praticidade define o projeto Bend It, que é composto por peças desmontáveis de madeira e uma rede. Juntas, as peças formam uma estante ondular e personalizável, que pode ser utilizada para guardar roupas, calçados e objetos em geral. A criação é de Sophia Moeschlin, da University of Art and Design Lausanne, da Suíça.

Implantado no centro do bairro do design de Dubai, o d3, o Global Grad Show sintetiza bem a ambição da cidade árabe de se tornar um centro de inovação para o resto do mundo. Um dos mais aguardados eventos da semana de design local, o Grad este ano apresentou 145 projetos criados por alunos de graduação em design de 50 escolas, baseadas em 30 países, incluindo universidades do Oriente Médio, da África do Norte e da Ásia do Sul. À frente da empreitada, o russo, filho de pais norte-americanos, Brendan McGetrick: um escritor e curador independente, a quem interessa investigar o futuro do design. “Nossa mostra contempla consumidores para os quais o mercado não tem olhos. Ao menos ainda”, conforme declarou nesta entrevista exclusiva ao Casa, realizada em Dubai.

Quais os critérios de escolha dos projetos? 

O objetivo primordial é promover ideias capazes de criar impactos reais e duradouros. De propostas que facilitem a vida dos refugiados àquelas que otimizam o desempenho em casa ou no trabalho. Por isso, o nosso raio de interesses é muito amplo. O futuro não tem hora nem local para acontecer. Seja na medicina, no uso de energia, na iluminação e até na cozinha.

Como a mostra se estrutura? 

Em vez de setorizar os projetos por temas específicos, no Global Grad Show, procuramos apresentar os trabalhos de forma despretensiosa, de acordo com o que ele faz, não do que ele é. No segmento Empower, o foco são novas maneiras de despertar ideias e expandir habilidades. Na seção Connection, a preocupação é incentivar o intercâmbio e a construção de comunidades eficientes. Já, no Sustain, tudo gira em torno de abordagens inovadoras para reduzir desperdícios de todo tipo e gerar energia.

Acredita que alguns dos projetos apresentados podem vir a ser absorvidos pelo mercado?

Sem dúvida que sim. Muitos deles representam soluções viáveis para problemas prementes que o mundo está enfrentando hoje e, entre nossos objetivos, está o de funcionar como uma real plataforma para que estudantes de graduação introduzam ideias frescas para um público expandido. Costumo dizer aos estudantes: vocês entram com as ideias. Nos encarregamos de trazer a audiência qualificada. Daí nosso interesse em promover o contato entre os participantes e possíveis parceiros.

O modularO Modular Stairs for Dunes é uma criação do brasileiro Ed Brusque, da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). O projeto é composto por módulos independentes que podem ser fixados em superfícies arenosas, formando uma escada. A ideia é facilitar a subida de dunas em praias para praticantes de esportes na areia, mas também é possível utilizá-lo em situações de emergência ou situações militares, por exemplo.

Matéria publicada pelo jornalista: Marcelo Lima do, O Estado de São Paulo em 06 de novembro de 2016

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