POLTRONA DOS ANOS 50 DE LINA BO BARDI É RELANÇADA

Designer e diretora de criação da marca Dpot fala sobre a Bowl, produzida na Itália e já disponível em São Paulo.

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A designer, diretora de criação e roteirista, Baba Vacaro.

Quando ela se formou, no fim da década de 1980, muito se falava em design assinado, embora fossem quase inexistentes as oportunidades de trabalho para designers nas indústrias brasileiras. Hoje, passadas quase três décadas, o cenário é bem diferente. Há uma valorização de produto brasileiro e um entendimento maior de papel do designer nas linhas de produção. Testemunha desse processo, Baba Vacaro atuou – e atua – em todos os elos da cadeia desenha seus próprios produtos, presta consultoria para empresas de peso e ainda encontra tempo para investigar o modo brasileiro de morar no programa Casa Brasileira, do canal GNT. Desde 2004 ela é também diretora de criação da loja Dpot, onde, em meio a edições e reedições, está permanente contato com seus grandes ídolos. “Com maestria, Lina Bo Bardi realiza uma peça que coloca o usuário no centro do projeto”, comenta ela sobre a poltrona Bowl, o mais novo lançamento da marca e assunto desta entrevista.

Qual a função do diretor de criação em uma marca de design?

Basicamente, elaborar uma estratégia de atuação, tendo como base o posicionamento de cada empresa, sua história e seus valores. Não existe uma fórmula pronta: cada ação e cada escolha deve ser pensadas para abraçar esse conjunto de variáveis e para entender ao posicionamento mercadológico de cada cliente. É a partir delas que estabeleço um plano de ação, compreendendo o desenvolvimento de produtos, mas também a afinação das linhas existentes. Em empresas orientadas para o design, pensar estrategicamente é a alma do negócio.

Quais as etapas de realização do projeto Browl? O que faz dessa poltrona um móvel tão atual?

Já em 2004, quando a Dpot lançou sua primeira coleção de móveis reeditados, a Bowl estava no topo da nossa lista. Mas foi apenas agora, passada mais de uma década, que sonho se tornou realidade, através da nossa parceria coma Arper, empresa italiana que produziu a primeira versão industrial da peça. Hoje somos distribuidores exclusivos da Bowl no País. Quanto ao móvel flexível e universal.

O que aconselha aos jovens designers que pretendem ter suas peças veiculadas pela indústria?

É essencial conhecer todas as pontas do processo: da fabricação à relação das pessoas com os objetos e desses com suas casas. Outro ponto fundamental é estar atento ao outro lado. Observar as pessoas, saber como elas vivem, do que gostam e, principalmente, o que as motiva.

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As cadeiras Bowl, na versão industrializada pela Arper italiana e distribuída no Brasil pela Dpot.03

A poltrona Bowl, criada pela arquiteta Lina Bo Bardi nos anos 1950.

matéria publicada no jornal O Estado de São Paulo em 19 a 25 de julho de 2015.

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BASE ÚNICA

A solução para a área do boxe é bastante comum na Europa.

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Prática, a peça pode ficar nivelada com o piso do banheiro, ser semiembutida ou instalada sobre o revestimento existente.

Moldado em DuraSolid, espécie de mineral fundido, este piso da linha P3 Comforts reveste a área da ducha de uma vez só. Monolítico, apresenta bordas exatas e juntas invisíveis, além de superfície antiderrapante. É encontrado nas revendas da fabricante, a alemã Duravit, sempre na cor branca e em diversas medidas entre 80 x 80 cm e 0,90 x 1,40 m. O valor sugerido para a versão de 0,90 x 1,40 m. O valor sugerido para a versão de 0,90 x 1,20 m (foto) é de R$ 6,9 mil, nas lojas Vallvé, Bolpi e Interbagno.

matéria publicada na revista arquitetura & construção em julho de 2015.

 

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CAMISA TECNOLÓGICA VESTE DE EXECUTIVOS A ASTRONAUTAS

No mundo do “business”, as melhores ideias costumam surgir de necessidades básicas. E na moda não é diferente. Para o empresário de origem romena Florin Ungureanu, a necessidade de vestir uma roupa elegante – e que se mantivesse com a mesma aparência depois de horas de uso – virou um negócio. Nesse caso, uma grife de camisaria masculina batizada de Kuul Thread, recém-lançada nos Estados Unidos e que promete uma performance adequada às demandas do homem contemporâneo.

A Kuul Thread (cujo nome faz alusão ao termo “cool”, de “fresco”) é resultado de muita pesquisa têxtil. Tudo para chegar a uma linha de camisas com benefícios que incluem o efeito térmico e a proteção contra radiação solar. Parece milagre. Mas é só tecnologia aliada à moda.

A partir daí, a ideia de ter uma marca de camisas de alta performance passou de sonho a projeto concreto. Em outubro do ano passado, Ungureanu começou os testes com diversos tipos de tecido que cumprissem a função de absorver, armazenar e liberar o calor do corpo, proporcionando sensação de frescor. O escolhido foi o PCM – sigla para Phase Change Materials (algo como “materiais que mudam de fase”) Produzido nos Estados Unidos, o PCM leva tecnologia desenvolvida pela Nasa. “Ele é usado para proteger astronautas das temperaturas extremas do espaço”, diz Ungureanu.

Trata-se de um “mix” de fibras de poliéster que contém partículas incorporadas ao fio com capacidade de armazenar e liberar energia. Essa tecnologia permite a regulação do microclima da pele, dia o empresário. “Quando a pele fica quente, o calor é absorvido, e quando esfria, o calor é absorvido, e quando esfria, o calor é liberado”, afirma. “As camisas da Kuul Thread controlam o excesso de calor produzido pelo corpo e previnem a produção de suor.”

Além da propriedade térmica, a linha de camisas da marca ainda protege contra os raios UV e conta com uma construção têxtil que permite que as peças sejam esticadas tanto horizonte quando verticalmente. Isso aumenta a sensação de conforto, auxiliando a movimentação do corpo. Segundo o criador da grife, as camisas da Kuul Thread também não precisam ser lavadas a seco ou passadas a ferro. “Basta lavar com água fria pendurar.”

A modelagem e os detalhes de costura também foram planejadas, diz o empresário, para trazer bem-estar. “A costura, feita por única agulha, na frente e no verso na peça, possibilita maior durabilidade e melhor toque”, explica. O abotoamento foi reposicionado, para não revelar de mais a região do peito. O colarinho foi pensado para acomodar diversos tipos de nós de gravata, mas também para ser usado para ser usado em “looks” casuais.

Por ora, o artigo revolucionário só verá vendido por meio de “e-commerces” (próprio e multimarcas) – “o que vai possibilitar manter os preços acessíveis”, diz Ungureanu, que se diz otimista com a aceitação do produto. A fábrica que produz as camisas da Kuul Thread, nos Estados Unidos, tem capacidade para 40 mil peças por mês. “Mas já temos assegurado um segundo fabricante, caso a produção precise crescer”, diz o empresário, que planeja extensão de linha. “Teremos camisas polo e calças.” Uma promessa que o guarda-roupa masculino nunca mais será o mesmo.

matéria publicada no jornal Valor em 7 de julho de 2015.

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QUERO REFORMAR MEU APARTAMENTO

Tem gente que faz de tudo para fugir de uma reforma. Para os donos deste apê, em São Paulo, foi o contrário: eles compraram um imóvel detonado de propósito, só pelo prazer de quebrar tudo e renovar o visual. Projeto do escritório Casa 14 em 135 m²

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Após a reforma, que eliminou as divisões, as salas de jantar e de estar e a cozinha se conectaram em um espaço só. A cozinha pode ser fechada com a porta pantográfica de peroba rosa. Tapete da Phenicia Concept.

Ninguém quer pensar em obra quando vai comprar um apartamento. Mas a designer Marina Salles e o videomaker Johnny MacFarland, ambos de 34 anos, buscavam exatamente um que pudesse ser demolido para ganhar a personalidade deles desde a planta. Sim, sempre tiveram vontade de encarar uma reforma. Quando se depararam com o imóvel dos anos 1970 de 135 m², no Morumbi, em São Paulo, bem deteriorado, com ambientes mal divididosjanelas em arcos, a reação foi imediata: fecharam negócio. A prioridade era integrar as áreas de receber, acabar com a escuridão que tomava conta do projeto anterior e imprimir o estilo deles: descoladocontemporâneo luminoso.

Porta pantográfica camuflada

Nas mãos das arquitetas Mariana Andersen e Mariana Guardani, do escritório Casa 14, as ideias foram além. Derrubadas as paredes entre as salas de estar e de jantar e um dos três quartos, tudo ficou aberto, incluindo a cozinha, que seria o coração pulsante da nova morada e receberia destaque de cores. O casal ama cozinhar. “Vivenciamos bastante a casa toda”, conta Marina. Daí surgiu a questão – e quando eles quisessem se arriscar em receitas que espalhassem cheiro forte pelas demais áreas? A solução foi instalar a porta pantográfica, que veda o ambiente nessas horas. De quebra, ela fica na mesma parede em que estão as entradas para os outros quartos e, por isso, segue o mesmo tom de madeira. Um truque esperto das profissionais foi camuflar os trilhos da pantográfica na prateleira de Drywall. Acima dela, acessórios da dupla são exibidos de forma estilosa. “Foi uma estratégia também para esconder a viga estrutural, que ficaria aparente”, conta Mariana Andersen.

Suíte ganha janela e fica mais clara

No quarto do casal, outra esperteza: a suíte, antes escura, ganhou uma janela de vidro para entrada de luz. Da cama vê-se a banheira. Mas é no amplo living que ficam as paixões de Marina e Johnny: os instrumentos musicais dele, equipamentos de trabalho, os móveis desenhados por ela – vide a bela estante que acomoda toys art – e as plantas, novo hobby, descoberto após a mudança. Cheio de escolhas deversatilidade, o projeto teve forte influência do casal, em parceria afinada com o escritório de arquitetura, como resume Mariana Andersen. “O apartamento ficou flexível, inspirador, moderno, como os moradores.”

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Os moradores se preparam para mais uma receita na ilha, que tem painel de azulejos da Lurca, com paginação feita por eles. Mesa de jantar de madeira de demolição, design de Marina Salles e, sobre ela, centro de mesa da LS Selection.

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No sofá, almofadas da Conceito Firma Casa (xadrez) e da Dialma Brown. A estante foi desenhada por Marina Salles.

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Tudo à mão na cozinha: avental, pano de prato, temperos e acessórios contrastam com a parede na cor Carvão, da Suvinil

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De madeira laqueada e corda náutica, o espelho é criação da moradora Marina Salles. Na parede, tinta Cinza Urbano, da Suvinil.

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De papelão, a cabeça de cervo foi trazida de viagem. No chão, as plantas que os moradores cultivam.

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O fundo da sala tem parede de tijolinhos, da Cia das Telhas, onde o morador gosta de expor seus instrumentos musicais. A poltrona herdada da família ganhou rodízios.

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Antes em arcos, as aberturas do apartamento para o exterior foram camufladas por cortineiros de linhas retas. O carrinho de chá, design de Paulo Alves, tem terrários do Jardim no Pote.

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No jardim escalonado, espécies adquiridas em Holambra e vasos com temperos diversos formam a horta vertical.

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A miniatura de baterista dá graça ao terrário.

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Sobre a cabeceira, o nicho exibe objetos do casal. Escultura Urso, de resina, e cachepô Diamante, da LS Selection. Roupa de cama, manta e toalha da Trousseau.

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Sobre o criado-mudo Beto, de tauari, design de Paulo Alves, estão o quadro da Urban Arts Vila Madalena, pote da Blue Gardenia e luminária da LS Selection.

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No nicho, sais e espuma de banho da Trousseau. Sobre a bancada de nanoglass, vela, sabonete e home spray da Blue Gardenia.

matéria publicada na revista Casa e jardim em abril de 2015.

 

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SUPERFÍCIES COM 3 MARROM

Do castanho-escuro ao nude, estes porcelanatos atestam que a cor jamais sai de moda.

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Além do bege, há também as opções white e concreto do Sides HD BE, que permite sobreposição, a placa sai por R$ 49,90.

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O par da coleção Kerwood, fabricado na versão mate ou acetinada (foto), custa R$ 54.

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Com nove padrões patchwork da linha empório decor vale R$ 90 o m².

As inúmeras nuances quase sempre remetem à natureza: terra, madeira, areia… Ao evocar esses elementos, os matizes amarronzados conquistam pela atemporalidade e pelo efeito aconchegante que imprimem ao ambiente. Um bocado dessas qualidades sobressai no Sides HD BE, da Cerâmica Portinari, reprodução fiel de madeira trabalhada à mão, indicado para fachadas e divisórias internas, made 45 x 90 cm e tem relevo acentuado. Já a linha para paredes Kerwood da Lanzi, propõe uma releitura da marchetaria, técnica na qual fragmentos de diferentes espécies compõem mosaicos decorativos. Com 30 x 60 cm, a coleção está disponível nas versões Natural, Mix, Geo Natural e Geo Mix (foto). Outra novidade vem da marca Santa Fábrica de Ladrilhos – na linha Empório Decor, placas de 25 x 25 cm prestam o aspecto de ladrilhos hidráulicos a pisos e divisórias.

matéria publicada na revista arquitetura & construção em julho de 2015.

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RENZO PIANO MÁQUINA DE ARTE

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Parte da equipe de Renzo Piano, a arquiteta italiana Elizabetta Trezzani conta sobre o projeto do novo edifício do Whitney Museum of American  Art, em Nova York.

Como foi desenhar um lugar como este? Era importante resgatar a história do Whitney, fundado em 1930. Ele estava instalado num hermético e cheio de complicações. Por isso, carecia de um local diferente, aberto e conectado tanto dentro quanto fora.

O ponto fica Meatpacking District, região revitalizada e hoje fervilhante. A escolha foi proposital? Após longa busca, a equipe do museu encontrou esse terreno, que se mostrou perfeito quando começamos, Em 2007, tudo estava se voltando para lá. De um lado, vemos o Rio Hudson e, do outro, o High Line – ambos inspiraram o uso de vidro e aço.

Que os visitantes do Whitney aprenderão com a atual sede? Eles poderão desafiar a própria construção, flexível e com inúmeras possibilidades de utilização. E mesmo uma máquina de arte.

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Com 20 mil m² e fachada de vidro e aço, a obra pretende estabelecer maior diálogo com o público.

matéria publicada a revista arquitetura & construção em junho de 2015.

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REPORT SALÃO DO MÓVEL DE MILÃO 2015 – TENDÊNCIAS, CORES, FORMAS E CONCEITOS

O Salone e Fuorisalone, pela grandiosidade e número de empresas expositoras, na Feira em Rho e em seus distritos de Design, nos oferece um panorama gigante do que sÃo as tendÊncias projetuais para este setor. Inúmeras são as CORES, FORMAS e CONCEITOS que vimos e experenciamos em nossa pesquisa e análise in-loco, atravès do COOLHUNTING com o grupo do SEBRAE-SP e SINDIMOV-SP, que esteve presente com a Siq Marketing e a curadoria de Fah Maioli, com um grupo de 100 pessoas, pelas ruas mais cool de Milano, stands e showroons.

Portanto, este REPORT foi pensado para ser um pequeno guia indicativo e genérico para a realização dos projetos de mobiliário de sua empresa. Para uma orientação mais profunda e mais específica, contate a SIQ Marketing & Studio Fah Maioli.

Clique aqui e assista o vídeo: https://youtu.be/5Re_yRMP3jw

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LÂMPADAS COM FILAMENTO EXPOSTO VIRAM HIT NA DECORAÇÃO

Luminárias que exploram o tradicional bulbo com filamento exposto viram hit na decoração.

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Da Mart Collection (www.martcollection.com.br), o pedente Volt, por R$ 571,80.

Há quem use como pendentes, apenas conectados a um soquete. Outros em bases trabalhadas, de madeira ou metal. Mas, seja qual for a fórmula encontrada, não restam dúvidas de que eles vieram para ficar. “Não é só uma lâmpada, mas um objeto decorativo”, afirma a arquiteta Camila Valentini. Uma das muitas adeptas dos bulbos com filamentos expostos, de carbono ou tungstênio: um tipo de produto que remete aos primórdios da industrialização, de inegável apelo vintage.

Proporcionando uma luz mais leve que a das lâmpadas incandescentes, os novos bulbos nem sempre são os mais indicados quando o assunto é iluminar. O que, nem de longe, chega a incomodar seus muitos admiradores. “Elas são puro charme. Claro que iluminam menos, mas, até por isso, ficam tão agradáveis em determinados ambientes”, comenta Camila.

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Do estúdio Cristina Bertolucci (www.cristianaberttolucci.com.br), o abajur Nó, com tubo de latão polido. Por R$ 998.

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Da Bertolucci (www.bertolucci.com.br), o lustre Alma, por R$ 850.

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O pedente Rame, da Puntoluce (R$ 280, cada peça).

matéria publicada no jornal O Estado de São Paulo em 19 a 25 de julho de 2015.

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APÓS DESISTIR DE VENDA, ETNA TENTA RECUPERAR EXPANSÃO

Daniela Maia, da Etna: “Para proteger margem e ter demanda, temos que vender por até o dobro do preço vendido lá fora”.

Após o plano de venda de parte da companhia para fundos de investimento não sair do papel, a varejista de móveis e decoração Etna busca formas de voltar a crescer organicamente, com recursos próprios.

Num período de expansão abaixo da esperada ­ reflexo da crise econômica ­ e pressões maiores nos custos, a companhia vai tentar recuperar ritmo de aberturas, voltando a abrir lojas em 2016 ­ dois anos após a última inauguração. E começou um projeto de fechamento de parcerias com marcas estrangeiras para renovar portfólio. A Etna soma 18 lojas e é controlada pela família Kaufmann, dona da rede Vivara.

matéria publicada no jornal Valor em 16 de julho de 2015.

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3- FALTA DE ESPAÇO TEM SOLUÇÃO APARTAMENTO DE 90 M²

Com mudanças rápidas, o imóvel alugado ganhou a cara dos moradores, os arquitetos Mariana e André Weigand.

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SOFÁ MODULAR.

Trazido na mudança, o móvel (Tok & Stok) tinha apenas dois lugares. Na nova casa, recebeu o terceiro assento e o pufe – esse último delimita o espaço entre estar e jantar.

Antes de encontrarem este apê de 90 m2, os arquitetos Mariana e André Weigand – sócios de Olegário Vasconcelos no A:M Studio – já imaginavam colocar seu toque em qualquer imóvel que alugassem. O eleito, no bairro paulistano de Higienópolis, tem a medida certa para o casal viver com o filho, Matias, de um 1 ano e 5 meses. “O espaço estava pronto, mas alguns detalhes não combinavam com a gente”, diz ela. Como precisavam desocupar o apartamento em que moravam anteriormente, a transformação do endereço atual aconteceu a jato: em três semanas, a demolição de uma parede e novos tons deixaram os ambientes como a família desejava.

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BUFÊ VERTICAL.

Antes vermelho, o armário (90 cm x 33 cm x 2,15 m*) da Securit exibe agora tom esverdeado. Na lateral do sofá, a peça guarda louças e abriga a cafeteira.

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SEM DIVISÓRIA.

Da parede só restou o trecho no qual está amparado o carrinho de chá (de Fernando Jaeger, que também assina a mesa de jantar). Cadeiras de Hans Wegner (1914-2007). PRATICIDADE NO CHÃO. Enquanto as tábuas foram mantidas na sala e nos quartos, a cozinha ganhou piso vinílico (Casa Fortaleza), instalad.

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COLEÇÃO DE ARTE.

 

Molduras simples e retas unificam o conjunto de quadros, concentrado nesta superfície. No sofá, almofadas de Fernando Jaeger e da Codex Home.

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EM LINHA.

Embutidos no armário (Securit) e dispostos um acima do outro, forno e micro-ondas garantem o visual limpo e organizado.

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DUPLA FUNÇÃO.

O porta-papel-toalha também serve de apoio para temperos, deixando-os à vista perto do fogão.

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VÃO BEM APROVEITADO.

Herdado por Mariana, o gaveteiro de rattan ocupa o nicho destinado originalmente à lava-louça. A peça acomoda utensílios.

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Compacta, a cadeira de balanço Rar é o segredo do sono tranquilo de Matias: Mariana a usa para ninar o filho.

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MÓVEL POLIVALENTE.

No quarto do pequeno, o trocador, desenhado pelos pais, foi pensado para se transformar em escrivaninha no futuro.

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APOSTA NA TINTA.

O casal renovou o banheiro de um jeito fácil: mandou pintar de verde a área acima dos azulejos, incluindo o forro e o rodateto.

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UPGRADE RÁPIDO.

O armário antigo mudou de visual graças ao tom cinza (Suvinil, cor Elefante, ref. D161) e aos puxadores da Maria Pia Casa.

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AR DE LEVEZA.

Um verde suave (Sayerlack, ref. G050) cobre a cama com dossel imaginada pela moradora. Jogo de lençol e mantas do Mundo do Enxoval.

matéria publicada na revista Casa Claudia em junho de 2015.

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