REVIVAL EM PARIS

Tom Dixon assina o restaurante Eclectic, tributo ao estilo brutalista dos anos 70.

Exposição máxima do concreto aparente em pisos, paredes e colunas. A receita poderia desandar sem o olhar do famoso designer britânico, que equilibrou a proposta ao acrescentar o calor e as dimensões táteis presentes em placas de bronze, bancadas de mármore e tapetes felpudos. As cores quentes dos estofados de couro e da iluminação, composta por várias luminárias de Dixon, tornam a atmosfera acolhedora, apesar de solene. Uma das principais atrações do renovado shopping center Beaugrenelle, o Eclectic, de 300 m², reproduz a estética do entorno, o sofisticado bairro Front de Seine, às margens do Rio Sena.

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Matéria publicada na revista Arquitetura e Construção em Março de 2014.

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A PRECIOSA SOMBRA DE UMA ÁRVORE

Além de oferecer autonomia e inclusão a uma cadeirante, este projeto do estúdio Britânico 6ª architects reúne soluções criativas de integração ao agradável jardim.

As duas casas vitorianas geminadas, que compunham a residência em Londres, pediam renovação depois que um dos integrantes da família passou a usar cadeira de rodas, há cinco anos. O projeto deveria preservar o paisagismo, local favorito dos moradores, e oferecer soluções sustentáveis, além de uma suíte adaptada. Assim nasceu a Tree House, de 57m², imaginada inteiramente de madeira, a fundação (tratada quimicamente em autoclave) ao revestimento. Seu design alongado (4 X 20 m de comprimento) potencializou a ligação com as áreas verdes.. As fachadas e o piso da varanda ganharam ripas de red jarrah, espécie de origem australiana, reciclada de antigos dormente ferroviários. Super- resistente esse material dispensou proteção adicional. Nos interiores, tinta acrílica branca cobre portas a até móveis. Já as paredes, feitas de painéis maciços de pínus, receberam emulsão mate no mesmo tom. “Não queríamos perturbar a beleza caótica de vegetação em volta”, revela a arquiteta Stephanie Mcdonalds.

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Matéria publicada na revista Arquitetura e Construção em Março de 2014 por Liége Copstein.

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INCORPORADORAS LANÇAM MENOS NO 1º TRI

As incorporadoras de capital aberto - dezessete empresas ao todo – tiveram um primeiro trimestre fraco em relação ao Valor Geral de Vendas (VGV) lançado, conforme a sinalização do mercado, o que deverá ser confirmado à medida que as prévias operacionais das comecem a ser divulgadas. O volume elevado de estoques e o Carnaval mais tardio desestimularam as incorporadoras a fazer grandes apostas em lançamentos nos três primeiros meses deste ano.

“O primeiro trimestre costuma responder pela parcela de 10% a 15% dos lançamentos do ano, mas foi bem mais fraco desta vez. Segundo as corretoras, o ano começou no dia 16 de março, primeiro sábado de uma semana cheia após o Carnaval”, diz o analista de construção civil da BES Securities, Eduardo Silveira.

No primeiro trimestre, as incorporadoras listadas em bolsa “seguraram” mais lançamentos do que as de capital fechado, segundo o diretor-presidente da Brasil Brokers, Sergio Freire. “Os lançamentos caíram muito em relação ao primeiro trimestre do ano passado e ao quarto trimestre. Muita coisa escorregou para o segundo trimestre”, diz Freire.

De acordo com o presidente da Brasil Brokers, alguns dos projetos inicialmente previstos para serem lançados até março tinham registro de incorporação, mas foram postergados “por conta de mercado”. Freire cita que, nos três primeiros meses de 2014, houve a combinação de “calendário péssimo”, concentração de notícias ruins sobre o setor e aumento da taxa básica de juros Selic.

Na avaliação do executivo da Brasil Brokers, o total lançado pelas incorporadoras abertas deve ser menor em 2014 do que no ano passado. Freire conta que, quando se perde um trimestre, é difícil absorver, nos demais períodos do ano, tudo o que foi postergado, principalmente quando se considera que, em 2014, haverá os eventos Copa do Mundo e eleições.

Para Silveira, da BES, as incorporadoras de capital aberto poderão lançar, em conjunto, no acumulado do ano, VGV de 7% a 10% acima de 2013. “O crescimento deve acompanhar a inflação ou um pouco mais”, diz o analista da BES. Ele destaca que, para algumas empresas, a base de comparação com o ano passado será muito baixa. A Brookfield Incorporações, por exemplo, lançou R$ 1,16 bilhão em 2013, 62% a menos do que no ano anterior.

A Cyrela Brazil Realty, maior incorporadora de capital aberto, já divulgou que os estoques de imóveis concluídos tendem a continuar em nível elevado no curto prazo. Durante a divulgação do balanço do quarto trimestre, o diretor de operações, Raphael Horn, disse que a empresa terá “entregas em praças ruins em 2014, então o estoque pode aumentar”.

Caso a caso, a Cyrela poderá lançar mão de campanhas para acelerar a venda de estoques. No momento, a incorporadora tem campanha, em São Paulo, estrelada pela atriz Fernanda Lima, para incentivar corretores a comercializar unidades prontas ou em construção, com benefícios como viagens e prêmios.

O analista de construção da Fator Corretora, Renato Maruichi, diz não ver problemas relacionados à demanda por imóveis, ainda que o cenário macroeconômico esteja pior do que o de um ano antes, quando se considera fatores como inflação e taxa de juros em alta. “Em relação à demanda, não vi muita diferença do quarto trimestre de 2013 para o primeiro trimestre. O problema não é a demanda deste ano, mas a incorporadora acertar o tipo de produto a ser feito”, diz Maruichi

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Matéria publicada pelo Jornal Valor Econômico em 15 de Abril de 2014 por Chiara Quintão.

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COLEÇÕES DE VERÃO TRAZEM BRASIL EM FORMAS E TONS

Ao completar 40 anos de carreira, a estilista Gloria Coelho declarou que entre os seus sonhos ainda não realizados está o de criar uma roupa que funcionasse como um arquivo infinito de imagens. “Ela seria como uma espécie de iPod e armazenaria todos os desejos de moda das mulheres”, diz a estilista.

Com quatro décadas de experiência no mundo do estilo, Gloria sabe que quer o impossível. Satisfazer o consumidor a cada temporada não é uma ciência exata. É questão de sensibilidade para encontrar o “clima” do momento e saber interpretá-lo.

Pelo que mostraram os desfiles de verão 2015, apresentados na semana passada durante a São Paulo Fashion Week, o tempo está para delicadezas. Talvez influenciado pela proximidade do início da Copa do Mundo, o clima é de boa vontade com as coisas do Brasil, com a beleza clássica, com o calor tropical.

E essa valorização da “cor local” é tida como acertada pelos analistas de tendências mundiais. Para a holandesa Li Edelkoort, do escritório de pesquisa de tendências Trend Union, de Paris, os criadores brasileiros devem expressar o que os motiva intimamente – e não ficar buscando referências estrangeiras.

Em entrevista ao portal FFW, do SPFW, a pesquisadora declarou que para ser global é preciso, antes de tudo, ser local. “Yves Saint Laurent era absolutamente parisiense, Ralph Lauren é completamente americano, Yohji Yamamoto é absolutamente japonês. Então quem tiver raízes, como eles, é capaz de conquistar o mundo”, diz Li. Para ela, é preciso deixar de lado o deslumbramento pelo Velho Mundo e olhar para as riquezas que existem aqui.

Durante a SPFW, algumas coleções encontraram um jeito de destacar a beleza do trabalho artesanal oriundos do Norte e do Nordeste.

O aspecto “feito à mão” pode estar somente na aparência – ainda não aboliu-se a produção em série – mas o resultado mostrou outra coisa: um possível retorno a um tempo menos tecnológico, mais humano. Foi assim com as coleções de Paula Raia, Animale, Ronaldo Fraga e até do estreante Wagner Kallieno.

A estilista Priscila Darolt, da Animale, valorizou as tradições têxteis do Norte e do Nordeste brasileiro por meio de cores e de texturas como a da renda Renascença. Essa renda, vinda de Pernambuco, teve a sua releitura feita em couro e seda. Bordados regionais, xilogravuras típicas da literatura de cordel e o trabalho da artista Maria Bonomi completaram o caldeirão de inspirações da Animale – que continua a vestir uma mulher sexy, mas um tanto mais brejeira.

Fiel às referências da cultura e das artes brasileiras, o estilista Ronaldo Fraga apresentou sua coleção de verão 2015 inspirada no artista Candido Portinari (1903-1962). “Como o maior pintor modernista do Brasil, a sua principal contribuição foi justamente o olhar sobre o Brasil e suas mazelas”, diz Fraga. “No Brasil-novo-rico, a obra de Portinari ainda grita e seu legado é importante nesses tempos desmemoriados e apáticos.”

Para o estilista, passada a euforia da globalização, o mundo se volta a um novo luxo: aquele presente nas coisas genuínas. Na coleção de Fraga, há vestidos de tricô de tramas abertas, peças soltas no corpo, que privilegiam a textura rústica e as cores vibrantes. “As roupas dessa coleção se pintam de laranjas e azuis do céu de Portinari, se desenham em formas e volumes fluídos e se revelam em decotes amistosos”, diz Fraga. Apesar de certa rusticidade, são peças alinhadas com a estética contemporânea. Como fez Portinari, que se deixou influenciar pelo surrealismo, pelo cubismo e pela arte muralista mexicana, mas que via no Brasil rural a sua principal inspiração.

Paula Raia optou por uma silhueta fluída, com saias que evidenciam o corpo por meio de transparências. A coleção é resultado da observação da estilista sobre o trabalho manual das mulheres indígenas. A trama da esteira de palha foi a principal textura replicada pela estilista em seus vestidos, que em alguns casos ganharam uma espécie de armadura recobrindo o peito e os quadris.

Mas se o Brasil natural deu o tom de belas coleções, houve também quem apontasse para o presente, com referência ao mundo das máquinas e dos robôs. Os acabamentos metalizados foram destaque nos desfiles da grife Pat Pat’s, João Pimenta e Vitorino Campos, mas também apareceram em pitadas menores em outras coleções.

A transparência, outra tendência apontada pela semana, foi um recurso (bem) usado por Giuliana Romanno e Gloria Coelho, entre outras. No quesito moda praia, nada brilhou mais do que o maiô. Melhor definido pelo apelido “body ostentação”, o maiô da temporada é tão sofisticado que extrapola o ambiente praiano e pode ser usado no dia a dia, com saias e pantalonas.

Em termos de inovação têxtil, a SPFW foi marcada pelo lançamento mundial do primeiro fio biodegradável da Rhodia – o Amni Soul Eco, apresentado durante o desfile de Ronaldo Fraga. O estilista foi o primeiro a criar peças com o tecido.

Fruto de três anos de pesquisas, o Amni Soul Eco contém aditivos capazes de se decompor mais rapidamente. “A fibra de poliamida demora, em média, algumas décadas para se desintegrar”, explica Francisco Ferraroli, presidente da área de negócios Fibras, do grupo Solvay (dono da Rhodia). Já o Amni Soul Eco se decompõe em menos de três anos, segundo o executivo.

“O lançamento é exclusivo, inédito e tem tecnologia brasileira. Além disso, é uma evolução enorme para a indústria”, diz Ferraroli. Em termos de conforto e performance, o novo fio segue os mesmo parâmetros da poliamida: toque macio, absorção de umidade e facilidade manutenção.

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Matéria publica pelo Jornal Valor Econômico em 8 de abril de 2014 por Vanessa Barone.

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LAJE VIVA

MIGUEL PINTO GUIMARÃES

O desafio para esta casa em Itaipava, região serrana do Rio, foi criar uma varanda sem pilares.

Para tanto, treliças na fachada garantem a sustentação e liberam espaço para a integração entre interior (sala e varanda) e exterior (jardim).

Como a aproximação à casa é feita pela parte superior, foi criado um grande jardim no topo da construção para faze-la “desaparecer” na paisagem e integrar-se às encostas.

O andar superior, onde estão os quartos, tem formato de “U”. Seus dois lados se interligam por uma ponte de metal.

No térreo, na área central abriga a sala, que tem pé direito duplo e teto de vidro, e um jardim de esculturas- com instalação do artista Ernesto Neto.

Na decoração, há móveis de Sérgio Rodrigues, Hugo França, Zanini de Zanine, entre outros. Concreto bruto reveste as paredes e, madeira, o teto e o chão.

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Matéria publicada no Jornal Folha de São Paulo em 02 de Fevereiro de 2014.

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ARQUITETURA NO AR

Driblar a “falta de espaço” para a construção desta residência de 680 m², localizada em um condomínio em Nova Lima (MG), foi um desafio.
Metade da melhor área para crescer a casa pertencia à companhia de energia local. A solução, segundo os arquitetos, foi “avançar rumo à pior topografia” -o desnível do terreno.
Ante a dificuldade de disfarçar a altura dos pilares necessários para sustentar a construção, a saída foi assumi-los como uma marca estética.
A casa foi rebaixada em relação à rua para se integrar melhor ao ambiente e à natureza do entorno.
Assim, os fundos da residência tornaram-se a fachada principal.
Sem muros, protegida apenas por uma tela metálica, a residência tem vista para as montanhas e é inundada pelo sol da manhã nas áreas sociais.

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Matéria publicada no Jornal Folha de São Paulo. em 16 de Fevereiro de 2014.

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DNA DOS BONS

Pavilhão do Brasil em importante feira internacional de negócios é fruto da parceria dos arquitetos Arthur Casas e Marko Brajovic.

A surpresa já estará na galeria da entrada. Em alguns trechos, uma rede de 2 mil m² ficará presa nas paredes, pendurada a 6m de altura. Em outros, tocará o piso, assim, as pessoas poderão caminhar sobre ela e gerar a energia cinética que enfeitará na musica e na iluminação do local. “É uma experiência lúdica para conduzir o visitante ao interior”, explica Marko Brajovic, que assina a cenografia com sua equipe.

“A INTEGRAÇÃO ENTRE INTERIOR E EXTERIOR SE DÁ PELA TRAMA VISUALMENTE PERMEÁVEL” ARTHUR CASAS – ARQUITETO

Já a arquitetura leva a grife do escritório de Arthur Casas. Placas metálicas vazadas, uma espécie de grelha, darão forma á estrutura do pavilhão de 5720m². Dividida em duas alas, a planta abrigará atividades interativas e ambientes expositivos. Graças à festejada união  a dupla venceu outros 44 escritórios no concurso para a construção do pavilhão Brasil na Exposição Universal  de Milão, na Itália, agendada entre Maio e Outubro de 2015.

“REDE É UMA EXPERIÊNCIA LÚDICA PARA CONDUZIR O VISITANTE” MARKO BRAJOVIC – ARQUITETO

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Matéria publicada na revista Arquitetura e Construção em Março de 2014.

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BANHO DE COR

Tecnologia muda o acabamento de metais sanitários, disponíveis do preto ao ouro-vermelho.

Repare bem: os misturadores, registros e o chuveiro deste banheiro exibem um tom dourado fosco. Chamado Gold Matte, trata-se de uma das colorações obtidas pela tecnologia D. Coat, que aplica a cobertura metálica num processo a vácuo, viabilizando nuances diversificadas com grande resistência à abrasão.

Além da torneira Stick e do chuveiro Twin Spa Cascata, peças de outra linhas da Deca já dispõem da novidade, que se estende a complementos como duchinhas e válvulas. Ainda sem preço definido, o lançamento (que inclui outros cinco padrões) deve chegar ao mercado em breve .

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Matéria publicada na revista Arquitetura e Construção em Março de 2014.

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MADEIRA DE DEMOLIÇÃO: O ANTIGO EM NOVA VERSÃO

No hall, no banheiro, na cozinha e na escada – a madeira de demolição, com sua textura e cor característica aponta em nova versão

A rusticidade, o efeito acolhedor e a sugestão de um passado cheio de histórias emplacam a madeira de demolição em projetos contemporâneos. Vinda de casarões da região Sul, ela encontra segunda chance nos mais diversos ambientes.

NO HALL

O revestimento cria unidade visual ao cobrir a superfície de 3,90 m na chegada do apartamento

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Peroba reveste as portas e está também no banheiro, neste hall projetado pela arquiteta Claudia Pecego

A ideia era simples: camuflar as duas portas (a social, com 1,40 m de largura, e a do lavabo) que dividiam a parede de entrada deste imóvel, em São Paulo. Como solução, a arquiteta Claudia Pecego forrou tudo de peroba. As réguas de 15 cm vestem não só os painéis pivotantes como também suas laterais. Dentro do banheiro, o mesmo material – desta vez, instalado na horizontal – ressalta a faixa espelhada. “Além de trazer harmonia e uniformidade, conseguimos aquecer o clima moderno e limpo da decoração, oferecendo contraste em relação ao piso de limestone”, diz a arquiteta. Como tratamento, a madeira fornecida pela Aroeira recebeu cera de carnaúba. Natural e incolor, ela realça os veios da matéria-prima.

NA COZINHA

Réguas de tamanho irregular no chão e tom acinzentado reforçam o apelo rústico na cozinha

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A canela reveste todo o piso do apartamento – inclusive a cozinha – neste projeto da arquiteta Marta Sá Oliveira

Trazida do Sul do Brasil, a canela reveste todo o piso deste apartamento paulistano – inclusive a cozinha – de tábuas de larguras variadas. “Essa irregularidade atualiza o material”, diz a arquiteta Marta Sá Oliveira, que assina o projeto. Já na parede, a espécie surge em painéis com ripas de 10 cm. Eles foram aproveitados para embutir parte da elétrica do ambiente, além de abrigar as prateleiras, fixadas com ferragem invisível. A matéria-prima (R$ 320 o m² com instalação) passou por um tingimento de efeito acinzentado, serviço feito pelo fornecedor, o Studio N Mobili Design. Como proteção, aplicou-se verniz fosco à base de água (Bona). “Para limpar, basta um pano úmido”, garante Marta. Cuidado essencial: na área da pia, uma faixa de porcelanato evita o contato direto com a água.

NO BANHEIRO

Sem medo de ousar, projeto emprega tábuas brutas até ao redor da banheiro

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O arquiteto Naoki Otake combinou cimento queimado e peroba antiga neste banheiro.

Neste banheiro, no interior de São Paulo, o jovem casal não teve receio – aceitou plenamente a proposta do arquiteto Naoki Otake e combinou cimento queimado a madeira de demolição como acabamentos.“Gosto muito dessa mistura, pois remete a uma atmosfera simples, mas calorosa”, afirma Naoki. A peroba antiga do piso, em vários tamanhos, veio da Vitrine (R$ 429 o m²). A instalação e a marcenaria são da Armário e Cia, que, com o mesmo produto, montou as pranchas em balanço, cuja sustentação de ferro vai embutida na parede. Resina incolor e sem brilho, à base de poliuretano (Milesi), garantiu o efeito natural e a proteção necessária contra a umidade. Toalhas da Trousseau e da Collectania. Sem medo de ousar, projeto emprega tábuas brutas até ao redor da banheira.

NA ESCADA

Em sintonia, arquitetura e marcenaria formam degraus de concreto forrados de canela na escada

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Réguas caneladas unem-se ao concreto da escada, neste projeto de Arthur Casas

Deu trabalho. Primeiro, veio o esqueleto de cimento, sustentado por tirantes verticais de aço presos na viga por uma barra rosqueável. “A madeira surge, então, como uma caixa para empacotar cada degrau”,explica o arquiteto Arthur Casas, autor do projeto de visual cinematográfico, pensado para a residência paulistana de um jovem casal com filhos. As réguas de canela da Parquet SP (a partir de R$ 490 o m² instalado) apresentam larguras entre 10 e 30 cm e têm juntas desencontradas. “Elas estão presentes em todo o piso do imóvel, o que dá continuidade ao conceito”, complementa Arthur. Para finalizar, aplicou-se verniz fosco (Loba Brasil), produto de fabricação alemã que aumenta a proteção.Em sintonia, arquitetura e marcenaria formam degraus de concreto forrados de canela na escada.

NO TETO

O tom palha do forro de perobaconfere clima acolhedor à casade estrutura metálica

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A madeira é o destaque neste projeto do arquiteto Gui Mattos no interior paulista.

No chão, em itens do mobiliário, nas portas e em todo o forro (mezanino). “A madeira dá um ar quase relaxado ao ambiente, traz história. É diferente de um imóvel em que tudo parece novo”, comenta. Só no teto, foram quase 500 m² revestidos de tábuas de peroba de 10 cm de largura com encaixe macho e fêmea (a partir de R$ 320 o m²), fixadas em barrotes presos na estrutura de metal. “Para um resultado mais atual e menos pesado, as peças de demolição originais, bem escuras, foram clareadas com cloro”, explica Sérgio Fuzaro, proprietário da fornecedora Ouro Velho, que há anos garimpa essas relíquias no Sul do país. Por último, veio a cera de carnaúba incolor.

Matéria publicada na revista Arquitetura & Construção em março de 2014

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BRILHO EXTERIOR

Chapas coloridas exibem tons vibrantes e face externa com efeito espelhado

A linha Cristallo, das placas de Madefibra BP (MDF produzido em baixa pressão pela Duratex), pretende assegurar a combinação perfeita entre a parte de fora e a de dentro de móveis, gabinetes e painéis. Para isso, o produto tem acabamento de alto brilho na frente e fosco no verso – sempre na mesma tonalidade. Com proteção antirisco e tratamento de Microban contra a proliferação de bactérias, mofo e bolor, as placas (1,84 x 2,80 m, com 6, 15 ou 18 mm de espessura) vão bem só no interior de casa.

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Matéria publicada na revista Arquitetura & Construção em março de 2014

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