COMPACTO E ELEGANTE, EPITOME, DA PHILIPS, TEM PREÇO SALGADO

COMPACTO E ELEGANTE, EPITOME, DA PHILIPS, TEM PREÇO SALGADO

Instalar um home theater na sala casa sem lidar com um emaranhado de fios ou furar as paredes para instalar as caixas de som: esse é o principal atrativo do epitome E5, da Philips. A fabricante teve uma sacada interessante para as caixas que são colocadas atrás do sofá e criam o efeito de som surround. São elas as responsáveis por fazê-lo escutar a cavalaria se deslocando no campo de batalha como se ela estivesse dentro da sua sala. O equipamento traz pequenas caixas sem fio que ficam no topo das caixas maiores, aquelas que são colocadas na TV. Quando quiser, o usuário pode destacá-las, colocando-as na posição correta. Depois, basta devolvê-las. É o que a fabricante chama de “surround sob demanda”.

Também dá para usar as pequenas caixas para aumentar o alcance do som quando você está ouvindo música em casa, levando-as para o quarto, ou para a varanda. De acordo com a Philips, a autonomia é de 8 horas. O recarregamento é feito pelas próprias caixas que servem de base.

Com detalhes em madeira e couro, o E5 é elegante e fácil de combinar com a decoração. Tenho usado o aparelho em um ambiente de quase 10m² e a impressão é que o equipamento, de fato, é adequado a ambientes desse tamanho. Apesar de a potência do som ser considerável (168W RMS), o volume não é tão alto quanto de outros aparelhos na mesma faixa de preço, ou até mais baratos.

Aqui vale uma curiosidade. Desde o ano passado, a linha de áudio de Philips e a Onkyo fazem parte da mesma empresa, a Gibson Brands, dona das quitarras do mesmo nome. No processo de reestruturação de seus negócio de áudio e criou uma empresa separada, a Woox Innovations, que foi comprada pela Gibson tem o direito de usar a marca Philips em seus produtos. A companhia quer se tornar a principal empresa de áudio do mundo teac, Tascam, Baldwin, entre outras.

Um outro problema do Epitome é a falta de uma tela. Você não consegue ver se o volume chegou ao nível máximo, por exemplo, o que pode deixa-lo um pouco perdido. A falta do display também dificulta saber de qual das entradas disponíveis no aparelho o áudio está vindo. São cinco opções: HDMI, coaxial, ópitca, 3,5 milímetros e Bluetooth. Quem tem um telefone com recursos de conexão sem fio por contato, NFC, poderá usá-lo para ouvir suas músicas favoritas, sem ter muito trabalho.

Para evitar a confusão de controles remotos, é possível usar a conexão HDMI Arc para controlar a TV. Mas o seu televisor precisa ser compatível com esse sistema.

Matéria publicada no jornal Valor em 17 de março de 2015

Publicado em Comportamento, Design | Deixar um comentário

‘CONSUMIDOR APERTADO’ JÁ É 52% DA POPULAÇÃO

O consumidor está muito preocupado com a inflação, economizando para pagar dívidas, cortando gastos com lazer fora de casa e reduzindo suas idas ao comprando aquilo que provocou e gostou em épocas de bonança, procuram lojas que tenham preços mais camaradas e promoções. Se isso não da certo, troca de marca.

O “consumidor apertado”, aquele tem um nível de gastos baixo e compra básico, equivale hoje a 52% da população, segundo levantamento da Nielsen, do qual participaram os especialistas Priscila Biancardi, Sabrina Balhes e Bruno Curtarelli. A empresa, no fim do ano passado, pesquisou o comportamento dos brasileiros em 48 milhões de domicílios urbanos.

Segundo o estudo, 13% dos brasileiros estão economizando para pagar dívidas atrasadas e 64% afirmam que diminuem lazer a fora do lar para economizar.

A pesquisa também aponta o que os outros levantamentos já mostraram: a classe média pôs o pé no freio na hora de comprar e a classe de maior renda (A e B) é que está puxando o consumo.

Houve uma redução de 4,7% no número de visitas ao ponto-de-venda no ano passado. O valor médio gasto cresceu 5,6% a cada visita. Estão sendo mais planejadas.

Boa parte da indústria e do varejo entendeu esse quadro, mudou a estratégia e conseguiu aumentar o faturamento e o volume vendido no ano passado.

No ano passado as vendas de 137 categorias de produtos – bebidas, alimentos, artigos de higiene pessoal e cosméticos, entre ele – cresceram 3,7% (em volume) e 4,9% (em valor, já deflacionado), segundo a Nielsen. No ano anterior, o desempenho havia sido pior: retração de 0,3% no volume e aumento de 3,5% no faturamento.

Dados já divulgados pelo IBGE mostram um cenário mais preocupante para o comércio varejista restrito (exclui veículos e material de construção): em 2014 o volume de vendas cresceu apenas 22% em relação a 2013. Foi o pior resultado em dez anos.

No ano passado, segundo Nielsen, a categoria de produtos que mais se destacou, com vendas equivalentes a 30% do faturamento total apurado na pesquisa, foi a de cerveja e refrigerantes. Este setor conseguiu elevar preços, fez promoções e ofereceu diversos tipos de embalagens.

matéria publicada no jornal Valor em 1 de abril de 2015.

Publicado em Mercado | Deixar um comentário

CONEXÃO BRASIL

Não se trata da capacidade industrial italiana. Nem tampouco da qualidade de produto “made in Italy”. Por trás do protagonismo que Milão Duas mostras uma carioca, outra paulista, integram a programação da Semana do Design de Milão.

exibe frente às demais semanas de Design do mundo, está a própria geografia da cidade.” No cenário europeu, nenhuma outra é capaz de proporcionar a seus visitantes um ambiente tão culturalmente acolhedor. E tão aberto às mais variadas expressões criativas.

Em especial, a partir de 2006, quando o salão Internacional de Móvel (ver entrevista na pág.26), a força motriz do evento milanês, se transferiu para a sua  atual sede, no subúrbio de Rho Pero, estimulando a ocupação da cidade por centenas de eventos “fuorisalone”. Ou, em outras palavras, por exposições e lançamentos que acontecem para além das dependências da feira oficial.

Pelo sétimo ano consecutivo, por exemplo, a mostra brasileira Rio+Design faz do Superstudio, uma antiga oficina na principal via da Zona Tortona, o seu endereço na cidade. A proposta desta edição, “Madeira de Tecnologia”, que acontece de 13 a 19 de abril, pretende levar a Milão objetos assinados por designers cariocas no s quais a utilização de madeira sustentável e de processos avançados de fabricação são duas premissas essenciais.

A rotina dos profissionais locais, dos processos criativo à tecnologia utilizada em seus produtos, promete ser outro aspecto abordado pela montagem. Assim, ao lado de suas criações, vídeos enfocando o trabalho de 12 profissionais cariocas, entre eles, Guto Índio da Costa, Ricardo Leite, Zanini de Zanine e Marzio Fiorini, entre outros estarão em exibição.

“Este ano, procuramos focar nossa participação na geração de novos negócios. Daí a extensa agenda de encontros programada entre designers e empresários” afirma a subsecretária estadual de Comércio e Serviços do Estado do Rio, evento. “O conteúdo é bem diversificado. Temos desde equipamentos industriais a móveis, passando por luminárias e joias. O objetivo, porém, é comum: abrir o mercado internacional para o nosso design”, diz.

Como acontece na mostra fluminense, também os eventos “fuorisalone” a cada ano ampliam suas fronteiras e passam a incluir novos campos de aplicação do design, como a culinária e a jardinagem. O ritmo de contaminação criativa é tão intenso, que não chega a ser um exagero afirmar que, em épocas de semana do design, nunca se visita a mesma Milão, duas vezes. Em função do design, é o próprio desenho da cidade que muda. Assim como seus personagens.

Entre os recém-chegados, o MADE (Mercado de Arte e Design) organizado desde 2013 em São Paulo, realiza sua primeira incursão na capital do design, atestando o crescimento do interesse pelo design brasileiro no mundo. Especialmente o de matriz jovem, como o veiculado por designers emergentes como Rodrigo Almeida e Sergio Mattos. Mas também por nomes consagrados como Fernando e Humberto Campana, Claudia Moreira Salles e Fernando Prado.

Com a curadoria de Waldick Jatobá, e colaboração de Bruno Simões, a mostra paulistana acontece no Palazzo Lita, centro de Milão, de 15 a 19 do próximo mês, apresentando, além de uma consiste seleção de móveis contemporâneos, um acervo de dez bancos indígenas, produzidos entre o século passado e os dias de hoje.

“O design produzido por nossos índios sugere verdadeiras esculturas funcionais. Nelas coexistem senso de proporção, ritmo e movimento. Um belo contraponto ao cenário excessivamente comercial que vivemos hoje”, considera Jatobá, que pretende enfocar a produção atual em consonância com este legado nativo.

Para completar, duas assinaturas ilustres prometem marcar presença nas dependências do palácio barroco milanês: a cenografia ficará a cargo dos irmãos Fernando e Humberto Campana e além dela, um pavilhão temporário, que pretende servir de realização da mostra, foi desenvolvido pelo estúdio do premiado arquiteto paulistano Marcio Kogan.

“A preocupação com os detalhes e o cuidado no trato com a matéria-prima são dois aspectos que aproximam a produção atual daquela desenvolvida por nossos nativos. E disso só temos de me orgulhar”, argumenta o curador.

01

Luminária Ouriço de Angela Carvalho (Rio+Design).

02

Banqueta da Kvadrat (Rio+Design).

03

Cadeira de três pés de Ricardo Graham (MADE).

04

Mesa átomo, da Em2 Design (Rio+Design).

05

Cadeira Convés também da Em2 Design (Rio+Design)

06

Banco Ratoeira, da Em2 Design (Rio+Design).

07

Cadeira Barraco de Rodrigo Almeida (MADE)

08

Luminária de Ana Neute e Rafael Chvaicer (MADE).

09

Luminária de Ana Neute e Rafael Chvaicer (MADE).

10

Cadeira de Rodrigo Silveira (MADE).

11

Banco Mocho Cuera, de Ines Schertel (MADE).

matéria publicada no jornal o estado de S.paulo 29 de março a 4 de abril de 2015.

 

 

Publicado em Design | Deixar um comentário

MINIMALISMO À ITALIANA

Surgindo na década de 1950, em consonância com o advento da arquitetura modernista, o estilo minimalista, aplicado á decoração de interiores ganhou novo impulso a partir da segunda metade da década de 1990. Muito em função, diga-se, da atuação de alguns arquitetos e de designers italianos do período.

Fascinados pela simplificação máxima do desenho dos móveis e interiores mas sem o rigores da escola japonesa, presente na obra do designer Shiro Kuramata, para a nova geração minimalista, representada por arquitetos como Piero Lisoni e Antonio Citterio, interessava sim redesenhar a casa. Mas, desta vez tendo como pano de fundo sua adequação a espaços cada vez menores.

Desprovida de detalhes desnecessários, na decoração imaginada por eles, como por seus antecessores modernistas, a estética deve estar sempre alinhada à funcionalidade. Poucos móveis e objetos, às vezes até nenhum, merecem compor os ambiente. Ainda assim, cada peça deve ser escolhida tendo em vista ocupar os interiores domésticos da forma mais desprovida possível.

Abajures, cortinas e tapetes devem ser abolidos, ou preferencialmente reservados ao quarto ou banho. Ao contrário dos minimalista radicais, para os italianos, cores são bem-vindas. Desde que primárias e claro, sem excessos.

Matéria publicada no jornal o Estado de S.Paulo em 29 de março a 4 de abril de 2015.

Publicado em Design | Deixar um comentário

PLANO DIRETOR: UM PACTO NECESSÁRIO

Em busca de soluções para o crescente desafio da qualidade de vida em São Paulo, o Plano Diretor Estratégico de São Paulo (PDE) – Lei 16.050, aprovada em julho de 2014 -, traz um importante conceito de fomento á construção do ambiente coletivo: a rua! Mais do que isto, aposta em um valor fundamental: o patrimônio público, o espaço coletivo, composto por rua, calçadas, praças, parques equipamentos públicos e ocupado por pessoas, estas, por sua vez, capazes de estabelecer vínculo afetivo, constituir valor ás relações, senso comum direito ao coletivo.

O PDE propõe os “Eixos de estruturação da Transformação Urbana”, situados ao longo de vias estratégicas da cidade dedicadas ao transporte público de massa, ou seja, corredores de ônibus e metrô. Nos eixos, permite-se um potencial construtivo maior do que em outras áreas da cidade, contato que se cumpram certas regras urbanas como o adensamento habitacional, o que significa oferta de maior número de pessoas usufruindo do transporte público de massa.

Adicionalmente, benefícios construtivos são oferecidos caso sejam atados soluções que privilegiam a construção de edifícios de uso misto. Ou ainda, caso sejam criados empreendimentos com fachadas ativas e espaços de fruição pública para o acesso qualificado, a permanência e a passagem das pessoas por entre os empreendimentos, o que estimula um movimento saudável de cumplicidade entre público e privado e gera vitalidade para a cidade pública para o acesso qualificado, a permanência e a passagem das pessoas por entre os empreendimentos, o que estimula um movimento saudável de cumplicidade entre público e privado e gera vitalidade para a cidade.

Edificações de uso misto, com lojas e restaurantes localizados no térreo e abertos para a rua, sem gradis, com pequenas praças e galerias no míolo das quadras são facilmente encontradas em cidades europeias e da Américas. No Brasil, ainda tímidas, geram reações tais como: abrir o empreendimento para a rua? E a segurança? E a manutenção e limpeza dos espaços privados abertos? Quem cuida? Se o espaço dá acesso ao público, por que está sendo mantido pelo privado? Elucrubações decorrentes do inusitado, em contraponto aos vícios do passado ou presente!

Em uma rápida reflexão sob a ótica de urbanista, considero questões fundamentais: será possível concretizar espacialmente, e sem timidez, os conceitos de valorização do espaço coletivo desejados pelo PDE, na tonalidade de uma cidade já extremamente construída, admitindo-se eu grande parte dos eixos, nem sempre contínuos, estão localizados exatamente em áreas consolidadas? Serão os empreendimentos privados capazes de solitariamente atingir o objetivo de transformação urbana proposto, sem a cumplicidade do Poder Público e da sociedade em geral? Tais conceitos serão efetivamente concretizados e absorvidos pela cultura local? Estarão as ações e políticas públicas caminhando no mesmo sentido coerência e tempo previstos pelo PDE?

O Plano de implantação dos corredores de ônibus está associado á gestão e integração com uma rede de transporte metropolitano? Há um plano de implantação de áreas verdes para que este ocorra de maneira condizente com áreas de adensamento? Há um plano de expansão de equipamentos de saúde e educação coerente com a previsão de adensamento proposta e suas metas de implantação?

Caso o transporte coletivo não seja implantado e operado em rede, o risco de este plano não atingir um de seus principais objetivos é bastante grande! O mesmo pode-se dizer das demais infra estruturas propostas!

Estaríamos todos empenhados em construir de fato uma cumplicidade entre o ente público e o privado para que se possa construir um valor comum ao redor do patrimônio coletivo, dado que não há isonomia entre os direitos e os deveres públicos e privados? Trata-se de reflexão complexa e manipulação de dados quase invisíveis! Mas sem enfrentar esta questão, sem firmar um pacto necessário, o risco de não ser livre, respeitoso, justo e generoso ganha musculatura! Façamos uma revisão da Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo consciente e responsável!

Matéria publicada no jornal o estado de s.paulo em 22 de março de 2015.

Publicado em Mega Tendências | Deixar um comentário

PLANO DIRETOR: UM PACTO NECESSÁRIO

01

Adriana levisky.

Em busca de soluções para o crescente desafio da qualidade de vida em São Paulo, o Plano Diretor Estratégico de São Paulo (PDE) – Lei 16.050, aprovada em julho de 2014 -, traz um importante conceito de fomento á construção do ambiente coletivo: a rua! Mais do que isto, aposta em um valor fundamental: o patrimônio público, o espaço coletivo, composto por rua, calçadas, praças, parques equipamentos públicos e ocupado por pessoas, estas, por sua vez, capazes de estabelecer vínculo afetivo, constituir valor ás relações, senso comum direito ao coletivo.

O PDE propõe os “Eixos de estruturação da Transformação Urbana”, situados ao longo de vias estratégicas da cidade dedicadas ao transporte público de massa, ou seja, corredores de ônibus e metrô. Nos eixos, permite-se um potencial construtivo maior do que em outras áreas da cidade, contato que se cumpram certas regras urbanas como o adensamento habitacional, o que significa oferta de maior número de pessoas usufruindo do transporte público de massa.

Adicionalmente, benefícios construtivos são oferecidos caso sejam atados soluções que privilegiam a construção de edifícios de uso misto. Ou ainda, caso sejam criados empreendimentos com fachadas ativas e espaços de fruição pública para o acesso qualificado, a permanência e a passagem das pessoas por entre os empreendimentos, o que estimula um movimento saudável de cumplicidade entre público e privado e gera vitalidade para a cidade pública para o acesso qualificado, a permanência e a passagem das pessoas por entre os empreendimentos, o que estimula um movimento saudável de cumplicidade entre público e privado e gera vitalidade para a cidade.

Edificações de uso misto, com lojas e restaurantes localizados no térreo e abertos para a rua, sem gradis, com pequenas praças e galerias no míolo das quadras são facilmente encontradas em cidades europeias e da Américas. No Brasil, ainda tímidas, geram reações tais como: abrir o empreendimento para a rua? E a segurança? E a manutenção e limpeza dos espaços privados abertos? Quem cuida? Se o espaço dá acesso ao público, por que está sendo mantido pelo privado? Elucrubações decorrentes do inusitado, em contraponto aos vícios do passado ou presente!

Em uma rápida reflexão sob a ótica de urbanista, considero questões fundamentais: será possível concretizar espacialmente, e sem timidez, os conceitos de valorização do espaço coletivo desejados pelo PDE, na tonalidade de uma cidade já extremamente construída, admitindo-se eu grande parte dos eixos, nem sempre contínuos, estão localizados exatamente em áreas consolidadas? Serão os empreendimentos privados capazes de solitariamente atingir o objetivo de transformação urbana proposto, sem a cumplicidade do Poder Público e da sociedade em geral? Tais conceitos serão efetivamente concretizados e absorvidos pela cultura local? Estarão as ações e políticas públicas caminhando no mesmo sentido coerência e tempo previstos pelo PDE?

O Plano de implantação dos corredores de ônibus está associado á gestão e integração com uma rede de transporte metropolitano? Há um plano de implantação de áreas verdes para que este ocorra de maneira condizente com áreas de adensamento? Há um plano de expansão de equipamentos de saúde e educação coerente com a previsão de adensamento proposta e suas metas de implantação?

Caso o transporte coletivo não seja implantado e operado em rede, o risco de este plano não atingir um de seus principais objetivos é bastante grande! O mesmo pode-se dizer das demais infra estruturas propostas!

Estaríamos todos empenhados em construir de fato uma cumplicidade entre o ente público e o privado para que se possa construir um valor comum ao redor do patrimônio coletivo, dado que não há isonomia entre os direitos e os deveres públicos e privados? Trata-se de reflexão complexa e manipulação de dados quase invisíveis! Mas sem enfrentar esta questão, sem firmar um pacto necessário, o risco de não ser livre, respeitoso, justo e generoso ganha musculatura! Façamos uma revisão da Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo consciente e responsável!

Matéria publicada no jornal o estado de s.paulo em 22 de março de 2015.

Publicado em Mega Tendências | Deixar um comentário

NOVA YORK LANÇA MICROAPARTAMENTOS PRÉ-FABRICADOS

Para permitir a construção, a prefeitura alterou regras de zoneamento e de densidade que limitavam tamanho do imóvel a espaço não inferior a 37 m².

Para muitos nova-iorquinos solteiros, a tirania de viver num espaço pequeno, ou pior, compartilhado, é muito familiar. E com número de solteiros aumentando, a demanda por esses espaços é inevitável.

Entre no My Micro NY, o primeiro conjunto de microapartamentos na 27th Stret,335, com 55 unidades de 24 m² a 33,4 m². Os estúdios começarão a ser alugados neste verão por valores em torno de US$ 2.000 a US$ 3.000 mensais . MY Micro NY são unidades modulares pré-fabricadas erigidas no Brooklyn Navy Yard e estarão prontas nesta primavera. Os apartamentos se compõe de quitinete, banheiro acessível a cadeira de rodas, pé direito de mais 2,5 metros e janelas. E para a vida se torna mais palatável num espaço pequeno, os locatários terão acesso a uma unidade que pode ser usada como depósito e espaços comuns espalhados por todo o prédio.

Para permitir a construção do conjunto, a prefeitura teve de rever as atuais regras de zoneamento e de densidade que limitavam os apartamentos a um espaço não inferior a 37 metros quadrados.

O projeto está sendo observados pelos interesses pelos incorporadores e pelos incorporadores e pelos defensores de uma política habitacional, e não só por causa da construção modular. Para estes últimos, a construção de mais microapartamentos pode abrir espaço para habitações preços mais razoáveis. E um número cada vez maior de unidades dedicadas a pessoas solteiras pode contribuir para abaixar os preços dos alugáveis na cidade, ao passo que apartamentos de dois a quatro quartos ficariam disponíveis para as famílias. Os solteiros que procuram apartamentos maiores para dividir com outras pessoas podem ter ajudado a inflar o mercado de locações, uma vez que a renda combinada dos companheiros de apartamento se trona maior do que a de uma família.

Alguns incorporados têm uma ideia semelhante, das “microssuítes”, que são apartamentos um pouco maiores do que o limite legal, digamos com uma área de cerca de 46 metros quadrados  – mas que abrigaria dois ou três indivíduos solteiros em quartos separados, minúsculos.

Se os nova-iorquinos conseguirão viver (e felizes) em um espaço menor do que 37 metros quadrados não está em questão muitos – já vivem assim. Microapartamentos foram construídos antes de aprovados as leis sobre zoneamento em 1987 na cidade. Existem cerca de três mil com metragem inferior a 37 m² só em Manhattan, segundo Jonathan J.Miller, presidente da Miller Samuel, empresa de consultoria e avaliação imobiliário.

Kelli Okuji, 27 anos, estudante da universidade Columbia, vive em um deles, um apartamento recém formado de 29 m² no Greystone, um antigo hotel construído em 1923 no Upper West Side que transformou seus quartos em unidades de aluguel. Okuji ocupa uma das 26 unidades, cada uma com acabamentos e instalações de luxo, uma cama Murphy embutida na parede e acesso a uma ampla variedade de comodidades, incluindo uma academia de ginástica e um longe de cobertura. “O que me atraiu foi o fato de viver sozinha” disse Okuji que é de Aptos, Califórnia. “Morava num apartamento com três outros jovens e como vivi ali durante oito anos desde eu entrei na faculdade, queria ter meu próprio espaço.” O aluguel é de US$ 2.600 por mês, portanto Kelli sabia que não iria economizar muito para comprar a privacidade que necessita para concluir seu mestrado em administração e assuntos internacionais.

Ela também foi atraída pelo design do apartamento. “Fiquei realmente o espaço”, disse ela.

Os aparelhos domésticos miniatura atendem ás necessidades de uma pessoa. “A lavadora de pratos parece uma gaveta normal e o mini-fogão pode ser usado como micro-ondas. O único inconveniente é o tamanho do banheiro: a banheira é minúscula. Mas ter as comodidades que o prédio oferece é uma vantagem a mais.”

De fato, as comunidades podem ser chave para o sucesso destes ser chave para o sucesso destes minúsculos apartamentos. “Elas se tornaram muito mais importantes para as pessoas, á medida que os apartamentos ficaram menores,” disse Cliff Finn, vice-presidente executivo de novas incorporações na Douglas Elliman, agente de locações para o Greystone. “São uma extensão da habitação. As pessoas estão dispostas a sacrificar o espaço se tiverem outros lugares para ir.”

Muitas das novas torres que surgiram em Brooklin e Queens também atraem os locatórios com opcionais extra e espaços comuns: A empresa que projetou o My Micro NY, a nAarchitects, inseriu espaços para guardar bicicletas e objetos pessoais que não está sendo construído pela Monadnock Development e a Lower East Side People’ s Mutual Housing Association.

Matéria publicada no jornal o estado de s.paulo em 22 de março de 2015.

Publicado em Arquitetura, Comportamento, Construção, Design | Deixar um comentário

LUZES DE IMPACTO

Conheça luminárias que emprestam ousadia á ambientação de áreas internas. São lançamentos de traço minimalista assinados por dois brasileiros e um estrangeiro.

Ideias luminosas a mente criativas de designers. O jovem paulistano Igor Hatanda. Que mora no Rio Grande do Sul, participa pela primeira vez da feira Craft Design, de 21 e 24 deste mês, em São Paulo, com peças de madeira produzidas a mão. Outro novo modelo tem autoria do bêbado espanhol Jaime Hayon, que concebeu a linha Aballs. A base cerâmica é produzida pelo italiano Italo Bosa.

Já o paulistano Fernando Prado assina um pendente para a Lumini. “Ele pode ser usado só ou em conjunto”, sugere.

01

O mokô (22 x 36 x 53 cm), de pinheiro e bambu, vale 193 reais no ateliê de Igor Hatanda.

02

De Jaime Hayon, esta peça de base cerâmica (18x 38 cm**) sai por 6 917 reais na Puntoluce.

03

Cobre é o material do pendente Rod (3,2 x 50 cm**). Preço: 778 reais na Lumini.

matéria publicada na revista Casa Claudia em Fevereiro de 2015.

 

 

Publicado em Design | Deixar um comentário

CRIA DA GERAÇÃO Y.

01

O paulistano Hugo Sigaud de apenas 21 anos, lança móveis para aquecer o decór.

Ele ainda cursa a faculdade de arquitetura, mas já estagiou com Luciana Martins e Gerson de Oliveira, da Ovo, além de colaborar para as grifes Collectania e La Lampe. Agora, parceria com a fabricante Veromobill, apresenta a linha Colorado, vendida online. “Busquei inspiração no calor. A cerejeira certificada e o laminado plástico têm tons quentes, e a forma arredondada do tampo da mesa remete ao sol”, afirma.

02

A coleção traz banco (30 x 45 cm**, em 199 reais), mesa (1 m x 75 cm** reais) e mancebo (54 cm x 1,60 m**, 270 reais).

matéria publicada na revista Casa Claudia em fevereiro de 2015.

Publicado em Design | Deixar um comentário

FAMÍLIA EM VOLTA DA MESA

Ter tempo para ficar perto das pessoas queridas nem sempre é fácil entre as atribuições da vida moderna. Mas os Jaegers tiram de letra esse desafio.

Com cheiro de pizza assando no forno a lenha, risadas e muitas conversas jogada fora. Assim os Jaegers passam os fins de semana: no anexo de 110 m² localizado nos fundos da casa em que moram, em São Paulo. Para a família, o lugar, projetado pelos arquitetos Beto Faria e Jacqueline Rodovalho, funciona como refúgio de campo, mas com a comodidade de poder ser acessado a pé. O jantar fica a cargo do patriarca, o designer de mobiliário Fernando, enquanto sua mulher, a arquiteta Yaskara, monta a decoração e enfeita os vasos com flores frescas. Os filhos, Theo, Felipe e Marina (da esq. para a dir.), ajudam na parte mais gostosa – a de devorar os quitutes. Visite o blog da jornalista Zizi Carderari e conheça outras histórias como esta. Casadosoutros.tumblr.com

“Em nosso lar, gostamos de receber amigos e familiares sempre com pizza caseira e bom papo”.

Fernando Jaeger Designer.

01

Como escolher a cortina para a porta entre a sala e a varanda? Que tecidos são indicados? Existem regras?

Juliana Falqueto, via e-mail

Veja as dicas para harmonizar esse acessório com o restante da decoração. Uma delas pode ajudar você escolher o modelo mais adequado a seu caso:

“Prefira uma versão de tecido misto, que mescla fios sintéticos aos naturais. Esse tipo de trama tem limpeza mais simples, sem perder a aparência charmosa”.

Diego Revollo, arquiteto – www.diegorevollo.com.br

“Quando a varanda não recebe muito sol, pode-se usar uma opção leve, como o linho. Outra alternativa são persianas de material sintético, que chegam a filtrar até 90% do calor”.

Paulo Andrade, arquiteto – www.andrademello.com.br

“A cortina fica mais elegante quando ocupa toda a parede, mas não há obrigação quanto isso. Já o comprimento deve ser até o chão. Sugiro usar linho ou voal”.

Marília Veiga, designer de interiores – www.mariliaveiga.com.br

De que forma posso decorar uma sala comprida porém estreita?

Andréia Maranhão, via e-mail

A solução está em fazer render espaço. Mesas de apoio soltas podem substituir as de centro, pois, além de mais charmosas, são menores Cadeiras compactas também configura boa pedida na hora de receber amigos Opte por modelos de diferentes tamanhos para dar movimento ao conjunto.

Consultora: arquiteta Eliane Mesquita, www.elianemesquita.com.br

Meu quarto tem muitas matizes. Que estampas de papel de parede são recomendadas para que a decoração não resulte excessivamente colorida?

Como o quarto já tem paleta bem variada, melhor escolher um revestimento claro a fim de que a ambientação não se torne carregada. Também se pode eleger um modelo em tom neutro, porém com detalhes de uma cor já aplicada no ambiente. Se cobrir a parede de tecido estampado, prefira os mistos ou sintéticos, mais fáceis de lavar.

Consultora: designer de interiores Cristina Barbara, www.cristinabarbara.com.br

matéria publicada na revista Casa Claudia em fevereiro de 2015

Publicado em Design de Interiores | Deixar um comentário