MÓVEIS QUE SE AJUSTAM ÀS PESSOAS

Design com peças dinâmicas prioriza conforto

Em tempos de individualismo e fluidez o design se torna flexível e adaptável a cada usuário. O sofá Mariposa e a mesa Planophore revelam essa preocupação com o movimento.

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Lançadas este ano pela Vitra as peças são obra da dupla britânica Edward Barber e Jay Osgerby. Apesar das cores fortes, elas transmitem aconchego e fundem-se facilmente aos ambientes.

“Desenhar um sofá não é muito interessante, a não ser que você consiga descobrir um novo jeito de fazer”, conta Osgerby. NoMariposa, ele e o colega criaram encostos que se inclinam silenciosamente em até 30º, respondendo a pressões do usuário. Estofos impedem o contato com qualquer parte da estrutura. Como resultado, é possível aninhar-se no móvel em uma grande gama de posições – até mesmo frente a frente com a pessoa ao lado.

Marc Eggimann (Foto: Editora Globo)

Já a estante Planophore é composta por divisórias giratórias encaixadas em prateleiras fixas. Brincando com as peças rotatórias, o usuário pode criar nichos para pequenos objetos ou transformá-la em um biombo.

O móvel toma o nome de um avião criado em 1871. As bordas arredondadas e o uso do alumínio remetem à paixão dos profissionais pela aeronáutica. “Somos dois dos poucos que, conseguindo negociar uma cadeira na janela em um vôo, acabamos olhando para a asa e não para a vista”, contam os designers.

Editora Globo (Foto: Editora Globo)
Editora Globo (Foto: Editora Globo)
Editora Globo (Foto: Editora Globo)
Editora Globo (Foto: Editora Globo)
Editora Globo (Foto: Editora Globo)
Matéria publicada no site Casa Vogue em 21 de Outubro de 2014
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CONECTIVIDADE, A PRÓXIMA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

O futuro pertence às máquinas. Mais de um bilhão de smartphones serão vendidos neste ano e vários milhões de smartwatches e monitores de saúde de diversos tipos serão usados. Mas se as previsões sobre a chamada “Internet das Coisas” estiverem certas, num futuro não muito distante, o número de dispositivos de computação espalhados pelo mundo que operam sozinhos, conectados por cabos ou redes sem fio, vai ultrapassar o número de aparelhos que as pessoas carregam com elas.

A firma de pesquisa de mercado Gartner prevê que o total dos dispositivos conectados a redes, a maioria deles não operados por uma pessoa, vai saltar de 3 bilhões para 25 bilhões em apenas sete anos.

Entre esses dispositivos estão automóveis com conexão à internet, produtos em lojas que podem ter transmissores sem fio em seus rótulos, e frotas de caminhões nas estradas conectadas com redes que monitoram seu itinerário.

Duas tendências clássicas da tecnologia estão em operação.

Primeiro, a tecnologia, como frequentemente faz, está democratizando o processo de conexão das coisas. Potências da indústria como a General Electric vêm automatizando os sistemas de controles industriais em plataformas de petróleo há décadas. E os tipos de infraestrutura em rede mencionados aqui podem ser construídos totalmente pela divisão Smarter Planet, da IBM, que gera US$ 5,5 bilhões por ano em faturamento para a gigante tecnológica, estimam analistas.

Agora, a queda no custo de sensores, a proliferação de sistemas de conectividade a cabo e sem fio para computadores e a chegada de centros da dados mais baratos da Amazon.com e outros provedores, que podem reunir e analisar informações de máquinas ao redor do mundo, estão permitindo cada vez mais que empresas grandes e pequenas se conectem de uma forma antes só imaginada pelas gigantes.

Segundo, as capacidades estão aumentando. Agora, por exemplo, um simples sensor de movimento, luz ou temperatura pode ser preso a um dispositivo e usado para controlá-lo. Em breve, o software por trás de uma rede de sensores irá monitorar as lâmpadas das ruas de uma cidade inteira, tornando-as mais eficientes e economizando o dinheiro dos contribuintes. Ou companhias aéreas poderão usar um serviço que sabe quando partes do motor do avião estão prestes a falhar e pode pedir uma troca para minimizar o tempo parado da aeronave.

A explosão de coisas conectadas oferece oportunidades para empresas que operam em todos os setores da tecnologia, incluindo fabricantes de chips como Qualcomm e Thin Film Electronics, empresas tradicionais de equipamentos de redes como a Cisco Systems, fornecedores de software como PTC e Splunk, e provedores de serviços de computação em nuvem como Amazon.com e Salesforce.com.

Empresas da velha economia, como a Monsanto e a GE, também podem se beneficiar dando vida nova aos objetos mais simples, como equipamentos industriais e sementes.

Existem três estágios para a Internet das Coisas. Primeiro, muitos objetos tornam-se conectados, incluindo carros, casas, trens de carga, equipamentos médicos e produtos de consumo. Depois, mais e mais informação analisável é extraída desses dispositivos conectados. E, no estágio final, os fabricantes irão operar suas empresas com base nesses dados.

O primeiro estágio está muito relacionado com sensores e chips baratos. Há muitos exemplos de ponta, como a fabricante de carros elétricos Tesla. Recentemente, ela anunciou uma nova versão de seu Modelo S com sensores que, com o tempo, levarão ao desenvolvimento de um piloto automático para rodovias.

Mas há exemplos menos sofisticados se espalhando discretamente. A novata californiana Gimbal nasceu de uma cisão da Qualcomm em maio. Ela produz o chamado iBeacon, nome patenteado pela Apple, que desenvolveu o padrão. Os iBeacons da Gimbal são pedaços de plástico que custam de US$ 5 a US$ 20, podem ter apenas alguns centímetros quadrados de tamanho e contêm sensores, transmissores sem fio e um pouco de memória. Eles podem ser presos a vários lugares e transmitir informações a dispositivos que passam por perto, até 50 metros de distância.

A Apple usa os dispositivos Gimbal em suas lojas de varejo: Quando um cliente entra na loja, seu iPhone se conecta automaticamente a iBeacons escondidos sob as mesas de exposição. O iBeacon envia alertas para a tela do aparelho, como lembretes sobre a hora marcada com técnicos do Genius Bar.

O próximo estágio é a coleta de dados por todos os dispositivos conectados no campo.

A PTC, que por muitos anos vendeu software de design de produtos, comprou uma nova empresa chamada ThingWorx. Ela permite que as clientes unifiquem os dados recolhidos pelos sensores no campo e os combine com recursos de rede de vários tipos. Uma empresa pode usar os dados de um sensor de uma máquina e combiná-los com os nomes dos clientes de um banco de dados operado pela Salesforce, empresa que oferece software de administração de relações com o cliente, assim como um serviço de computação em nuvem.

No terceiro estágio da Internet das Coisas, as empresas mudarão a forma como ganham dinheiro e aprendem a cortar custos. Talvez esta seja a parte mais difícil de quantificar porque envolve trazer à tona todas as ineficiências dos modelos de negócio existentes.

A Cisco, que realinhou seu negócio para vender pacotes de interruptores, software e serviços para a Internet das Coisas, ressalta o exemplo de Barcelona, Espanha, que está usando sensores e redes para entender melhor os padrões de tráfego e reduzir congestionamentos. “Não há setor da economia onde não existam bilhões de dólares presos em ineficiências”, diz Glen Allmendinger, analista da Harbor Research. “Veja como os PCs, nos anos 90, aumentaram a produtividade dos escritórios. O impacto da Internet das Coisas será muitas vezes maior.”

A principal ameaça da Internet das Coisas é a segurança. Obviamente, coisas muito ruins podem acontecer se um hacker invade redes conectadas, como a rede de energia ou ferroviária do país.

“Muita gente vem inserindo coisas na rede sem se dar o tempo necessário para torná-las seguras. Esse é, categoricamente, o maior risco”, diz Allmendinger.

Tiernan Ray é colunista do semanário Barron’s.

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Foto jornal086Matéria publicada no jornal Valor Econômico em 18, 19 e 20 de Outubro de 2014

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REVESTIMENTO ARTESANAL PARA PISOS E PAREDES

Tapetes, tapeçarias e tecidos: no vasto campo do design de interiores que eles representam um ambiente confortável. Com eles, podemos criar rapidamente detalhes coloridos, embelezar paredes ou adicionar um toque de calor para um chão de pedra.

Mesmo tapetes geralmente vêm de “off-the-shelf” e da produção industrial, ainda existem fabricantes neste setor em particular, que não pretende renunciar artesanato genuíno, especialmente onde o detalhe conta. Então tecelões ou tintureiros, até mesmo gravadores colocar as mãos para trabalhar e aplicar os últimos retoques para os acessórios para casa. Por uma questão de fato, ainda hoje, muitos produtos ainda são bordado ou tingida à mão.

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A coleção Rabari de Nanimarquina é uma série atual “da caneta” da equipe Doshi Levien designer britânico (The House: imm Cologne 2012). Nipa Doshi tinha uma oficina de bordado em Ahmedabad com artesãs muito qualificados, que também teceu espelhos brilhantes ou pequenas lantejoulas metálicas para os tapetes. Normalmente produzido em grupos, estes tapetes necessário muitas vezes vários dias para ser concluído. Como uma reminiscência moderna, esta coleção é para ser um lembrete do mundo sensual e brilhante de bordado tribal indiana. Como resultado, a equipe de designer tinha em mente o bordado habilmente artesanal do Rabaris, uma comunidade nômade da região de Kutch.

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O fabricante suíço Ruckstuhl vai um passo além com a sua atual coleção Maglia: até mesmo o fio é necessário passar pelas mãos. As irregularidades da estrutura do material, tradicionalmente, produzidas a partir de fibras vegetais, criam um padrão autêntico, táctil, em combinação com o processamento do mesmo modo artesanal. Toda a produção de obtenção das fibras para morrer e girar o fio e tricô à mão tem lugar em Columbia.

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Artesanato são, por vezes, usado na parede, bem como no pavimento, se algo especial que deve ser produzido. Enquanto, por exemplo, impressão serigráfica é normalmente realizada por máquina, com o novo tecido Furore de Christian Fischbacher é uma questão de artesanato. Scattering materiais rebanho, que se estende de tule, aplicação de adesivo, alinhando stencils – tudo o que acontece com um senso de proporção e artesanato preciso.

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O fabricante holandês tecido Chivasso também conta com artesanato qualificado. O artesão dobras do tecido com a mão e orienta duas peças de tecido, através da máquina, ao mesmo tempo. Por meio do procedimento de dobragem e a morrer, o tecido recebe até cinco diferentes tonalidades de cores, que são distribuídos ao longo da superfície de várias maneiras e com diferentes efeitos de sombra. Como resultado, cada peça acaba de ser único. Enquanto as cores e os padrões são reproduzíveis, podem no entanto nunca ser repetido.

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E mesmo na fase de pré-produção, a precisão e habilidade de mãos experientes estão na demanda: um exemplo disso são as inúmeras cruzadas hatchings precisos – texturas finas superficiais que resultam de uma gravura e gravura técnica de mão trabalhou na rolos de impressão – com que os papéis de parede de Harald Glööckler Serie Deux são fabricados para Marburg Wallcoverings. Uma propriedade táctil de alta qualidade levantada é concebido para ser transmitida para a recolha desta maneira. A interação entre uma coloração refinado e pigmentos iridescentes resultados em projetos que são supostamente para evocar cortinas moiré cintilantes pesado ou plumagem grossa.

Matéria publicada no site Pure.IMM-Cologne

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‘DECORAÇÃO RÁPIDA’ QUER FISGAR CLIENTES COM PREÇO E RAPIDEZ

Serviço procura tornar trabalho de arquitetura e decoração mais acessível.

Se projeto inclui algum tipo de alteração na edificação, custo já sobe com a contratação de profissional habilitado.

Quem procura a “decoração express” está atrás de serviços mais simples, rápidos e baratos e que, de fato, mudem a cara dos ambientes.

Em geral, o trabalho começa com uma consultoria de duas horas na casa do cliente, em que designers ou arquitetos conversam com o dono do imóvel e apontam as mudanças a serem feitas.

Nesse primeiro contato, o profissional já relaciona produtos e serviços que podem ser comprados ou executados.

Um memorial descritivo completo, com as ideias, os produtos, os fornecedores e os preços, é entregue alguns dias depois. Há empresas que cobram à parte esse detalhamento.

A partir daí, o cliente pode decidir se contrata o profissional para executar a decoração ou se faz tudo por conta própria.

“Alguns clientes querem redecorar aos poucos. Então, entregamos o memorial e, num mês eles compram o mobiliário, no outro pagam a instalação do papel de parede e assim sucessivamente”, explica Flávia Grilo, da Dom Arquitetura e Interiores, escritório que abriu uma linha específica para o serviço “express”, o Arq-Fast.

Para quem escolhe a opção de seguir o manual descritivo sozinho, o serviço acaba custando só o valor da consulta de duas horas, que varia de R$ 400 a R$ 1.000.

Adriana Rigatto, do Divã da Decoração, que também trabalha nesta modalidade, conta que há um público, em geral de clientes “mais antenados e modernos”, que prefere fazer tudo por conta própria para buscar alternativas e agregá-las ao projeto.

“Mas quando o cliente não tem ideia de como organizar o projeto, executamos a decoração também”, diz ela.

Ainda assim, os designers trabalham com prazos de três a 15 dias para entregar os ambientes prontos.

A psicanalista Mariana Laham e o ator Marcelo Laham na sala repaginada no 'modo express' pelo escritório Divã da Decoração

A psicanalista Mariana Laham e o ator Marcelo Laham na sala repaginada no ‘modo express’ pelo escritório Divã da Decoração

Entre os trunfos de agilidade de quem atua neste segmento, a arquiteta e membro do CAU

A copa de Mariana Laham e Marcelo Laham antes do 'tapa'

A copa de Mariana Laham e Marcelo Laham antes do ‘tapa’

(Conselho de Arquitetura e Urbanismo), Aparecida Borges, aponta os produtos como a argamassa de secagem rápida, os papéis de parede, as tintas sem cheiro e os pisos flutuantes (vinílicos e laminados de madeira).

Borges não vê “contraindicações” na modalidade, desde que o serviço inclua apenas mudanças de peças e objetos. “Aí, o que faz diferença é a criatividade do profissional”, diz.

No entanto, se a transformação incluir, por exemplo, pintura de paredes, instalação de papel de parede ou piso e iluminação, é preciso se certificar que as condições estão apropriadas. “Se houver uma infiltração na parede, o papel de parede vai estufar”, adverte.

A Ah!Sim é uma das poucas empresas nesse mercado que executa obras, como a troca de piso, substituição de paredes e interferências na estrutura. Ainda assim, o prazo é fator crucial, segundo a designer Mariane Carneiro.

“Ninguém quer ficar com uma obra em casa por muito tempo, então temos um prazo de 90 a 120 dias para terminar o projeto”, diz.

O perfil de quem busca o serviço, segundo ela, é de jovens, entre 20 e 35 anos, solteiros ou recém-casados, que precisam decorar um imóvel novo ou querem repaginar cômodos. Investidores que alugam apartamentos já mobiliados também são clientes.

O perfil dos imóveis é outro fator característico do ramo. Os imóveis, boa parte estúdios ou compactos, costumam ter os espaços melhor aproveitados em um projeto assinado por um profissional.

EXPRESS OU TRADICIONAL?
Confira as diferenças entre a decoração express e o trabalho tradicional de um arquiteto

DECORAÇÃO EXPRESS

Quem atende?
Pessoas que querem renovar um ambiente ou a casa toda com rapidez e pagando menos

O que faz?
Em uma consultoria de poucas horas, o designer faz um projeto de decoração e (em poucos casos) reforma, com o detalhamento e preços de todos os serviços e produtos a serem contratados

O que não faz?
Poucos profissionais do setor se dispõem a executar obras (troca de pisos, novos pontos de iluminação, mudanças estruturais etc)

Perfil do ambiente que atende
Desde cômodos pequenos, como um banheiro, até o imóvel todo

Quanto cobra?
A consulta inicial costuma custar entre R$ 400 e R$ 1.000 e só inclui a mão de obra do arquiteto ou designer contratado. Mobiliário e serviços são cobrados à parte

Vantagens
É um serviço barato para quem quer a ajuda de um profissional para mudar o visual do ambiente em pouco tempo

Desvantagens
Quem quer fazer reformas na casa pode ter que contratar, além do designer que fez o projeto, outro profissional para acompanhar a obra

ARQUITETURA TRADICIONAL

Quem atende?
Pessoas que querem planejar em detalhes reformas e repaginações significativas no imóvel

O que faz?
Em um contrato e planejamento a longo prazo, o arquiteto conversa diversas vezes com o cliente para desenhar o projeto, contata os fornecedores, acompanha a obra e entrega tudo pronto

O que não faz?
Podem não topar fazer mudanças pontuais, como a decoração de um único cômodo

Perfil do ambiente que atende
Em geral, planejam toda a planta da casa

Quanto cobra?
Entre R$ 2.000 e R$ 3.000 o metro quadrado de reforma ou acabamento

Vantagens
O planejamento completo da casa permite pensar a funcionalidade do imóvel como um todo e não em partes

Desvantagens
O preço ainda assusta muita gente. Mesmo que o arquiteto tope fazer a repaginação de um cômodo pequeno, a relação de preço por metro quadrado pode deixar o projeto muito caro

Matéria publicada no jornal Folha de São Paulo em 19 de Outubro de 2014

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INDÚSTRIA DO LÁPIS BUSCA TER RELEVÂNCIA NA ERA DO TABLET

Fabricantes de lápis e canetas estão voltando à escola para aprender a vender ferramentas para a escrita na era dos smartphones, tablets e laptops.

Alguns, incluindo a americana Crayola LLC e a alemã Staedtler, estão abraçando a revolução digital com produtos eletrônicos. A Digitools da Crayola — uma gama de instrumentos de plástico com ponta de borracha — permite que as crianças “carimbem”, “desenhem” e “pintem” em um tablet através de um aplicativo gratuito da Crayola que acompanha o produto.

A Staedtler lançou a Digital Pen 990, que opera como uma caneta esferográfica normal mas converte simultaneamente tudo o que é escrito em arquivos digitais. Um receptor preso ao caderno copia e armazena cerca de cem páginas escritas em até 30 línguas.

Mas nem todo mundo no setor está com pressa para abraçar a tendência.

A alemã Faber-Castell, a fabricante de lápis mais antiga do mundo, só neste mês deu o primeiro passo em direção a produtos com interface digital. A empresa, que também vende borrachas, apontadores e artigos para a produção artística, acabou de lançar um lápis com uma ponta de borracha para ser usado como “stylus” de tablets e smartphones.

Outras empresas, como a francesa Bic e a alemã Schwan-Stabilo, estão na frente da Faber-Castell ao unir o velho e o novo. A caneta Cristal Stylus, da Bic, e a Smartball, da Stabilo, parecem e funcionam como as canetas clássicas, mas uma ponta acolchoada pode ser utilizada para navegar em telas sensíveis ao toque.

A Faber-Castell, no entanto, ainda espera que os lápis de madeira continuem representando cerca de 33% de sua receita no longo prazo. “Se olharmos para a revolução digital, presumimos automaticamente que nosso negócio vai encolher”, diz o conde Anton-Wolfgang von Faber-Castell, diretor-presidente da empresa que leva seu nome. Mas ele descreve a ideia de escritórios e escolas sem papel e caneta como uma “ilusão —não aconteceu”.

As vendas globais de lápis e caneta estão crescendo, e o crescimento deve continuar por pelo menos cinco anos, de acordo com o Euromonitor International. As vendas de lápis devem crescer 4% este ano, para cerca de US$ 2,7 bilhões, enquanto as de canetas avançarão 4,9%, para US$ 8,5 bilhões, mostram os dados da empresa de pesquisa.

A fonte desse crescimento está, contudo, mudando. Os mercados emergentes são cada vez mais importantes para os fabricantes de lápis e canetas graças ao aumento de renda e das taxas de escolarização. Países em desenvolvimento na Ásia e na América Latina são grandes motores de crescimento. Na Ásia, as vendas de lápis devem crescer 5,4%, para US$ 1 bilhão, neste ano e na América Latina o crescimento será de 7%, para US$ 526 milhões, segundo o Euromonitor.

Essas regiões representam para a Faber-Castell cerca de 65% das vendas e a empresa espera mais crescimento nesses mercados, apesar da forte competição de rivais locais de menor preço. Para ganhar clientes, a empresa de 253 anos promove seu histórico de oito gerações como empresa familiar e seus métodos de produção e corte de madeira ambientalmente sustentáveis.

A Bic, maior produtora mundial de lápis e canetas por vendas, afirma que consegue superar produtores de baixo custo nos países em desenvolvimento porque entrou nesses mercados cedo.

“Nós vendemos bem na África e na América do Sul porque chegamos há cerca de 50 anos e oferecemos produtos de qualidade a preços baixos”, diz Benoît Marotte, diretor da divisão de artigos de papelaria da Bic.

A Bic, que produz lápis mecânicos e canetas descartáveis, assim como lâminas de barbear e isqueiros, informa que seu segmento de artigos de papelaria cresceu em 5% a 10% em países em desenvolvimento no ano passado, comparado com alta de menos de 5% em economias avançadas.

No geral, as vendas de lápis e caneta na América do Norte e Europa estão estáveis ou crescendo ligeiramente, segundo a Euromonitor. Nos Estados Unidos, as vendas de lápis se recuperaram depois de uma queda em 2010.

“As pessoas estão redescobrindo a sensação de um lápis recém-apontado”, diz Lori Booker, porta-voz da Dixon Ticonderoga, com sede nos EUA, conhecida por seus lápis amarelos “Número-Dois”.

E elas estão optando por produtos melhores. O valor total das vendas está subindo enquanto o total de lápis e canetas vendidos não está, porque os consumidores ocidentais têm migrado para produtos de melhor qualidade.

A Faber-Castell tenta tirar proveito dessa tendência. Sua linha de instrumentos de escrita de luxo, chamada “Graf von Faber-Castell”, é vendida principalmente na Alemanha, Itália e França. O “lápis perfeito” banhado em platina e que possui apontador e borracha embutidos custa cerca de 200 euros (US$ 255). Uma versão com diamante incrustado sai por cerca de 10.000 euros.

Felix Stöckle, especialista em marketing da consultoria Prophet, em Berlim, diz que a demanda por lápis e canetas não morrerá como consequência do boom digital. “Temos smartphones, mas existem momentos em que procuramos dar uma pausa nisso”, diz ele.

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Matéria publicada no jornal Valor Econômico em 17 de Outubro de 2014

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INFLUX CONTEMPORARY CAFÉ ABRE A TERCEIRA UNIDADE

Influx Cafe, um restaurante de bairro de propriedade familiar mais conhecido por seu café e ingredientes locais, abriu a sua terceira posição Califórnia, no Norte Parker. Os donos da Influx Cafe, Jason Twilla e Gina Bledsoe, bateu firme projeto arquitetônico Colkitt & Co para colaborar em um conceito de design contemporâneo elevada com tudo, desde pops de vermelho e suculentas em terrários de vidro, para tecido e personalizados mesas e bancos geométricos feitos a partir de variáveis ​​tiras de madeira por artesãos locais, madeira e prata. Fotos : Sara Norris
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Matéria publicada no site Dexigner em 28 de Setembro de 2014

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EUREKA 2014

Venham conhecer os Trabalhos de Conclusão de Curso dos alunos de Design, Administração e Engenharia da Mauá!

Para mais informações visite o site http://www.maua.br/inscricao/eureka

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OS QUERIDINHOS DO DESIGN DE INTERIORES

Emiliano Salci era diretor de arte e Britt Moran, designer gráfico. O primeiro de raízes italianas, vem da pequena Arezzo e o segundo, da Carolina do Norte. Eles se conheceram quando foram chamados para projetar um hotel em Shangai. A aparente falta de conexão entre suas histórias se tornou uma amizade e uma sociedade. Juntos, abriram a grife italiana Dimore Studio, que transformou a maneira como a gente olha para o design de interiores hoje.

Dimore Studio

A arte ocupa um papel central em seus projetos, que vão de lojas para a marca francesa Hermès ao restaurante Caruso em Milão, passando pelo stand da Bottega Veneta no Salone del Mobile de Milão. O segredo é a mistura bem bolada de elementos vintage, cores suaves e matérias-primas luxuosas.

Dimore Studio

Suas criações remetem imediatamente à ideia de aconchego são repletas de histórias para contar. Tanto que até os móveis que decoram os ambientes projetados pela dupla é a própria quem produz, em sua outra marca, a Dimore Gallery. Tudo lindo, elegante e cheio de personalidade. Não é à toa que eles se tornaram os queridinhos do high society e das marcas de luxo europeias.

Dimore Studio
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Dimore Studio
Dimore Studio

Dimore Studio

Dimore Studio

Dimore Studio
Dimore Studio

Matéria publicada no site Living Design em 16 de Outubro de 2014

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OS VENCEDORES DO RED DOT AWARD: DESIGN CONCEPT 2014

Red Dot revelou os vencedores do 2014 Concept Design Award . O painel internacional de jurados concedidos 202 conceitos do Red Dot globalmente cobiçado. 40 conceitos foram homenageados Red Dot.: Best of the Best por sua excelência em design excepcional e 62 conceitos foram creditados com uma Menção Honrosa . “Na busca de trabalho de nível profissional, esta competição não tem um jovem designer ou estudante categoria. Apresentado conceito de design, protótipo ou sobre-a-ser-produzido conceito, está sujeito ao mesmo nível de escrutínio do júri, com o nome de cada participante mascarado durante julgamento “, explicou Ken Koo, presidente da Red Dot, na Ásia. “Só a qualidade da solução de idéia e projeto conta. Portanto, cada trabalho vencedor é concedido pleno reconhecimento, sem prejuízo, independentemente do grau do designer de experiência no mundo do design. ”
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Matéria publicada no site Dexigner em 28 de Setembro de 2014

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UM LAR CONSTRUÍDO AO REDOR DA COZINHA

Apartamento une charme vintage e conforto

Será que casas antigas podem ser transformadas em ambientes contemporâneos sem perder o encanto? Os arquitetos Daniel Pérez e Felipe Araujo provam que sim nesse apartamento de 110 m² criado em Barcelona. O projeto de interiores valoriza os belos adornos originais, ao mesmo tempo em que dissolve as relações entre áreas íntimas e externas, o que libera mais espaço para bons momentos.

“Para se obter um ambiente realmente contemporâneo, é preciso recorrer à combinação de elementos vernáculos e tradicionais, profundamente relacionados ao imóvel original, conjugados com as mais novas formas de viver e habitar o espaço”, defendem os arquitetos, do escritório Egue y Seta.

Por isso, entra-se na casa por um ambiente que costuma ser separado de áreas sociais: a cozinha de cerca de 35 m². Luminárias industriais e mesa de madeira maciça, ambas da designer Bianca Bosman, transformam o jantar em um ponto de interesse. Jardim de inverno, ladrilho hidráulico, estantes transformadas em sofás e poltronas Eames, da Vitra, garantem acolhimento descontraído para celebrações.

“O cômodo se oferece como espaço de profunda vocação social e de entretenimento, muito além de sua simples funcionalidade como área de serviço”, contam os designers.

Apartamento em Barcelona (Foto: Víctor Hugo/Divulgação)

Os ambientes orbitam ao redor da cozinha. Não há espaços de transição, como halls e vestíbulos, apenas portas duplas, adornadas com molduras clássicas e maçanetas metálicas. Atrás de uma delas fica o lounge, onde um enorme sofá branco, também criado por Bianca, convida ao descanso.

O local recebeu objetos adquiridos durante as viagens dos proprietários ao redor do mundo (e passeios pelo descolado bairro de Borne, onde o apartamento fica). Não há TV: as imagens são projetadas em uma parede branca. Uma cama embutida transforma a sala em um quarto de hóspedes bem resolvido.

As portas também preservam as duas suítes da casa. Elas são equipadas com grandes salas de banho, generosamente iluminadas, como se costuma fazer com áreas sociais. Nenhuma parede as separa do quarto. Estufas com bambu criam uma ousada divisória e ainda trazem frescor à decoração.

Apartamento em Barcelona (Foto: Víctor Hugo/Divulgação)
Apartamento em Barcelona (Foto: Víctor Hugo/Divulgação)
Apartamento em Barcelona (Foto: Víctor Hugo/Divulgação)
Apartamento em Barcelona (Foto: Víctor Hugo/Divulgação)
Apartamento em Barcelona (Foto: Víctor Hugo/Divulgação)
Apartamento em Barcelona (Foto: Víctor Hugo/Divulgação)
Apartamento em Barcelona (Foto: Víctor Hugo/Divulgação)

Apartamento em Barcelona (Foto: Víctor Hugo/Divulgação)

Apartamento em Barcelona (Foto: Víctor Hugo/Divulgação)

Apartamento em Barcelona (Foto: Víctor Hugo/Divulgação)
Apartamento em Barcelona (Foto: Víctor Hugo/Divulgação)
Apartamento em Barcelona (Foto: Víctor Hugo/Divulgação)
Apartamento em Barcelona (Foto: Víctor Hugo/Divulgação)
Apartamento em Barcelona (Foto: Víctor Hugo/Divulgação)
Apartamento em Barcelona (Foto: Víctor Hugo/Divulgação)
Apartamento em Barcelona (Foto: Víctor Hugo/Divulgação)

Apartamento em Barcelona (Foto: Víctor Hugo/Divulgação)

Apartamento em Barcelona (Foto: Víctor Hugo/Divulgação)

Matéria publicada no site Casa Vogue em 15 de Outubro de 2014

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