POSSO MISTURAR MÓVEIS ANTIGOS E MODERNOS NO MESMO AMBIENTE?

Três profissionais ensinam como misturar peças de estilos antigos de forma harmoniosa

Posso misturar móveis antigos e modernos no mesmo ambiente? Qual o segredo para alcançar um resultado harmonioso? Bruna M. Rabelo, Criciúma, SC

Claro que sim! Aliás, esse mix anda em alta. “São estilos complementares: abusar do antigo pode tornar o visual pesado; usar só o moderno pode deixá-lo frio demais”, aponta a designer de interiores Ana Campos, de Florianópolis. A dica é fazer com que uma das linguagens prevaleça, segundo a arquiteta Christiane Roy, de São Paulo: “Uma boa pedida é aliar base contemporânea a móveis de look retrô – um aparador e uma mesinha, por exemplo”. O uso das cores segue lógica semelhante. “Mantenha piso e paredes neutros. Eleja uma peça colorida principal – digamos, uma cristaleira turquesa – e, a partir dela, os acessórios para compor”, diz a arquiteta Inara Malho, de São Paulo.

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Matéria publicada pelo portal Arquitetura e Construção em Julho de 2014.

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GARIMPO MATA ADENTRO: GALHOS E MADEIRA VIRAM MÓVEIS

Galhos e madeira descartada viram móveis e acessórios nas mãos do jovem Ricardo Barini.

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Ricardo Barini nunca havia reparado no vasto acervo de matéria-prima oferecido pelo sítio da família até dois anos atrás, quando decidiu usar uns dormentes comprados pelo pai na elaboração de peças e apresentá-las no trabalho de conclusão do curso de design de interiores. Depois desse insight, a madeira descartada ganhou sua atenção, e o moço passou a vasculhar a propriedade em busca de galhos caídos. Com eles, cria objetos como a luminária Grande e o cabide Faveiro. O material também é usado em acessórios de moda, como o colar.

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Matéria publicada pelo portal Arquitetura e Construção em Julho de 2014

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MOSAICO DE MADEIRA E MÁRMORE EM PLACAS QUE VOCÊ COLA

Os mosaicos vêm em placas adesivas super fáceis de colar

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Que tal um faça você mesmo? Painéis autocolantes dispensam mão de obra especializada e argamassa de assentamento. 1. Mais de 60 modelos da Mosarte, indicados para paredes internas de alvenaria, drywall ou MDF, sem umidade, são dotados do Semplice: adesivo super-resistente para fixação de mosaicos de mármore e madeira. A versão Pétlas Bege mede 13,4 x 26,7 cm . Da Terzian, as placas adesivas Aludesign, com pastilhas de alumínio, podem forrar áreas secas e úmidas, internas ou externas. O modelo C2468 tem 29,5 x 29,5 cm.

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Matéria publicada pela revista Arquitetura e Construção em Junho de 2014.

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CHAPA DE LAMINADO PARA MÓVEIS E PAINÉIS

Essas chapas têm acabamento alto brilho e fosco e garantem combinação perfeita entre o lado interno e externo de móveis

Com acabamento alto brilho na frente e fosco no verso– sempre na mesma tonalidade –, as chapas coloridas da linha Cristallo pretendem assegurar a combinação perfeita entre a parte externa e a interna de móveis, gabinetes e painéis. Com visual espelhado e cores vibrantes (são 11 padrões, este é o Acqua), as placas de Madefibra BP (MDF produzido em baixa pressão),lançamento da Duratex, chamam a atenção. Proteção antirrisco e tratamento contra a proliferação de bactérias, mofo e bolor (Microban) figuram como atrativos do material (1,84 x 2,80 m, com 6, 15 ou 18 mm de espessura).

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Matéria publicada pela revista Arquitetura e Construção em Junho de 2014.

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CASA DOS SONHOS TOTALMENTE SUSTENTÁVEL

Descubra uma casa diferente de todas as que você já viu: nela, responsabilidade ambiental não é uma obrigação, e sim um grande prazer

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“Quando decidi deixar a cidade grande e me mudar para uma ecovila [pequena comunidade focada na preocupação com o meio ambiente e em uma convivência social harmoniosa] no interior de São Paulo, me perguntei: que tipo de lar pode refletir os meus ideais de uma vida em sintonia com o planeta? Em vez de priorizar linhas arquitetônicas, optei pelo prazer de fazer a minha própria morada, tal como um joão-de-barro. O conceito do projeto, de 150 m², nasceu com a ajuda da arquiteta Lara Freitas, que orientou a montagem da estrutura de eucalipto de reflorestamento, além da construção da fundação e da cobertura. Com esse esqueleto em pé, abracei o desafio de levantar as paredes de vedação aos poucos, em mutirões com amigos e vizinhos. Usamos diversos materiais e técnicas de bioconstrução: toquinho, adobe, tijolo ecológico, pedra e outros. Também implementei sistemas de captação e tratamento de água, telhado verde… E lá se foram cinco anos de obra! Tempo demais? Penso que mais importante do que ver a casa pronta foi participar desse processo.” Giuliana Capello, jornalista

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Matéria publicada pela revista Casa Claudia em Junho de 2014.

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COMBINAÇÕES PARA TER UMA COZINHA DE MOSTRA EM CASA.

Cozinha clean e sempre atual

Funcional, delicado e feminino, este projeto da designer de interiores Denise Vilela, desenvolvido para a Casa Cor Minas Gerais 2011, abraça o conceito de decoração atemporal. “Procurei deixar de lado a preocupação com as novidades e focar na criação de um ambiente prazeroso e convidativo, explorando cores e materiais que nunca saem de moda”, explica. Assim, itens com design tradicional e tonalidades claras ajudam a compor uma cozinha sóbria, aquecida com detalhes decorativos e algumas pitadas de descontração. “A luminária, por exemplo, foi desenvolvida especialmente para o espaço, e seu tom de rosa, escolhido por ser diferente e divertido”, aponta Denise. Se você gostou do resultado e quer fazer parecido, apresentamos três caminhos para reproduzir essa cozinha de mostra em sua casa, com seleções de produtos que reúnem cadeira, piso, luminária, adesivo, centro de mesa e geladeira com acabamento de inox. É só escolher a opção que se encaixa em seu orçamento!

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Matéria publicada pela revista Arquitetura e Construção em Junho de 2014.

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O REI DAS CADEIRAS

Uma homenagem ao mestre Hans Wegner, que completaria 100 anos

2014 é ano do centenário de nascimento do designer dinamarquês Hans J. Wegner, que trazia para cada criação a leveza das formas, os materiais naturais, a simplicidade estética e o acabamento primoroso.

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O dinamarquês Hans J. Wegner (1914-2007) era um apaixonado pela madeira e tinha rara sensibilidade para compreendê-la em todos os seus aspectos. Ainda na adolescência, aprendeu os segredos da marcenaria com mestres artesãos no interior da Dinamarca. Foi assim que ganhou habilidade em técnicas tradicionais que aplicaria em sua longa e produtiva trajetória profissional como designer de mobiliário. Em meados da década de 1930, mudou-se para Copenhague, onde estudou arquitetura e artes. Considerado um dos nomes mais influentes da história do design, ao lado de Arne Jacobsen, de quem foi assistente, Hans Wegner está entre os responsáveis por elevar ao protagonismo o mobiliário moderno escandinavo no cenário mundial, a partir da segunda metade do século 20. “Seu legado está na verdadeira lição de contínua purificação da forma e da funcionalidade orgânica. As peças são atemporais por terem sido pensadas e feitas para humanos, independentemente de fronteiras”, analisa o designer Jader Almeida, que também admira “a abordagem verdadeira dos materiais, a forma despretensiosa e a escala humana da produção escandinava”. Quando inaugurou seu estúdio, em 1943, Hans Wegner, tido como rigoroso e perfeccionista, já exibia um profundo conhecimento em combinar antigas tradições de marcenaria com métodos tecnológicos inovadores. Desenvolvia em sua oficina quase todos os protótipos de peças, que equilibravam funcionalidade e conforto com silhuetas orgânicas e simples, em resposta às necessidades da vida moderna. Wegner encontrava inspiração também no desenho de cadeiras tradicionais das mais diversas culturas, buscando melhorar e refinar a qualidade artística e desvendar novas maneiras para a fabricação em massa. Dois modelos consagrados – Chinese (1945) e Wishbone (1949) – evocam formas de antigas cadeiras chinesas. “A Wishbone, do passado ao presente, é uma peça que viaja no tempo e permanece elegante”, diz Jader. Outro destaque é a Shell Chair (1963), cadeira escultural de madeira compensada curvada, que parece oferecer um largo sorriso. Apoiado sobre três pés, o móvel tem total estabilidade graças às habilidades de Wegner como marceneiro e arquiteto. “Ele tinha um conhecimento incomum sobre a madeira. Devido a sua infinita curiosidade em relação aos materiais e aos métodos de produção, o designer estava à frente do seu tempo, dando ao minimalismo uma suavidade natural e orgânica. Acredito que suas melhores peças são as de madeira, todas têm um lindo acabamento e ao mesmo tempo são muito confortáveis – móveis que você aprecia e nos quais quer ficar”, diz Anette Gade, proprietária da loja Scandinavia Designs, na capital paulista. Atualmente, três empresas fabricam os móveis de Wegner: Carl Hansen Son, PP Mobler e Fritz Hansen. E, para celebrar o centenário de nascimento do dinamarquês, o Designmuseum Danmark, em Copenhague, abriga até o dia 2 de novembro a mostra Wegner – Just One Good Chair, que conta a história e a importância de seu legado por meio de mais de 150 peças originais, além de desenhos, fotografias e protótipos. A exposição também joga luz sobre o processo de trabalho e a criatividade incomum de Hans J. Wegner, que conseguiu reinterpretar um único objeto de centenas de maneiras: contam-se mais de 500 cadeiras desenhadas ao longo de sua vida.

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Matéria publicada pela revista Casa Claudia em Julho de 2014.

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APRENDA A ORGANIZAR OS ARMÁRIOS DA COZINHA

Nada de panelas despencando nem de utensílios desaparecidos – uma personal organizer entrega a cartilha para a arrumação definitiva dos armários da cozinha

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Quando não há ordem nos armários da cozinha, a rotina pode virar um caos: é a pilha de frigideiras que despenca, a gaveta lotada que trava, os potinhos de temperos que insistem em desaparecer… Situações que rendem muita irritação e perda de tempo! Escapar dessa cilada vale a pena e é mais fácil do que parece. A seguir, ensinamos a cartilha básica de uma arrumação impecável.

Quando não há ordem nos armários da cozinha, a rotina pode virar um caos: é a pilha de frigideiras que despenca, a gaveta lotada que trava, os potinhos de temperos que insistem em desaparecer… Situações que rendem muita irritação e perda de tempo! Escapar dessa cilada vale a pena e é mais fácil do que parece. A seguir, ensinamos a cartilha básica de uma arrumação impecável.

Utensílios e mantimentos compartilham o mesmo armário? A primeira providência é acomodá-los em prateleiras separadas. A prateleira mais baixa destina-se aos acessórios pouco usados. Se você faz grandes investidas culinárias diariamente, por exemplo, vale a pena usar o espaço para enfileirar assadeiras e fôrmas. A área ainda pode abrigar panela de pressão e produtos de limpeza para reposição – devidamente acomodados em um cestinho.

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Matéria publicada pela revista Arquitetura e Construção em Julho de 2014.

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CHALÉ PRÉ-FABRICADO CERCADO DOS ENCANTOS DA NATUREZA

Em seu chalé pré-fabricado, na região serrana do Rio de Janeiro, a designer Regina Kato desliga completamente da rotina. Nem luz elétrica há por ali.

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Logo que entra na casa em Secretário, vilarejo com agradável clima de roça na região serrana do Rio, a designer Regina Kato larga as várias sacolas de mantimentos na cozinha, calça sapatos confortáveis e vai colher flores e ervas no jardim. Com as mãos na terra, cumpre uma espécie de ritual de chegada a seu oásis, a quase mil metros de altitude e cercado de grande área de mata Atlântica. Em poucos minutos, transforma os maços de plantas em bonitos arranjos em vaso, que distribui por todos os cômodos da cabana de madeira, de 90 m², projetada pelo arquiteto e designer Sergio Rodrigues nos anos 1990. Mais perfumado e colorido, o fim de semana pode, então, começar. Regina e o marido, o médico homeopata Milton Ungierowicz, passaram bastante tempo procurando um refúgio para escapar da vida agitada que levam durante a semana na capital fluminense. “Imaginávamos uma construção simples, charmosa e fácil de manter, num terreno com muitas árvores, nascente e riacho. Quando vimos este chalé, há cerca de quatro anos, ficamos apaixonados pela forma inteligente como fora erguido, totalmente integrado à natureza. Fechamos negócio, e, desde então, subir a serra se tornou nosso programa preferido”, conta ela. Autora do décor do espaço, a designer fez poucas mudanças na estrutura. A maior delas foi fechar parte da varanda com janelas quadriculadas idênticas às originais, desenhando o jardim de inverno rodeado pela vista. “Não temos energia elétrica aqui. Por isso, a transparência é essencial para ampliar a entrada de luz natural”, conta. “Ao entardecer, acendo as velas que deixo espalhadas pelos ambientes – elas criam uma atmosfera deliciosa.”Como a estrada que dá acesso à cabana é de terra batida e bem acidentada, Regina e Milton chegam ali abastecidos de tudo o que precisam: bons vinhos, livros e um kit de comidinhas gostosas. “Assim, não precisamos pegar o carro e sair para nada”, explica ela. Levamos alimentos na quantidade certa para os dias de descanso, já que não há geladeira (um isopor repleto degelo dá conta de conservá-los). É a dona quem cozinha,incrementando as receitas com ingredientes apanhados no terreno, como o limão usado para temperara salada e marinar o ceviche. O jeito caprichoso e o gosto pela casa bem-arrumada têm tudo a ver com sua vida profissional. Designer formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde conheceu o gaúcho Fernando Jaeger, ela atuou por muitos anos numa multinacional alemã, no departamento de propaganda e marketing. Quando resolveu largar o mundo corporativo e seguir um caminho em que pudesse usar mais a criatividade, procurou Fernando, já empresário, e propôs abrir uma filial da marca dele no Rio. A sociedade, iniciada há 15 anos, possibilita que Regina exercite sua veia estética – ela assina a linha de tapetes da grife e compõe o décor das duas lojas cariocas, o que inclui os arranjos de flores, claro. Trabalha muito, porém, no chalé da serra, aconchegada numa manta e longe de TV e wi-fi, consegue esquecer a rotina. “Milton e eu temos aqui uma experiência de imersão total, que faz um bem imenso. Caminhamos muito, lemos, descansamos e voltamos revigorados”, conta. “Ainda queremos construir uma sauna a lenha e um ateliê no terreno, mas sem pressa. Este lugar, para nós, é projeto para ser curtido a longo prazo.”

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Pré-fabricada com assinatura de mestre

Embora seja mais conhecido como um dos ícones do mobiliário brasileiro, o arquiteto e designer carioca Sergio Rodrigues também produziu, durante a década de 1990, uma série de casas pré-fabricadas. “As unidades seguem sistema de montagem simples: são uma espécie de gaiola feita de ripas, fechada com placas de compensado bem espessas. Cada planta é diferente da outra, pois se adaptava às necessidades dos proprietários”, explica o arquiteto Fernando Mendes, que, por muitos anos, trabalhou com Sergio. “Outras características marcantes dos projetos são a luminosidade generosa, pois há várias janelas e claraboias, e o telhado com forte inclinação, que permite acomodar um mezanino.

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Matéria publicada pela revista Casa Claudia em Julho de 2014.

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PAISAGISMO COMESTÍVEL: O JARDIM DE GILBERTO ELKIS NA CASA COR

Na Casa Cor São Paulo, Gilberto Elkis criou um espaço relaxante com diferentes patamares e plantas em vasos.

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Nas cidadezinhas do interior da Inglaterra, quase toda casa dispõe de uma horta de chás, vegetais e temperos. O visual romântico dos espaços inspirou o paisagista Gilberto Elkis na concepção deste jardim, apresentado na edição deste ano da Casa Cor São Paulo. “Trata-se de cantos aconchegantes, onde os moradores fazem refeições ligeiras, leem o jornal e espairecem colhendo ingredientes frescos para a cozinha”, explica. Por que não reproduzir algo parecido por aqui? Gilberto desenhou patamares de diferentes alturas, entre 40 cm e 1,20 m. Alguns apoiam vasos, e outros acomodam canteiros. “A assimetria dos níveis e a diversidade de espécies são o segredo: parece que tudo nasceu espontaneamente”, diz. A fonte, composta de torneira e panela de cobre, embala o espaço num suave fundo musical.

Com mais de 20 anos de profissão, Gilberto Elkis desenvolveu uma percepção apurada para criar paisagens exuberantes.

Qual a fórmula para acertar a combinação das plantas?

Um jardim bonito possui harmonia visual. Plantas e elementos devem conversar entre si. Em meus projetos, considero a textura, os tons e o tamanho de espécies e materiais.

Quando tudo isso está em equilíbrio, não há como dar errado. Como deixar a horta mais bela?

Quem tem plantas comestíveis deve usufruir delas. O consumo constante de folhas, hortaliças e frutos estimula o rebrotar. Colha no tempo certo, e os vegetais crescerão viçosos.

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 Matéria publicada pela revista Arquitetura e Construção em Julho de 2014.

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