PELAS RUAS DA CIDADE

Versão elaborada de lambe-lambe conquista espaço da porta para dentro

Desenvolvido pelo Atelier de Pinturas Adriana e Carlotta, o revestimento decorativo ao lado remete aos típicos cartazes aplicados em postes e muros. De fácil colocação, as lâminas de papel cujo desenho mistura pintura manual e design gráfico dispensam mão de obra especializada – pede-se apenas associar colas do tipo goma e biológica. Também por esse motivo, o material substitui com economia alternativas semelhantes em papel de parede. O kit vem com nove folhas de 75 x 75 cm, que cobrem 6,75 m² e sai por R$ 875 na AMMA Store.

PelaAlém da opção com o mapa de São Paulo, o material está disponível com estampa do Rio de Janeiro.

Matéria publicada por Arquitetura e Construção em março de 2016

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DO PISO ÀS ÁRVORES

Entrevista Alex Hanazaki

Piso 1

Surpreender a cada etapa. Esse parece ter sido o principal objetivo do paisagista Alex Hanazaki ao conceber sua Praça Eliane: uma área verde de 450 m², onde uma aura sutil de expectativa se faz sentir em todos os momentos. Logo à entrada, quando o visitante é convidado a percorrer um longo túnel, tendo, de um lado, um exuberante jardim e, do outro, uma sequência ritmada de brises. Depois, ao final do percurso, quando uma área em níveis, intercalando blocos construídos e espelhos d’água, convida ao relaxamento e à contemplação. “Meu principal desafio foi harmonizar plantas e elementos produzidos industrialmente. Mais ainda, em se tratando de produtos que desenhei”, considera Hanazaki, que a convite da Eliane Revestimentos, concebeu para a praça uma nova linha de produtos ou inspirada no mundo natural. Uma experiência até então inédita para o paisagista, que fala sobre o projeto nesta entrevista ao Casa.

Além do paisagismo, existe muito de arquitetura nesse trabalho. Como você abordou os dois universos na composição da praça?

Lido com frequência com esses dois elementos em meus trabalhos. Difícil me deparar com um projeto onde um não esteja relacionado ao outro, do modo que, para mim, eles são complementares. Na praça,os elementos arquitetônicas-piso, parede, pergolado – aparecem interligados pela vegetação, enquanto a jardinagem entra na finalização das ideias.

Podemos considerar que esta é uma praça mais para “estar” do que para “contemplar”? O que ela oferece a seus visitantes?

A vislumbro como um local para ficar e contemplar a natureza. Situação, aliás, bastante rara nas grandes cidades brasileiras. Daí os muitos bancos construídos sob as árvores. Além disso, procurei propiciar a contemplação também do elemento fogo, que, tanto quanto a água, é essencial à existência humana.

Você já havia desenvolvido produtos para seus jardins? Como foi a experiência?

Foi minha primeira experiência e gostei bastante. Imaginando a futura escassez dos produtos naturais, me agrada a ideia de oferecer ao mercado produtos industrializados com aspecto natural e propriedades aprimoradas. Por isso, nesta edição da Casa Cor, estou apresentando pisos quanto que poderá ser usado tanto em pisos quanto em paredes que, além da minha assinatura, agrega à sua formulação, um componente capaz de realizar um processo de troca com o meio externo semelhante ao da fotossíntese, transformando gás carbônico em oxigênio. Outro produto que criei, foi um seixo feito de material cerâmico que surge como alternativa de substituição àquele retirado da natureza.

Piso 2

 

Piso 3

Matéria publicada pelo jornalista: Marcelo Lima do, O Estado de São Paulo em 22 de maio de 2016

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ABISMOS ARQUITETÔNICOS

Nos estados do Rajastão e de Gurajat, na Índia, impressionante ruínas de cisternas causam impacto visual e nos ensinam muito sobre o uso das águas

Parque 1Rajon Ki Baoli, no Parque Arqueológico de Mehrauli, em Nova Délhi: escadaria única.

A primeira impressão que me ocorreu quando vi as cisternas da Índia foi esta: parecem um delírio de degraus e patamares invertidos, uma imersão nas profundezas do deserto tão desconcertante quanto o impulso por um abismo. Realçados pelo jogo de luz e sombra, esses volumes formam uma espécie de mantra arquitetônico de estupendo efeito visual, provendo as escadas de um ritmo vertiginoso e repetindo um padrão arrebatador pela escala e pela multiplicação, não muito diferente de um mix de espelhos que reflete determinado espaço ad infinitum.

Como podem essas escadarias intermináveis desempenhar uma função tão prática e poética a um só tempo? Como podem essas obras sublimes ser tão desconhecidas, inclusive na própria Índia? Por que essa engenhosidade, que gerou locais tão úteis quanto fantasiosos, dificilmente ocorre em nossos dias? Que fabuloso seria se, assim como esse exemplo distante no espaço e no tempo, as técnicas de uso da água fossem reinventadas para então nos reaproximarmos dos rios de nossas cidades. Há casos raros na trajetória da arquitetura em que forma e função caminham lado a lado, indissociáveis, numa simbiose além de qualquer dúvida. As cisternas dos estados do Rajastão e de Gurajat são infraestruturas admiravelmente inventivas, nas quais o necessário junta-se ao ritualístico e ao político, em uníssono. Ao necessário porque foram erguidas nas regiões mais secas do país; ao ritualístico porque a água faz parte das cerimônias do islamismo e do hinduísmo; e ao político porque o acesso a esse bem significava poder e prestígio aos responsáveis pela execução dos reservatórios.

E aqui, no limbo da história de uma nação distante, ficam evidentes os erros cometidos ao desprezarmos os recursos naturais dos quais tanto dependemos. Para o Brasil, onde desde sempre tratamos nossos cursos hídrico com irresponsabilidade, estes aquíferos do deserto são uma lição apontando para a óbvia importância de administrarmos um patrimônio que, entre nós, só recentemente se mostrou escasso.

Parque 2Infelizmente abandonada, esta cisterna na cidade de Neemrana é uma das mais estreitas já feitas, descendo oito andares para alcançar o lençol freático.

Parque 3Com linguagem clássica, este exemplar em Todaraisigh com faixas alternadas e um pavilhão no nível do espelho-d’água permanece em uso pela produção.

Matéria publicada por Arquitetura e Construção em março de 2016

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QUE TAL DORMIR NO QUARTO DE FERNANDO PESSOA?

Cômodo onde dormiu o maior poeta português está disponível para aluguel no Airbnb.

Fernando 1

Em comemoração aos 128 anos da morte do grande poeta português Fernando Pessoa, o Airbnb divulgou que um dos quartos disponível para aluguel no site é nada menos o cômodo onde o escritor vivia. Na época, o autor de O livro do desassossego tinha 20 anos e alugou o cômodo barato no Largo do Carmo, em Lisboa, para morar e escrever seus livros. Ali, nasceram muitos de seus poemas. Mais de um século depois, é possível dormir no quarto do poeta por R$ 340. A decoração do cômodo remete ao período em que o famoso escritor viveu ali, o início do século XX, seu mobiliário é antigo e há uma série de objetos que lembram o universo de Fernando Pessoa, como chapéus e livros. Ficou interessado? Descubra todas as condições e detalhes no site do Airbnb. 

 

Matéria publicada pelo jornalista: Marcel Antônio do, Casa Claudia em 13 de junho de 2016

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ARQUITETURA, ARTE, DESIGN

O israelense Ron Arad desbrava formas e materiais com seu traço surpreendente

Ron 1As curvas da D House, em Tóquio.

 

Ron 2Hospital Beit Shulamit, a ser construído em Israel.

Seu trabalho faz uma leitura ousada de formas. O que imagina provocar com suas obras? Tudo o que posso desejar é que as pessoas queiram sentir e usar minhas peças. Minha ideia é sempre criar algo que ainda não exista, sintonizado com o tempo em que vivemos. Nesse sentido, sou contemporâneo.

Que razões levam a aceitar um convite para assinar uma encomenda, do móvel à arquitetura? Antes de você começar qualquer projeto, é ideal avaliar como ele vai terminar, além dos propósitos. Precisamos de gente bacana para comissionar as propostas – há muitos bons arquitetos, mas poucos bons clientes. Você não simplesmente acorda e diz: “Hoje vou desenhar uma escola”. Em certo sentido, o arquiteto tem as mãos atadas, pois depende de decisões políticas e patrocinadores. No momento, estou envolvido com um hospital em Israel. Penso que é uma obra voltada para o bem-estar das pessoas, não meramente luxuosa. E, às vezes, por que não, você também precisa pensar algo motivado por outros interesses, como o desafio de gerar um resultado excitante e bonito.

Qual de seus trabalhos você elegeria como o que melhor representa seu pensamento? Acho que é o Design Museum Holon, em Israel, talvez porque eu não acreditasse que iria fazê-lo. Todos os projetos carregam as melhores intenções, mas em alguns você tem mais sorte do que em outros.

Já esteve no Brasil antes dessa visita à ExpoRevestir? Sim, e estou ansioso para voltar. Passei ótimos dias em São Paulo, onde pude conhecer as construções da arquiteta Lina Bo Bardi. Depois, segui para Salvador e também para o Rio de Janeiro. Esta última se tornou uma das minhas cidades favoritas no mundo por causa da topografia e das pessoas fantásticas com quem convivi.

Ron 3“Minha ideia é sempre criar algo que ainda não exista” Ron Arad, Arquiteto e Designer

Matéria publicada por Arquitetura e Construção em março de 2016

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10 TETOS ESCULTURAIS QUE SÃO VERDADEIRAS OBRAS DE ARQUITETURA

Ondas, elementos pendentes, formas geométricas e interação com luzes são algumas das características de impacto das estruturas

O teto geralmente não é o foco da nossa atenção quando entramos em um lugar. Mas estes dez projetos revertem esse hábito criando tetos esculturais, que capturam imediatamente o olhar. Ondas, elementos pendentes, formas geométricas e interação com luzes são algumas das características de impacto das estruturas. Confira:

1. A estrutura linear do teto do Terminal 4 do Aeroporto Internacional de Barajas, em Madri, é feita de bambu e conectada por uma série de clarabóias. O projeto é do Rogers Stirk Harbour + Partners, escritório do arquiteto britânico Richard Rogers.

Teto 1

2. O teto em camadas acentua a atmosfera futurista desta cobertura, projetada pelo Apical Reform.

Teto 2

3. Além de sua forma escultural geométrica, este teto desenhado pelo Architect-K também esconde a iluminação, o que dá um toque singular ao ambiente.

Teto 3

4. No projeto de Takeshi Sano, os milhares de bastões de madeira foram cortados para criar o efeito de nuvens no teto do restaurante.

Teto 4

5. Os sabores de sorvete vendidos por esta sorveteria inspiraram seu teto colorido, que parece escorrer do alto. A criação é do AS Scenario Interior Architects MNIL.

Teto 5

6. Assinado pelo bluarch, o teto deste restaurante ganhou uma instalação feita de madeira que, em conjunto com as luzes, brinca com a tridimensionalidade.

Teto 6

7. Os designers do escritório party/space/design criaram engrenagens e carretéis gigantes para compor o teto deste restaurante em Bangkok.

Teto 7

8. Na sala projetada pelo Arquitectura en Movimiento, as luzes ficam escondidas acima das tiras onduladas do teto.

Teto 8

9. Quase 1900 blocos de carvalho holandês formam o teto desta loja conceito da Starbucks em Amsterdã.

Teto 9

10. Mais de 10 mil tiras de fibra de vidro brancas e translúcidas cobrem o teto e formam colunas nesta loja de roupas, design do 3GATTI.

Teto 10

Matéria publicada pela jornalista: Gabriela Domingues Fachin do, Casa Claudia em 15 de junho de 2016

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MUSEU DO LOUVRE DE ABU DHABI RECEBE “CHUVA DE LUZES” EM SEU INTERIOR

Assinado por Jean Nouvel, o projeto incorpora elementos tradicionais da arquitetura árabe reinterpretados para o século 21

Museu 1

Localizado na Ilha Saadiyat, um banco de areia triangular em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, o Museu do Louvre Abu Dhabi vai ser finalizado ainda esse ano, concluindo a primeira etapa do projeto dos governantes locais de fazer da cidade um novo centro cultural.

Com 87 mil metros quadrados de espaço construído, o edifício foi desenhado pelo arquiteto francês Jean Nouvel, que incorporou elementos tradicionais da arquitetura árabe ao projeto, mas reinterpretados para o século 21.

Museu 2

A característica mais marcante do museu é a sua cúpula, um símbolo das cidades árabes, que tem uma circunferência de quase 610 metros. Como o topo dos quatro grandes pilares que a sustentam ficam escondidos, ela parece flutuar quando vista de longe.

Museu 3

O domo é perfurado com um padrão geométrico complexo, formado por quase 8 mil estrelas repetidas em tamanhos e ângulos diversos, em oito camadas diferentes. Quando o sol penetra as perfurações, ele cria uma “chuva de luzes” no interior do museu, efeito que muda de cor e ângulo conforme o período do dia. Jean Nouvel se inspirou na forma como a luz atravessa as folhas de palmeira sobrepostas, usadas tradicionalmente em telhados no Oriente Médio.

Museu 4

A água vinda de um canal, sobre o qual parte do museu fica, corre dentro do edifício entre as 12 galerias permanentes.

Museu 5

A exposição do Louvre Abu Dhabi vai contar com 600 obras da coleção permanente do museu e outras emprestadas de Paris, que vão abordar os temas religião, comércio, viagem e descoberta. A entrada será gratuita e os visitantes vão poder apreciar trabalhos de artistas como Leonardo da Vinci, Claude Monet, Edouard Manet, Henri Matisse, Paul Gauguin e Andy Warhol.

Matéria publicada pela jornalista: Gabriela Domingues Fachin da, Casa Claudia em 09 de junho de 2016

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VIDA NOVA À LOUÇA

Linha de revestimentos com visual retrô e produção sustentável

Em vez ter um destino final pouco nobre, o resíduo do processo de fabricação de equipamentos sanitários ganhou novo uso: é reaproveitado na composição da massa das pastilhas da linha Ventaglio. As pecinhas de porcelana esmaltada vêm em telas de 30 x 30 cm para facilitar a colocação em pisos e paredes de áreas internas e externas. Produzido sob encomenda em qualquer tonalidade, o amterial é vendido pela Mazza Cerâmicas por R$ 32 a placa ou R$ 290 o m².

Vida 1

Matéria publicada por Arquitetura e Construção em abril de 2016

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JEITO CARIOCA

Capital fluminense em pauta

Urbano (daí o tom de cinza) e retrô (note os padrões): assim a Santa Fábrica de Ladrilhos interpretou a capital fluminense na linha Maravilhosa, de porcelanato que lembra ladrilho hidráulico. As placas e fachadas. R$ 90 o m², em média.

Jeito CariocaOs diferentes modelos podem ser usados separadamente ou num patchwork.

Matéria publicada por Arquitetura e Construção em março de 2016

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TEMPO DE CELEBRAR

Entevista: Livia Pedreira

Em 30 anos de Casa Cor, o que considera que de mais significativo mudou no desenho da casa?

Sem dúvida as casas estão mais fluidas, com menos paredes e mais espaços multiuso. A questão da sustentabilidade, um aspecto quase ausente nas primeiras edições do evento, entrou definitivamente na pauta dos arquitetos. Seja nas soluções de projeto, na opção pelos sistemas construtivos ou na escolha de materiais. Por fim, vivemos tempos de brasilidade. A arte e o mobiliário brasileiro voltaram a compor nossas casas, e isso é muito bom.

A mostra este ano ocupa um único edifício. O que o formato mais compacto acrescenta ao evento?

Este ano vamos ocupar o prédio do ambulatório. Os demais edifícios, ocupados em edições anteriores, estão em processo de restauro e, como este, devem ser entregues ao Jockey Club no ano que vem restaurados. Além do prédio, temos quatro casas construídas e uma alameda de lojas. Será uma edição mais contida, com 69 ambientes, mas, nem por isso, menos inspiradora.

O que o visitante pode esperar da edição 2016? 

Comemoramos 30 anos e pretendemos surpreender nosso visitante não só com o trabalho de alguns pesos pesados da decoração, mas também com muitos estreantes. Jovens profissionais que imprimem frescor e ousadia a seus projetos, ainda que em espaços mais compactos. Com um pé no presente – e outro no passado –, a Casa Cor mira o futuro e traz para o visitante a proposta de uma vida mais saudável. Por isso, uma das grandes atrações será a Casa Acqua, projetada por Rodrigo Loeb e Caio Totto. Um sistema construtivo que chega pronto à obra e é erguido rapidamente, sem desperdícios. Outra surpresa é um velho vagão de trem da Fepasa, que será reciclado para abrigar um espaço projetado por Leo Shehtman. Não é um belo destino para tantos vagões de trem que estão por aí abandonados?

 

Tempo 1

 

Tempo 3

Duas fachadas do ambulatório do Jockey Club, edifício que vai sediar a 30ª edição da Casa Cor São Paulo.

 

Tempo 2

A presidente do evento Livia Pedreira.

Matéria publicada pelo jornalista: Marcelo Lima do, O Estado de São Paulo em 08 de maio de 2016

 

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