ESTÁ EM ALTA

Ambientes da Casa Cor mostram o que é tendência na decoração

Est 1Sofá curvo cinza da Artefacto no ambiente de Denise Barreto, na Casa Cor São Paulo.

Bem feitas as contas, a diversidade de estilos é o aspecto que mais salta aos olhos dos visitantes frente aos ambientes da Casa Cor São Paulo, mostra de decoração em cartaz no Jockey Club. E é bom que seja assim. Afinal, é na pluralidade de propostas que o evento encontra sua razão de ser. E muito de seu charme.

Ainda assim, um olhar mais atento pode revelar opções convergentes. Principalmente em termos de revestimentos e mobiliário. São as chamadas “tendências”, escolhas não exatamente arbitrárias – visto que reproduzem o conteúdo veiculado pelo mercado e feiras internacionais -, mas de grande interesse para quem pretende se atualizar com as novidades do setor.

Nesta edição do evento, difícil não atentar para a rusticidade das paredes, que aparecem descascadas ou sem revestimento. Para os tons de cinza que continuam a pontuar salas, quartos e banheiros. Ou para a presença de folhagens nativas a encher os vasos nos interiores.

Em tempos de austeridade, os móveis surgem secos, gráficos, reduzidos à sua estrutura mais elementar. O que fica particularmente claro no desenho das mesas, que parecem se equilibrar sobre delicados pés metálicos, ou das luminárias de parede direcionáveis, com hastes prolongadas. Exceção à regra, sofás curvos ganham força e surgem densamente estofados. Mas, ainda assim, como um forte hit da temporada.
Est 2Quarto com paredes, armários e roupa de cama cinza, de Joia Bergamo.

 

 

Est 3Em tons de cinza, a Suíte do Casal, do Studio Hermanny, tem luminária articulável de Serge Mouille.

 

 

Est 4No espaço de Pedro Lázaro, parede cinza e luminária delgada.

 

 

Est 5Paredes descascadas no Living dos Amigos, assinado por Ale Tobler. No sofá, tecidos da Entreposto.

 
Est 6No ambiente Patricia Anastassiadis, sofá curvo Argand, da Artefacto.

 

 

Est 7O terraço de Joana Requião, com poltronas de Lina Bo Bardi.

Matéria publicada pelo jornalista: Marcelo Lima do, O Estado de São Paulo em 19 de junho de 2016

 

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ENTENDA COMO ESCOLHER O MELHOR REVESTIMENTO PARA SEU AMBIENTE

Revestimentos são uma ótima opção de acabamento para decorar ambientes internos e externos. Separamos dicas para te ajudar a fazer a melhor escolha.

CastProjetado pelo arquiteto Nando Nunes, o ambiente conta com aplicação de revestimento tridimensional na parede (Foto: Arq. Nando Nunes/Clausem Bonifácio)

O revestimento é um passo essencial para o acabamento de um ambiente. Afinal, é ele que dá o aspecto visual desejado para o piso ou a parede.

Existem muitas opções no mercado, feitas com diferentes materiais e tecnologias. Além de ressaltar a decoração do ambiente e o gosto do morador, a escolha correta do revestimento vai determinar também como será a limpeza e a manutenção do recinto – por isso, é bom prestar atenção na seleção do material. Confira três dicas para acertar:

Como escolher?

O mais importante a se considerar no momento de optar por um revestimento é a dinâmica de onde ele será instalado. Por exemplo, a rotina de atividades e de limpeza de recintos internos é completamente diferente de ambientes externos. Por isso, existem materiais adequados para cada situação.

Nesses casos, a chave pode ser a versatilidade do material. O concreto arquitetônico utiliza a mesma matéria-prima do concreto estrutural, empregado em grandes obras. Porém, graças a diferentes tecnologias de produção e design de peças, torna-se apropriado para compor a decoração de um ambiente.

Peças feitas com esse material são mais resistentes e de fácil manutenção – pense que é a mesma matéria-prima utilizada em pontes e blocos de concreto! Por isso, podem ser colocadas em qualquer ambiente, inclusive fachadas.

Volumetria: design e criatividade

Não existe uma regra para a escolha do visual das peças de revestimento: uma boa conversa com o arquiteto ou o decorador é fundamental para que o ambiente esteja de acordo com suas preferências. No caso de paredes, as opções se ampliam ainda mais graças aos revestimentos com volumetria, isto é, peças com diferentes cortes com profundidades e angulações. Seus desenhos e paginações permitem modulações de revestimentos únicos, trazendo sofisticação para obras residenciais e corporativas.

“Peças tridimensionais trazem personalidade e sofisticação ao ambiente”, explica Willian Chaves, gerente de qualidade e SAC da Castelatto. “O material permite que o arquiteto ou o designer explorem a criatividade. Não há uma fórmula única. Para fachadas e grandes áreas externas, os revestimentos com volumetria acentuada são mais indicados, pois o efeito pode ser visto mesmo de longe”, completa.

Em ambientes internos, a iluminação é uma grande aliada para tornar o revestimento tridimensional algo único. Pontos de iluminação direcionados proporcionam diferentes jogos de luz e sombra, acentuando o desenho das peças.

Manutenção simples

A instalação do revestimento deve estar entre as últimas etapas da construção ou reforma e deve ser feita sempre por um profissional experiente, seguindo as especificações técnicas do fabricante.

Os locais de armazenamento e instalação devem estar limpos, assim como as mãos de quem for manusear o material. Esses cuidados vão evitar dores de cabeça futuras, pois mesmo uma mancha pequena pode prejudicar o visual do revestimento. Depois de instaladas, as peças de concreto arquitetônico têm manutenção simples: basta lavar com água e detergente alcalino.

Inovação, arquitetura e design

A Castelatto é a maior fabricante de revestimentos em concreto arquitetônico do Brasil. São 13 linhas tridimensionais diferentes que podem ser combinadas em diferentes paginações para tornar o ambiente único. A Castelatto ainda possui um sistema de produção que mantém as peças com volumetria leves e de fácil manuseio, facilitando a instalação em ambientes internos e externos.

Confira, a seguir, as linhas de revestimento da Castelatto:

Cast 1A linha Infinity foi inspirada no símbolo do infinito.  (Foto: Produção Castelatto).

 

Cast 2Estampas geométricas são o foco da linha Matrice. (Produção Arq. Magda Curi))

 

Cast 3A linha Infinity tem faces geométricas bem definidas. (Produção Arq. Fernanda Burger).

 

Cast 4O triângulo escaleno foi a inspiração da linha Scaleno. (Produção Cascaes Arantes Arquitetura e Interiores).

 

Cast 5A linha Infinity possui quatro peças distintas. (Produção Castelatto).

Matéria publicada por Casa Claudia em 15 de julho de 2016

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ENTRE O BRASIL E OS EUA

Minimalista, apartamento em NY mistura os estilos do casal morador

EntreO piso iluminado, com vista para o Rio Hudson. O Piso é de tábuas de carvalho-americano

De mudança para um apartamento maior em Baterry Park, ao sul da ilha de manhattan, em Nova York, os proprietários tinham uma certeza em relação à decoração: seria minimalista, apenas com itens realmente necessários. Para atingir esse objetivo, no entanto, as arquitetas do escritório Farah+Arquitetura e Interiores, tiveram de equilibrar os gostos do marido, americano, e da mulher, brasileira. Para ele, tudo tende ao clássico; para ela, quanto mais colorido, melhor.

“Pensamos em um mix minimalista Brasil/Estados Unidos, apostando em mobiliário de design assinado e toques de cor, sobretudo nos papéis de parede”, conta Carol Farah, sócia no escritório com Larissa Dobes. “Foi uma opção ter poucos móveis e parte do que está hoje no apartamento já era da moradora.” É o caso da mesa da Ligne Roset, posicionada no jantar na frente de uma janela voltada para o Rio Hudson.

O apartamento de 185 m², fica em um prédio antigo que acabou de ser inteiramente reformado e agora está sendo reocupado. Dessa forma, o imóvel não precisou passar por reforma e as arquitetas puderam se dedicar quase exclusivamente à decoração. “Fizemos coisas pontuais, como puxar novos pontos de luz. Nos Estados Unidos, é costume ter pontos nas paredes para arandelas e, não raro, o centro do cômodo, no teto, fica sem fiação”, explica Carol.

Bem iluminado, o apartamento tem um living com planta tipicamente americana, com uma cozinha ampla totalmente aberta para o estar – a geladeira está ‘camuflada’ entre as portas do armário. A sala de TV ocupa um espaço cheio de recortes, ao lado do living.

No hall de entrada quem chega é recebido pelo colorido vivo do papel de parede com folhas de bananeira. O revestimento foi usado em todos os quartos – o do casal e os das três filhas, com temas que vão de flores a elefantes, mas invariavelmente coloridos. Ainda que nos dormitórios infantis a arquiteta tenha se permitindo adotar um estilo mais clássico, com luminárias com peças de cristal.

No restante do apartamento, as paredes são todas brancas, pontuadas apenas por alguns quadros e fotografias, como a que retrata uma floresta perto da mesa de jantar. Ai, o que se destaca mesmo é o Rio Hudson, que pode ser visto de todas as janelas do living.

Entre 1Cadeiras da Kartell no jantar e pendente assinado por Marcel Wanders para a Flos.

 

 

Entre 2A mesa de jantar da Ligne Roset, já era da proprietária.

 

 

Entre 3Canto de estar com vista para o rio.

 

 

Entre 4A cozinha integrada em estilo americano.

 

 

Entre 5Sofá modular de Patricia Urquiola, para a B&B Italia.

 
Entre 6O hall de entrada recebeu papel de parede de folhas de bananeira.

 

 

Entre 7O amplo lavabo com piso de mármore.

 

 

Entre 8Quarto de uma das três filhas, com papel de parede do site spoonflower.com, no projeto em Nova York do escritório Farah+Arquitetura e Interiores.

 

 

Entre 9Quarto infantil com papel de parede com estampas de elefantes do site spoonflower.com, em projeto de Carol Farah e Larissa Dobes, do escritório Farah+Arquitetura e Interiores.

 

 

Entre 10Detalhe de um dos banheiros em tom sóbrio.

 

 

Entre 11Living de apartamento no Battery Park, em Nova York, com projeto de Carol Farah e Larissa Dobes, do escritório Farah+Arquitetura e Interiores.

Matéria publicada por O Estado de São Paulo em 05 de junho de 2016

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INSPIRAÇÃO DO DIA: APARTAMENTO DE 35 M² COM ESPAÇO PARA TUDO

O pé direito alto do imóvel em Nova York foi um grande aliado da designer de interiores Gena Dorminey

Inspi

Combinar espaços para morar e trabalhar em pouco mais de 35 metros quadrados foi um desafio para a designer de interiores Gena Dorminey. Mas o pé direito alto de seu apartamento em Nova York foi um grande aliado nessa tarefa. O sistema de organização que ela criou com prateleiras no canto da parede, por exemplo, se tornou possível graças ao teto elevado. A profissional também deixou a estrutura da cama mais alta, o que permitiu criar um espaço de armazenamento embaixo dela, escondido pela saia do móvel. Outro artifício que ela usou foi a instalação de arandelas, em vez de luminárias de piso, para liberar espaço no chão.

Via Architectural Digest

Matéria publicada pela jornalista: Gabriela Domingues Fachin da Casa Claudia em 16 de julho de 2016

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QUARTO E SALA

Móveis do estúdio OQ da Casa são pensados para ir de um ambiente para o outro em diferentes funções

Para 1Conjunto Vértice, de pinus e MDF. As peças podem ser vendidas separadamente

A catarinense Geovana Cadore e o paulista Ícaro Lima se conheceram em São Paulo, quando estudaram Design de Produtos no Centro Universitário Belas Artes. Já formados e dispostos a transformar em móveis suas inspirações e paixões, criaram o estúdio OQ Da Casa.

Quando começaram a desenvolver as primeiras peças, se encontraram nos móveis multiuso, feitos para passearem pela casa sem lugar ou funções pré-determinados. “Nosso primeiro móvel, o Criado 50, inspirado na década que o batiza, veio naturalmente com essa proposta e nos identificamos muito com isso”, conta Geovanna.

O cabideiro Ripa, uma das peças mais charmosas da marca, é, ao mesmo tempo, mancebo e sapateira. O Conjunto Vértice, com cômoda, criado-mudo e cabideiro, foi pensado para compor um mesmo ambiente, mas tem itens que podem muito bem ser usados separadamente pela casa, não apenas no quarto. “Nosso processo de criação começa com desenhos mais complexos, que acabam sendo ‘limpos’ a fim de se transformarem em peças bem acabadas, adequadas para serem vistas de todos os ângulos”, explica a designer.

A preocupação da dupla com o acabamento, segundo ela, vem exatamente da vontade de ter peças híbridas. “Se a gente quer que nosso criado-mudo fique também na sala, e não só encostado na parede do quarto, ele precisa estar muito bem acabado. Isso é algo que nos motiva a estar sempre aperfeiçoando nosso trabalho.”

Para 2Na mesma peça, cabideiro e sapateira Ripa, de cedrinho.

 

 

Para 3Criado 50, de ferro e compensado naval, feito também para servir de mesa lateral.

 

 

Para 4Cadeira Ripa de jequitibá, inspirada nos móveis do interior. As peças são vendidas sob encomenda no site da marca.

Matéria publicada pela jornalista: Natália Mazzoni do, O Estado de São Paulo em 05 de junho de 2016

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GESTO NATURAL

Entrevista Paulo Mendes da Rocha

Paulo 1Arquiteto Paulo Mendes da Rocha

O arquiteto Paulo Mendes da Rocha acaba de receber o Leão de Ouro, da Bienal de Arquitetura de Veneza (o evento vai até 27 de novembro), pelo conjunto de sua obra. Laureado com o prêmio Pritzker de 2006, o mais importante da arquitetura, e ainda em plena atividade, seu nome permanece um dos mais influentes do cenário internacional, sobretudo entre os jovens profissionais.

Apesar de mais ocasional, sua porção designer é igualmente significativa. Em particular pela síntese de elegância e simplicidade que consegue imprimir a suas criações. Virtudes evidentes, por exemplo, na poltrona Paulistano, produzida para equipar o ginásio do clube de mesmo nome, projetado pelo arquiteto em 1957, que, desde 2009, integra o acervo do MoMA, de Nova York. “Não faço distinções. As coisas precisam ser desenhadas”, afirmou ele nesta entrevista exclusiva ao Casa, poucos dias antes de embarcar para Veneza para a entrega do prêmio.

Qual a importância hoje das bienais internacionais da arquitetura?

Elas só fazem sentido à medida que se propuserem a discutir as cidades e menos assuntos especificamente ligadas aos projetos, que são de interesse mais restrito. Em diferentes ordens e escalas, as cidades são assunto de interesse global. Discutir o futuro das cidades é, portanto, uma questão premente e o interesse do público pelas bienais de arquitetura vai depender desse enfoque.

O senhor frequenta a Bienal de Veneza? Quais suas expectativas em relação ao evento?

Estive em Veneza na a 7ª edição da Bienal de Arquitetura, em 2000, quando tive o prazer de dividir o espaço da representação brasileira com João Filgueiras Lima, o Lelé, e a experiência foi muito gratificante. Agora viajo a Veneza mais no papel de observador, mas as expectativas são grandes.

Como se deu sua aproximação com o universo do design? Em especial com o desenho de peças de mobiliário?

De forma natural. Como resposta a necessidades claras, que procurei equacionar da melhor forma possível. Quase como um gesto. Não faço distinções. As coisas têm de ser desenhadas quer se trate de um imóvel ou de um copo, e é importante que o desenho final reflita essa questão inicial. Quanto mais natural e lógica for a resposta, melhor a qualidade do design.

Paulo 2Poltrona Paulistano.

 

 

Paulo 3Edifício Guaimbê, projeto residencial de 1965, na Rua Haddock Lobo.

Matéria publicada pelo jornalista: Marcelo Lima do, O Estado de São Paulo em 29 de maio de 2016

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DANÇA DAS CADEIRAS

A cumbia, ritmo musical colombiano, inspira estilista italiana na criação de coleção de móveis apresenta em Milão

Dan 1Paredes desgastadas servem de pano de fundo para a exposição da linha de móveis.

Cumbia é a música nacional da Colômbia. Com influências nativas e europeias, se integra múltiplas manifestações locais, o que faz dela a mais difundido do país. E é muito ouvida não só nele: o ritmo está disseminado pelos países falantes do espanhol na América Latina.

Do outro lado do Atlântico, Marni é uma grife de moda de linhagem recente. Fundada em 1994, como tantas outras na Itália surgiu como uma empresa familiar. Seu foco principal está no desenvolvimento de vestuário, acessórios e calçados femininos. Mas o segmento masculino está igualmente representado em roupas, óculos e acessórios.

Longe de se resumir a um estilo, segundo sua fundadora e diretora criativa, a estilista Consuelo Castiglioni, suíça de origem italiana, A Marni pretende oferecer uma gama de possibilidades. Daí a abordagem experimental de suas roupas – suas coleções sempre imprevisíveis, marcadamente emocionais e ecléticas; seu desejo de celebrar a individualidade.

No mundo da moda, a grife é famosa por angariar clientes fiéis. Ou oponentes declarados. “Ou você ama ou odeia a Marni. Aqueles que gostam, geralmente o fazem porque para nós não há temporadas. Você as mantém e volta a usá-las novamente”, explica designer.

Interessada em tudo o que se passa a seu redor, Consuelo costuma envolver artistas, tanto famosos quanto emergentes, na criação de projetos especiais envolvendo disciplinas criativas como as artes gráficas e o design. No mais recente deles, que teve lugar na última edição da Semana de Design de Milão, em abril, ela resolveu voltar seus olhos e ouvidos para a Colômbia, país que conheceu recentemente, e acabou botando todo mundo para dançar.

“Partindo de um ritmo musical, procurei interligar minha última coleção, uma ideia de design a tradição artesanal da Colômbia, país que me impressionou muito”, declarou a designer na abertura de Marni Ballhaus: evento onde, em meio a um cenário tropical, que misturava saias flutuantes, paredes descascadas e móveis trançados a mão, os visitantes eram convidados a se iniciar na cumbia colombiana.

Colocando dançarinos à disposição do público interessado em ensaiar os primeiros passos, Consuelo transformou o espaço multifuncional da marca, um galpão industrial no Viale Umbria, centro de Milão, em um autêntico salão do baile, onde as tradicionais saias usadas pelas dançarinas de cumbia apareciam suspensas em uma formação circular, servido como pano de fundo para o lançamento da mais nova coleção de móveis da marca.

Cadeiras, espreguiçadeiras, pequenas mesas, lâmpadas e vasos, de um cromatismo intenso, com estrutura de metal e corpo trançado à mão, com fios de PVC, idealizados pela equipe da estilista e produzidos na Colômbia, especialmente para a Semana de Design. Móveis que apesar de toda a simplicidade – é do mero entre lançamento de fios sobre a estrutura de aço que nascem bases, assentos e encostos -, manifestam a mesma aura de atemporalidade que caracterizam as criações da estilista.

“Trata-se, antes de tudo, de um gesto de retribuição a um país que tanto me inspirou. De repente senti que meu compromisso com a Colômbia poderia ir além da moda. Por isso, encomendei essa coleção de móveis a um grupo de artesãs locais, que ganhou independência e liberdade através do trabalho. E é isso que acredito que faz dela algo tão rico e precioso”, considera Consuelo.

Produzida em edição limitada, a série, que está sendo comercializada nos showrooms da marca, reforça ainda o compromisso da Marni com programas assistenciais: como já aconteceu com outras iniciativas da marca, parte das vendas de sua coleção de móveis será doada a associações beneficentes que se dedicam ao fornecimento de alimentos para centros de refugiados.

Dan 2Espreguiçadeiras foram um dos destaques da série de móveis lançada pela Marni.

 

 

Dan 3Com estrutura delicada, as luminárias fazem referência ao artesanato colombiano.

 

 

Dan 4Dançarinos mostram passos da cumbia durante evento em Milão.

 

Dan 5Mesas componíveis da coleção.

Matéria publicada pelo jornalista: Marcelo Lima do, O Estado de São Paulo em 29 de maio de 2016

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PAPÉIS DE PAREDE DE TEXTURAE TRAZEM ESTAMPAS INSPIRADAS NA NATUREZA

Folhas, macacos, flores e insetos ilustram três coleções, lançadas durante a Semana de Design de Milão

Papel 1

Lançados durante a Semana de Design de Milão deste ano, os papéis de parede das coleções Weft, Warp e Yarn, da marca italiana Texturae, se inspiram na natureza. Folhas, macacos, flores e insetos foram os temas escolhidos pelos designers Chiara Andreatti, Elena Salmistraro e Alessandro Zambelli – que colaboraram nas coleções – para as estampas. Tanto em cores intensas quanto neutras, os revestimentos trazem um toque da selva para os ambientes. Confira alguns modelos das coleções:

Papel 2Papel de parede Macao.

 

 

Papel 3

Modelo Ancient nature, assinado por Chiara Andreatti.

 

papel 4O papel de parede Gradient flowers foi desenhado por Chiara Andreatti.

 

 

papel 5O modelo Cicalidae é assinado por Alessandro Zambelli.

Matéria publicada pela jornalista: Gabriela Domingues Fachin da, Casa Claudia em 04 de julho de 2016

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TUDO PODE MUDAR

Com base neutra e móveis que podem ter mais de um uso, apartamento foi pensado para se transformar

Tudo 1No jantar, mesa de Otávio Kovacs para a Marcenaria Baraúna. As banquetas da cozinha são de Ilse Lang

Uma boa reforma fez com que este apartamento de 70 m², no Itaim, ficasse na medida para acomodar um jovem casal. Pensado para ter peças multiuso e espaço livre para mudar a disposição dos móveis do estar sempre que necessário, o novo layout é muito mais livre. “Ocupamos os espaços disponíveis com prateleiras que servem também para decorar o ambiente sem que ele fique cheio demais”, diz Alexandre Gervasio, do Grupo Garoa, escritório responsável pelo projeto.

A obra deixou o apartamento mais funcional, abriu os espaços e trocou todos os revestimentos. “Foram mudanças estratégicas, que transformaram o lugar sem gerar tantos gastos. Por exemplo, o piso é de carpete de madeira, opção bem mais barata que a madeira maciça”, explica Gervasio.

O quarto, pequeno, tem apenas um armário, mas caixotes de madeira que se encaixam no banco da sala foram pensados para guardar roupas de cama e outros objetos que não cabem no dormitório. “Essas caixas servem também como banco e mesa de centro. O banco de concreto pode fazer as vezes de sofá e aparador de TV. Criamos uma base, a ideia é que o lugar esteja sempre em transformação.”

Tudo 2Banco e prateleira de concreto na sala de TV. Os caixotes de madeira servem como banoc e mesa de centro.

 

 

Tudo 3No quarto, poltrona Shell, de Hans Wegner.

 

 

Tudo 4Detalhe do banheiro, com bancada de concreto e parede de elementos vazados.

Matéria publicada pela jornalista: Natália Mazzoni do, O Estado de São Paulo em 29 de maio de 2016

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LUMINÁRIA FORA DO COMUM

Nova luminária de Ana Neute combina latão e vidro para criar atmosfera acolhedora

Fora

A designer e arquiteta Ana Neute incluiu mais uma luminária em seu portfólio, a Guarda-Chuva. À venda na Amoreira, a peça de latão e vidro foi inspirada nos abajures de antigamente. “Tem uma base clássica, parece um abajur comum, mas o globo no topo nos faz lembrar um personagem, é um design de linguagem divertida”, diz Ana.

O pequeno globo no topo dos dois modelos, de piso e mesa, foi projetado para ter uma luz suave, capaz de criar uma atmosfera acolhedora. Já a cúpula direciona e concentra a luz para baixo. “A de mesa vai bem para trabalhar e foge do lugar comum das luminárias com essa função. Sobre a versão de piso, imagino ser perfeita para posicionar ao lado de uma poltrona na hora de ler um livro.”

Matéria publicada pela jornalista: Natália Mazzoni do, O Estado de São Paulo em 29 de maio de 2016

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