MRV TEM RECORDE DE VENDAS CONTRATADAS

Construção Valor atingiu R$ 1,467 bilhão entre julho e setembro, alta de 5,7% sobre o mesmo período de 2013

MRV Engenharia registrou vendas contratadas de R$ 1,467 bilhão no terceiro trimestre, a melhor marca para o intervalo em toda a história da companhia e 5,7% acima do valor obtido um ano antes. Frente ao segundo trimestre, porém, as vendas recuaram 3,4%. Em número de unidades, as vendas contratadas de julho a setembro ficaram em 10.029, queda de 2,2% ante as 10.250 unidades registradas no mesmo período de 2013.

A MRV registrou recorde de vendas contratadas no acumulado do ano até setembro, com R$ 4,524 bilhões (ou 31.399 unidades), valor que representa alta de 17,1% na comparação anual.

“A MRV repetiu mais um trimestre muito bom. Continua vendendo muito bem e o mercado está forte e resiliente, apesar do momento econômico um pouco pior”, disse o co-presidente da companhia, Rafael Menin Teixeira de Souza, acrescentando que o segmento de baixa renda, em que atua a MRV, segue sustentado por parâmetros positivos, como os juros “interessantes” do financiamento imobiliário nessa faixa.

O número de distratos imobiliários deverá cair no longo prazo, à medida que aumenta a participação da chamada venda simultânea (SICAQ/SAC) nas vendas da MRV Engenharia, de acordo com o co-presidente da companhia.

Conforme a MRV, o segmento econômico – a companhia atua em baixa renda – “continua apresentando resiliência em função dos aspectos demográficos do país, taxa de desemprego no menor nível histórico, acompanhado por um mercado menos competitivo, pela manutenção de uma demanda potencial consideravelmente maior que a oferta e pelas condições de crédito favoráveis”.

De acordo com Rafael Menin, o mercado segue forte e comprador neste fim de ano, sem emitir sinais de que o quarto trimestre vá ser diferente ou pior que os demais períodos de 2014. “Nossos clientes não deixam de comprar por causa do resultado das eleições. Eles compram por necessidade”, afirmou.

A MRV destacou ainda que a Urbamais, empresa por meio da qual atua no segmento de loteamentos, lançou seu primeiro projeto no terceiro trimestre, o Parque Atlanta, em Araraquara (SP).

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Matéria publicada no jornal Valor Econômico em 17 de Outubro de 2014 por Stella Fontes

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CLIENTE FAZ ‘TEST DRIVE’ DE MÓVEIS EM CASA PARA DECIDIR SOBRE PROJETO

Os projetos de decoração relâmpago que tanto figuram em programas de TV começam a ser possíveis também na “vida real”.

Em um, dois ou três dias, arquitetos e designers prometem mudar totalmente o aspecto do ambiente. Dentro da proposta, eles levam novos móveis, além de “retrabalhar” a mobília já existente.

Antes, entrevistam os moradores e fotografam os ambientes que devem passar pela transformação.

A In House ID, empresa de decoração rápida, trabalha com o “empréstimo” de móveis em seus projetos. “Nós trazemos da loja, instalamos, e o cliente tem dois dias para decidir se quer ficar com o produto”, diz Andréa Bugarib, designer do escritório.

Caso queira, a negociação é feita diretamente com a loja fornecedora. Caso recuse o projeto, a loja busca o móvel na casa do cliente.

A designer Elaine Duarte, que também oferece esse tipo de serviço para clientes em São Paulo e Sorocaba (a 99 km da capital), conta ter montado um estoque próprio de pequenos itens de decoração que empresta para o cliente testar. Entre eles estão cortinas, tapetes e almofadas.

“Ocasiões especiais, como a recepção de amigos ou uma festa em casa, também motivam a repaginação de certos ambientes”, diz Duarte.

Serviços como a instalação de papel de parede e quadros e a compra de flores só são feitos pela empresa após a aprovação do cliente.

A mão de obra dos designers pode variar de R$ 500 a R$ 8.000. Os produtos usados são cobrados à parte – no caso dos móveis, pelo lojista que os cedeu.

ANTES

Apartamento em São Paulo antes de ser repaginado pela empresa de decoração rápida In House ID, que faz 'test drive' de móveis

Apartamento em São Paulo antes de ser repaginado pela empresa de decoração rápida In House ID, que faz ‘test drive’ de móveis

DEPOIS

Na proposta, que pode ser aceita ou não após 'test drive', ambiente ganhou banco de madeira, quadros e almofadas, entre outros

Na proposta, que pode ser aceita ou não após ‘test drive’, ambiente ganhou banco de madeira, quadros e almofadas, entre outros

Matéria publicada no jornal Folha de São Paulo em 19 de Outubro de 2014

 

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CORES E ENERGIA NO LAR DO JOVEM CASAL

Medidas criativas trazem alegria ao espaço

Recém-casada, a arquiteta Adriana Pierantoni tinha um delicioso desafio: projetar a morada onde ela e o marido passariam os primeiros anos de vida juntos. O loft de 70 m² com apenas uma parede e lajes à mostra oferecia liberdade suficiente para a profissional conferir ao lar o estilo da dupla.

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Adriana criou um ambiente personalíssimo investindo em cores alegres, texturas e objetos que lembram momentos especiais para o casal. Mas não perdeu a medida: afinal, o escritório doméstico onde ela recebe clientes funciona bem ao lado da sala de estar, local de reunir amigos.

“Para cada ambiente eu escolhi um tom de referência”, conta, revelando como equilibrar matizes na decoração. “Na sala, selecionei o cereja – outra cor, mais brilhante, competiria com a TV”, explica. Ali, as parede formam uma base neutra e ganham movimento com as texturas – elas receberam papel com relevos imitando tijolinhos pintados.

Apartamento colorido (Foto: Gustavo Awad/Divulgação)

O ar jovial do living é obtido com peças como as almofadas da R. Valentim, mesa de centro e banquinhos desenhados pela arquiteta e tapetes da Oppa. Ao lado da TV, um painel transparente enche-se aos poucos com as rolhas das garrafas de vinho que o casal desfruta junto. Na parede atrás do escritório, um quadro do artista Lobo retrata momentos marcantes da dupla.

Evitar divisórias multiplicou o espaço. As áreas sociais – sala, home-office e jantar – formam ambiente único de 40 m² . Junto à mesa de refeições, uma parede de espelhos manda pra longe a sensação de aperto. Ali, Adriana instalou um painel com fotos do casamento, lua de mel e viagens com o marido. “Se fosse um espelho inteiro, as pessoas tocariam com a mão e sujariam”, explica. A cozinha ganhou papel de parede estampado com o mapa do metrô de Londres.

Apartamento colorido (Foto: Gustavo Awad/Divulgação)

Fugir do gesso implicou em evitar luminárias embutidas. Por isso, a arquiteta aproveitou as saídas de energia para instalar trilhos com spots luminosos. Assim, é possível direcionar a iluminação de acordo com o momento.

Adriana pôde escurecer os tons no quarto, uma área onde as visitas raramente vão, e banheiro, local de permanência transitória, onde se costuma ousar mais. Cores primárias brilham nesses ambientes.

No dormitório, o closet original, formado por dois armários paralelos de 1,5 m, era muito pequeno para o casal. A arquiteta decidiu acrescentar 1 m em cada peça, trazendo-o para perto da cama. A medida consumiu um pouco do espaço de circulação. Adriana compensou criando molduras onde ficam fotografias cheias de boas lembranças.

Apartamento colorido (Foto: Gustavo Awad/Divulgação)

Apartamento colorido (Foto: Gustavo Awad/Divulgação)

Apartamento colorido (Foto: Gustavo Awad/Divulgação)
Apartamento colorido (Foto: Gustavo Awad/Divulgação)

Apartamento colorido (Foto: Gustavo Awad/Divulgação)

Apartamento colorido (Foto: Gustavo Awad/Divulgação)

Apartamento colorido (Foto: Gustavo Awad/Divulgação)

Apartamento colorido (Foto: Gustavo Awad/Divulgação)

Apartamento colorido (Foto: Gustavo Awad/Divulgação)

Apartamento colorido (Foto: Gustavo Awad/Divulgação)

Apartamento colorido (Foto: Gustavo Awad/Divulgação)

Apartamento colorido (Foto: Gustavo Awad/Divulgação)

Apartamento colorido (Foto: Gustavo Awad/Divulgação)

Apartamento colorido (Foto: Gustavo Awad/Divulgação)

Apartamento colorido (Foto: Gustavo Awad/Divulgação)

Apartamento colorido (Foto: Gustavo Awad/Divulgação)
Matéria publicada no site Casa Vogue em 22 de Outubro de 2014  por Nilbberth Silva; Fotos Gustavo Awad
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CONSTRUTORA FAZ PRÉDIO PARA ALUGAR IMÓVEIS

Sem vendê-los, empresa locará e administrará os apartamentos de edifício em SP

Erguer dois prédios e não vender imóveis, mas locá-los. Com essa estratégia, a incorporadora Vitacon procura se destacar no segmento de “long stay” (estadia longa).

Segundo Alexandre Lafer Frankel, dono da Vitacon, a empresa ficará com todas as unidades de dois edifícios de alto padrão (um no Itaim Bibi e outro nos Jardins, na zona oeste) e os alugará e administrará por conta própria.

Como os prédios não serão vendidos, a renda começará a ser recebida depois de prontos e locados.

Trata-se de uma novidade no segmento residencial no país. O comum é as construtoras lançarem o edifício e venderem-no durante a construção ou, se isso não acontece, depois de concluído.

“Seremos donos do ativo inteiro. Quando você é dono, pode coordenar a demanda e a manutenção”, diz Lafer. A estimativa é de R$ 8.500 a R$ 9.000 o valor da locação mensal do imóvel já decorado, segundo estudo elaborado pela empresa.

As unidades medirão de 25 m² a 60 m² e as obras devem ser concluídas em até 20 meses. Segundo Lafer, o capital investido é próprio, mas ele estuda a obtenção de financiamento bancário para tocar a obra.

Os edifícios “long stay” são voltados à demanda por aluguel com duração em geral de até um ano e ficam em áreas nobres próximas a eixos financeiros.

Contam com serviços de hotel, como arrumação básica do imóvel e estacionamento com manobrista. O público-alvo é formado por executivos, profissionais liberais, estudantes e estrangeiros.

Por isso, as empresas que atuam na área miram multinacionais, que utilizariam o imóvel para a hospedagem de seus funcionários, em vez de os deixarem em hotéis.

Ricardo Grimone, diretor de incorporação da Related Brasil, diz que construir um prédio sem vender as unidades está no radar da Related, mas não fixa prazo para isso.

A incorporadora hoje atua no segmento longa estadia com um lançamento na região da avenida Faria Lima, eixo financeiro paulistano, mas, como outras incorporadoras, segue o formato tradicional de colocar todas as unidades à venda.

Jaques Bushatsky, diretor de legislação do inquilinato do Secovi-SP (sindicato do mercado imobiliário), lembra que os prédios para locação seguem uma tendência existente em outras capitais de negócios, como Nova York.

Fachada de futuro edifício nos Jardins (zona oeste de SP) cujas unidades, voltadas a aluguel, não serão comercializadas

Fachada de futuro edifício nos Jardins (zona oeste de SP) cujas unidades, voltadas a aluguel, não serão comercializadas

Matéria publicada no jornal Folha de São Paulo em 19 de Outubro de 2014 por Daniel Vasques

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MÓVEIS QUE SE AJUSTAM ÀS PESSOAS

Design com peças dinâmicas prioriza conforto

Em tempos de individualismo e fluidez o design se torna flexível e adaptável a cada usuário. O sofá Mariposa e a mesa Planophore revelam essa preocupação com o movimento.

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Lançadas este ano pela Vitra as peças são obra da dupla britânica Edward Barber e Jay Osgerby. Apesar das cores fortes, elas transmitem aconchego e fundem-se facilmente aos ambientes.

“Desenhar um sofá não é muito interessante, a não ser que você consiga descobrir um novo jeito de fazer”, conta Osgerby. NoMariposa, ele e o colega criaram encostos que se inclinam silenciosamente em até 30º, respondendo a pressões do usuário. Estofos impedem o contato com qualquer parte da estrutura. Como resultado, é possível aninhar-se no móvel em uma grande gama de posições – até mesmo frente a frente com a pessoa ao lado.

Marc Eggimann (Foto: Editora Globo)

Já a estante Planophore é composta por divisórias giratórias encaixadas em prateleiras fixas. Brincando com as peças rotatórias, o usuário pode criar nichos para pequenos objetos ou transformá-la em um biombo.

O móvel toma o nome de um avião criado em 1871. As bordas arredondadas e o uso do alumínio remetem à paixão dos profissionais pela aeronáutica. “Somos dois dos poucos que, conseguindo negociar uma cadeira na janela em um vôo, acabamos olhando para a asa e não para a vista”, contam os designers.

Editora Globo (Foto: Editora Globo)
Editora Globo (Foto: Editora Globo)
Editora Globo (Foto: Editora Globo)
Editora Globo (Foto: Editora Globo)
Editora Globo (Foto: Editora Globo)
Matéria publicada no site Casa Vogue em 21 de Outubro de 2014
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CONECTIVIDADE, A PRÓXIMA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

O futuro pertence às máquinas. Mais de um bilhão de smartphones serão vendidos neste ano e vários milhões de smartwatches e monitores de saúde de diversos tipos serão usados. Mas se as previsões sobre a chamada “Internet das Coisas” estiverem certas, num futuro não muito distante, o número de dispositivos de computação espalhados pelo mundo que operam sozinhos, conectados por cabos ou redes sem fio, vai ultrapassar o número de aparelhos que as pessoas carregam com elas.

A firma de pesquisa de mercado Gartner prevê que o total dos dispositivos conectados a redes, a maioria deles não operados por uma pessoa, vai saltar de 3 bilhões para 25 bilhões em apenas sete anos.

Entre esses dispositivos estão automóveis com conexão à internet, produtos em lojas que podem ter transmissores sem fio em seus rótulos, e frotas de caminhões nas estradas conectadas com redes que monitoram seu itinerário.

Duas tendências clássicas da tecnologia estão em operação.

Primeiro, a tecnologia, como frequentemente faz, está democratizando o processo de conexão das coisas. Potências da indústria como a General Electric vêm automatizando os sistemas de controles industriais em plataformas de petróleo há décadas. E os tipos de infraestrutura em rede mencionados aqui podem ser construídos totalmente pela divisão Smarter Planet, da IBM, que gera US$ 5,5 bilhões por ano em faturamento para a gigante tecnológica, estimam analistas.

Agora, a queda no custo de sensores, a proliferação de sistemas de conectividade a cabo e sem fio para computadores e a chegada de centros da dados mais baratos da Amazon.com e outros provedores, que podem reunir e analisar informações de máquinas ao redor do mundo, estão permitindo cada vez mais que empresas grandes e pequenas se conectem de uma forma antes só imaginada pelas gigantes.

Segundo, as capacidades estão aumentando. Agora, por exemplo, um simples sensor de movimento, luz ou temperatura pode ser preso a um dispositivo e usado para controlá-lo. Em breve, o software por trás de uma rede de sensores irá monitorar as lâmpadas das ruas de uma cidade inteira, tornando-as mais eficientes e economizando o dinheiro dos contribuintes. Ou companhias aéreas poderão usar um serviço que sabe quando partes do motor do avião estão prestes a falhar e pode pedir uma troca para minimizar o tempo parado da aeronave.

A explosão de coisas conectadas oferece oportunidades para empresas que operam em todos os setores da tecnologia, incluindo fabricantes de chips como Qualcomm e Thin Film Electronics, empresas tradicionais de equipamentos de redes como a Cisco Systems, fornecedores de software como PTC e Splunk, e provedores de serviços de computação em nuvem como Amazon.com e Salesforce.com.

Empresas da velha economia, como a Monsanto e a GE, também podem se beneficiar dando vida nova aos objetos mais simples, como equipamentos industriais e sementes.

Existem três estágios para a Internet das Coisas. Primeiro, muitos objetos tornam-se conectados, incluindo carros, casas, trens de carga, equipamentos médicos e produtos de consumo. Depois, mais e mais informação analisável é extraída desses dispositivos conectados. E, no estágio final, os fabricantes irão operar suas empresas com base nesses dados.

O primeiro estágio está muito relacionado com sensores e chips baratos. Há muitos exemplos de ponta, como a fabricante de carros elétricos Tesla. Recentemente, ela anunciou uma nova versão de seu Modelo S com sensores que, com o tempo, levarão ao desenvolvimento de um piloto automático para rodovias.

Mas há exemplos menos sofisticados se espalhando discretamente. A novata californiana Gimbal nasceu de uma cisão da Qualcomm em maio. Ela produz o chamado iBeacon, nome patenteado pela Apple, que desenvolveu o padrão. Os iBeacons da Gimbal são pedaços de plástico que custam de US$ 5 a US$ 20, podem ter apenas alguns centímetros quadrados de tamanho e contêm sensores, transmissores sem fio e um pouco de memória. Eles podem ser presos a vários lugares e transmitir informações a dispositivos que passam por perto, até 50 metros de distância.

A Apple usa os dispositivos Gimbal em suas lojas de varejo: Quando um cliente entra na loja, seu iPhone se conecta automaticamente a iBeacons escondidos sob as mesas de exposição. O iBeacon envia alertas para a tela do aparelho, como lembretes sobre a hora marcada com técnicos do Genius Bar.

O próximo estágio é a coleta de dados por todos os dispositivos conectados no campo.

A PTC, que por muitos anos vendeu software de design de produtos, comprou uma nova empresa chamada ThingWorx. Ela permite que as clientes unifiquem os dados recolhidos pelos sensores no campo e os combine com recursos de rede de vários tipos. Uma empresa pode usar os dados de um sensor de uma máquina e combiná-los com os nomes dos clientes de um banco de dados operado pela Salesforce, empresa que oferece software de administração de relações com o cliente, assim como um serviço de computação em nuvem.

No terceiro estágio da Internet das Coisas, as empresas mudarão a forma como ganham dinheiro e aprendem a cortar custos. Talvez esta seja a parte mais difícil de quantificar porque envolve trazer à tona todas as ineficiências dos modelos de negócio existentes.

A Cisco, que realinhou seu negócio para vender pacotes de interruptores, software e serviços para a Internet das Coisas, ressalta o exemplo de Barcelona, Espanha, que está usando sensores e redes para entender melhor os padrões de tráfego e reduzir congestionamentos. “Não há setor da economia onde não existam bilhões de dólares presos em ineficiências”, diz Glen Allmendinger, analista da Harbor Research. “Veja como os PCs, nos anos 90, aumentaram a produtividade dos escritórios. O impacto da Internet das Coisas será muitas vezes maior.”

A principal ameaça da Internet das Coisas é a segurança. Obviamente, coisas muito ruins podem acontecer se um hacker invade redes conectadas, como a rede de energia ou ferroviária do país.

“Muita gente vem inserindo coisas na rede sem se dar o tempo necessário para torná-las seguras. Esse é, categoricamente, o maior risco”, diz Allmendinger.

Tiernan Ray é colunista do semanário Barron’s.

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Foto jornal086Matéria publicada no jornal Valor Econômico em 18, 19 e 20 de Outubro de 2014

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REVESTIMENTO ARTESANAL PARA PISOS E PAREDES

Tapetes, tapeçarias e tecidos: no vasto campo do design de interiores que eles representam um ambiente confortável. Com eles, podemos criar rapidamente detalhes coloridos, embelezar paredes ou adicionar um toque de calor para um chão de pedra.

Mesmo tapetes geralmente vêm de “off-the-shelf” e da produção industrial, ainda existem fabricantes neste setor em particular, que não pretende renunciar artesanato genuíno, especialmente onde o detalhe conta. Então tecelões ou tintureiros, até mesmo gravadores colocar as mãos para trabalhar e aplicar os últimos retoques para os acessórios para casa. Por uma questão de fato, ainda hoje, muitos produtos ainda são bordado ou tingida à mão.

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A coleção Rabari de Nanimarquina é uma série atual “da caneta” da equipe Doshi Levien designer britânico (The House: imm Cologne 2012). Nipa Doshi tinha uma oficina de bordado em Ahmedabad com artesãs muito qualificados, que também teceu espelhos brilhantes ou pequenas lantejoulas metálicas para os tapetes. Normalmente produzido em grupos, estes tapetes necessário muitas vezes vários dias para ser concluído. Como uma reminiscência moderna, esta coleção é para ser um lembrete do mundo sensual e brilhante de bordado tribal indiana. Como resultado, a equipe de designer tinha em mente o bordado habilmente artesanal do Rabaris, uma comunidade nômade da região de Kutch.

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O fabricante suíço Ruckstuhl vai um passo além com a sua atual coleção Maglia: até mesmo o fio é necessário passar pelas mãos. As irregularidades da estrutura do material, tradicionalmente, produzidas a partir de fibras vegetais, criam um padrão autêntico, táctil, em combinação com o processamento do mesmo modo artesanal. Toda a produção de obtenção das fibras para morrer e girar o fio e tricô à mão tem lugar em Columbia.

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Artesanato são, por vezes, usado na parede, bem como no pavimento, se algo especial que deve ser produzido. Enquanto, por exemplo, impressão serigráfica é normalmente realizada por máquina, com o novo tecido Furore de Christian Fischbacher é uma questão de artesanato. Scattering materiais rebanho, que se estende de tule, aplicação de adesivo, alinhando stencils – tudo o que acontece com um senso de proporção e artesanato preciso.

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O fabricante holandês tecido Chivasso também conta com artesanato qualificado. O artesão dobras do tecido com a mão e orienta duas peças de tecido, através da máquina, ao mesmo tempo. Por meio do procedimento de dobragem e a morrer, o tecido recebe até cinco diferentes tonalidades de cores, que são distribuídos ao longo da superfície de várias maneiras e com diferentes efeitos de sombra. Como resultado, cada peça acaba de ser único. Enquanto as cores e os padrões são reproduzíveis, podem no entanto nunca ser repetido.

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E mesmo na fase de pré-produção, a precisão e habilidade de mãos experientes estão na demanda: um exemplo disso são as inúmeras cruzadas hatchings precisos – texturas finas superficiais que resultam de uma gravura e gravura técnica de mão trabalhou na rolos de impressão – com que os papéis de parede de Harald Glööckler Serie Deux são fabricados para Marburg Wallcoverings. Uma propriedade táctil de alta qualidade levantada é concebido para ser transmitida para a recolha desta maneira. A interação entre uma coloração refinado e pigmentos iridescentes resultados em projetos que são supostamente para evocar cortinas moiré cintilantes pesado ou plumagem grossa.

Matéria publicada no site Pure.IMM-Cologne

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‘DECORAÇÃO RÁPIDA’ QUER FISGAR CLIENTES COM PREÇO E RAPIDEZ

Serviço procura tornar trabalho de arquitetura e decoração mais acessível.

Se projeto inclui algum tipo de alteração na edificação, custo já sobe com a contratação de profissional habilitado.

Quem procura a “decoração express” está atrás de serviços mais simples, rápidos e baratos e que, de fato, mudem a cara dos ambientes.

Em geral, o trabalho começa com uma consultoria de duas horas na casa do cliente, em que designers ou arquitetos conversam com o dono do imóvel e apontam as mudanças a serem feitas.

Nesse primeiro contato, o profissional já relaciona produtos e serviços que podem ser comprados ou executados.

Um memorial descritivo completo, com as ideias, os produtos, os fornecedores e os preços, é entregue alguns dias depois. Há empresas que cobram à parte esse detalhamento.

A partir daí, o cliente pode decidir se contrata o profissional para executar a decoração ou se faz tudo por conta própria.

“Alguns clientes querem redecorar aos poucos. Então, entregamos o memorial e, num mês eles compram o mobiliário, no outro pagam a instalação do papel de parede e assim sucessivamente”, explica Flávia Grilo, da Dom Arquitetura e Interiores, escritório que abriu uma linha específica para o serviço “express”, o Arq-Fast.

Para quem escolhe a opção de seguir o manual descritivo sozinho, o serviço acaba custando só o valor da consulta de duas horas, que varia de R$ 400 a R$ 1.000.

Adriana Rigatto, do Divã da Decoração, que também trabalha nesta modalidade, conta que há um público, em geral de clientes “mais antenados e modernos”, que prefere fazer tudo por conta própria para buscar alternativas e agregá-las ao projeto.

“Mas quando o cliente não tem ideia de como organizar o projeto, executamos a decoração também”, diz ela.

Ainda assim, os designers trabalham com prazos de três a 15 dias para entregar os ambientes prontos.

A psicanalista Mariana Laham e o ator Marcelo Laham na sala repaginada no 'modo express' pelo escritório Divã da Decoração

A psicanalista Mariana Laham e o ator Marcelo Laham na sala repaginada no ‘modo express’ pelo escritório Divã da Decoração

Entre os trunfos de agilidade de quem atua neste segmento, a arquiteta e membro do CAU

A copa de Mariana Laham e Marcelo Laham antes do 'tapa'

A copa de Mariana Laham e Marcelo Laham antes do ‘tapa’

(Conselho de Arquitetura e Urbanismo), Aparecida Borges, aponta os produtos como a argamassa de secagem rápida, os papéis de parede, as tintas sem cheiro e os pisos flutuantes (vinílicos e laminados de madeira).

Borges não vê “contraindicações” na modalidade, desde que o serviço inclua apenas mudanças de peças e objetos. “Aí, o que faz diferença é a criatividade do profissional”, diz.

No entanto, se a transformação incluir, por exemplo, pintura de paredes, instalação de papel de parede ou piso e iluminação, é preciso se certificar que as condições estão apropriadas. “Se houver uma infiltração na parede, o papel de parede vai estufar”, adverte.

A Ah!Sim é uma das poucas empresas nesse mercado que executa obras, como a troca de piso, substituição de paredes e interferências na estrutura. Ainda assim, o prazo é fator crucial, segundo a designer Mariane Carneiro.

“Ninguém quer ficar com uma obra em casa por muito tempo, então temos um prazo de 90 a 120 dias para terminar o projeto”, diz.

O perfil de quem busca o serviço, segundo ela, é de jovens, entre 20 e 35 anos, solteiros ou recém-casados, que precisam decorar um imóvel novo ou querem repaginar cômodos. Investidores que alugam apartamentos já mobiliados também são clientes.

O perfil dos imóveis é outro fator característico do ramo. Os imóveis, boa parte estúdios ou compactos, costumam ter os espaços melhor aproveitados em um projeto assinado por um profissional.

EXPRESS OU TRADICIONAL?
Confira as diferenças entre a decoração express e o trabalho tradicional de um arquiteto

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Quem atende?
Pessoas que querem renovar um ambiente ou a casa toda com rapidez e pagando menos

O que faz?
Em uma consultoria de poucas horas, o designer faz um projeto de decoração e (em poucos casos) reforma, com o detalhamento e preços de todos os serviços e produtos a serem contratados

O que não faz?
Poucos profissionais do setor se dispõem a executar obras (troca de pisos, novos pontos de iluminação, mudanças estruturais etc)

Perfil do ambiente que atende
Desde cômodos pequenos, como um banheiro, até o imóvel todo

Quanto cobra?
A consulta inicial costuma custar entre R$ 400 e R$ 1.000 e só inclui a mão de obra do arquiteto ou designer contratado. Mobiliário e serviços são cobrados à parte

Vantagens
É um serviço barato para quem quer a ajuda de um profissional para mudar o visual do ambiente em pouco tempo

Desvantagens
Quem quer fazer reformas na casa pode ter que contratar, além do designer que fez o projeto, outro profissional para acompanhar a obra

ARQUITETURA TRADICIONAL

Quem atende?
Pessoas que querem planejar em detalhes reformas e repaginações significativas no imóvel

O que faz?
Em um contrato e planejamento a longo prazo, o arquiteto conversa diversas vezes com o cliente para desenhar o projeto, contata os fornecedores, acompanha a obra e entrega tudo pronto

O que não faz?
Podem não topar fazer mudanças pontuais, como a decoração de um único cômodo

Perfil do ambiente que atende
Em geral, planejam toda a planta da casa

Quanto cobra?
Entre R$ 2.000 e R$ 3.000 o metro quadrado de reforma ou acabamento

Vantagens
O planejamento completo da casa permite pensar a funcionalidade do imóvel como um todo e não em partes

Desvantagens
O preço ainda assusta muita gente. Mesmo que o arquiteto tope fazer a repaginação de um cômodo pequeno, a relação de preço por metro quadrado pode deixar o projeto muito caro

Matéria publicada no jornal Folha de São Paulo em 19 de Outubro de 2014

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INDÚSTRIA DO LÁPIS BUSCA TER RELEVÂNCIA NA ERA DO TABLET

Fabricantes de lápis e canetas estão voltando à escola para aprender a vender ferramentas para a escrita na era dos smartphones, tablets e laptops.

Alguns, incluindo a americana Crayola LLC e a alemã Staedtler, estão abraçando a revolução digital com produtos eletrônicos. A Digitools da Crayola — uma gama de instrumentos de plástico com ponta de borracha — permite que as crianças “carimbem”, “desenhem” e “pintem” em um tablet através de um aplicativo gratuito da Crayola que acompanha o produto.

A Staedtler lançou a Digital Pen 990, que opera como uma caneta esferográfica normal mas converte simultaneamente tudo o que é escrito em arquivos digitais. Um receptor preso ao caderno copia e armazena cerca de cem páginas escritas em até 30 línguas.

Mas nem todo mundo no setor está com pressa para abraçar a tendência.

A alemã Faber-Castell, a fabricante de lápis mais antiga do mundo, só neste mês deu o primeiro passo em direção a produtos com interface digital. A empresa, que também vende borrachas, apontadores e artigos para a produção artística, acabou de lançar um lápis com uma ponta de borracha para ser usado como “stylus” de tablets e smartphones.

Outras empresas, como a francesa Bic e a alemã Schwan-Stabilo, estão na frente da Faber-Castell ao unir o velho e o novo. A caneta Cristal Stylus, da Bic, e a Smartball, da Stabilo, parecem e funcionam como as canetas clássicas, mas uma ponta acolchoada pode ser utilizada para navegar em telas sensíveis ao toque.

A Faber-Castell, no entanto, ainda espera que os lápis de madeira continuem representando cerca de 33% de sua receita no longo prazo. “Se olharmos para a revolução digital, presumimos automaticamente que nosso negócio vai encolher”, diz o conde Anton-Wolfgang von Faber-Castell, diretor-presidente da empresa que leva seu nome. Mas ele descreve a ideia de escritórios e escolas sem papel e caneta como uma “ilusão —não aconteceu”.

As vendas globais de lápis e caneta estão crescendo, e o crescimento deve continuar por pelo menos cinco anos, de acordo com o Euromonitor International. As vendas de lápis devem crescer 4% este ano, para cerca de US$ 2,7 bilhões, enquanto as de canetas avançarão 4,9%, para US$ 8,5 bilhões, mostram os dados da empresa de pesquisa.

A fonte desse crescimento está, contudo, mudando. Os mercados emergentes são cada vez mais importantes para os fabricantes de lápis e canetas graças ao aumento de renda e das taxas de escolarização. Países em desenvolvimento na Ásia e na América Latina são grandes motores de crescimento. Na Ásia, as vendas de lápis devem crescer 5,4%, para US$ 1 bilhão, neste ano e na América Latina o crescimento será de 7%, para US$ 526 milhões, segundo o Euromonitor.

Essas regiões representam para a Faber-Castell cerca de 65% das vendas e a empresa espera mais crescimento nesses mercados, apesar da forte competição de rivais locais de menor preço. Para ganhar clientes, a empresa de 253 anos promove seu histórico de oito gerações como empresa familiar e seus métodos de produção e corte de madeira ambientalmente sustentáveis.

A Bic, maior produtora mundial de lápis e canetas por vendas, afirma que consegue superar produtores de baixo custo nos países em desenvolvimento porque entrou nesses mercados cedo.

“Nós vendemos bem na África e na América do Sul porque chegamos há cerca de 50 anos e oferecemos produtos de qualidade a preços baixos”, diz Benoît Marotte, diretor da divisão de artigos de papelaria da Bic.

A Bic, que produz lápis mecânicos e canetas descartáveis, assim como lâminas de barbear e isqueiros, informa que seu segmento de artigos de papelaria cresceu em 5% a 10% em países em desenvolvimento no ano passado, comparado com alta de menos de 5% em economias avançadas.

No geral, as vendas de lápis e caneta na América do Norte e Europa estão estáveis ou crescendo ligeiramente, segundo a Euromonitor. Nos Estados Unidos, as vendas de lápis se recuperaram depois de uma queda em 2010.

“As pessoas estão redescobrindo a sensação de um lápis recém-apontado”, diz Lori Booker, porta-voz da Dixon Ticonderoga, com sede nos EUA, conhecida por seus lápis amarelos “Número-Dois”.

E elas estão optando por produtos melhores. O valor total das vendas está subindo enquanto o total de lápis e canetas vendidos não está, porque os consumidores ocidentais têm migrado para produtos de melhor qualidade.

A Faber-Castell tenta tirar proveito dessa tendência. Sua linha de instrumentos de escrita de luxo, chamada “Graf von Faber-Castell”, é vendida principalmente na Alemanha, Itália e França. O “lápis perfeito” banhado em platina e que possui apontador e borracha embutidos custa cerca de 200 euros (US$ 255). Uma versão com diamante incrustado sai por cerca de 10.000 euros.

Felix Stöckle, especialista em marketing da consultoria Prophet, em Berlim, diz que a demanda por lápis e canetas não morrerá como consequência do boom digital. “Temos smartphones, mas existem momentos em que procuramos dar uma pausa nisso”, diz ele.

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Matéria publicada no jornal Valor Econômico em 17 de Outubro de 2014

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INFLUX CONTEMPORARY CAFÉ ABRE A TERCEIRA UNIDADE

Influx Cafe, um restaurante de bairro de propriedade familiar mais conhecido por seu café e ingredientes locais, abriu a sua terceira posição Califórnia, no Norte Parker. Os donos da Influx Cafe, Jason Twilla e Gina Bledsoe, bateu firme projeto arquitetônico Colkitt & Co para colaborar em um conceito de design contemporâneo elevada com tudo, desde pops de vermelho e suculentas em terrários de vidro, para tecido e personalizados mesas e bancos geométricos feitos a partir de variáveis ​​tiras de madeira por artesãos locais, madeira e prata. Fotos : Sara Norris
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Matéria publicada no site Dexigner em 28 de Setembro de 2014

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