MADEIRA DE DEMOLIÇÃO: O ANTIGO EM NOVA VERSÃO

No hall, no banheiro, na cozinha e na escada – a madeira de demolição, com sua textura e cor característica aponta em nova versão

A rusticidade, o efeito acolhedor e a sugestão de um passado cheio de histórias emplacam a madeira de demolição em projetos contemporâneos. Vinda de casarões da região Sul, ela encontra segunda chance nos mais diversos ambientes.

NO HALL

O revestimento cria unidade visual ao cobrir a superfície de 3,90 m na chegada do apartamento

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Peroba reveste as portas e está também no banheiro, neste hall projetado pela arquiteta Claudia Pecego

A ideia era simples: camuflar as duas portas (a social, com 1,40 m de largura, e a do lavabo) que dividiam a parede de entrada deste imóvel, em São Paulo. Como solução, a arquiteta Claudia Pecego forrou tudo de peroba. As réguas de 15 cm vestem não só os painéis pivotantes como também suas laterais. Dentro do banheiro, o mesmo material – desta vez, instalado na horizontal – ressalta a faixa espelhada. “Além de trazer harmonia e uniformidade, conseguimos aquecer o clima moderno e limpo da decoração, oferecendo contraste em relação ao piso de limestone”, diz a arquiteta. Como tratamento, a madeira fornecida pela Aroeira recebeu cera de carnaúba. Natural e incolor, ela realça os veios da matéria-prima.

NA COZINHA

Réguas de tamanho irregular no chão e tom acinzentado reforçam o apelo rústico na cozinha

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A canela reveste todo o piso do apartamento – inclusive a cozinha – neste projeto da arquiteta Marta Sá Oliveira

Trazida do Sul do Brasil, a canela reveste todo o piso deste apartamento paulistano – inclusive a cozinha – de tábuas de larguras variadas. “Essa irregularidade atualiza o material”, diz a arquiteta Marta Sá Oliveira, que assina o projeto. Já na parede, a espécie surge em painéis com ripas de 10 cm. Eles foram aproveitados para embutir parte da elétrica do ambiente, além de abrigar as prateleiras, fixadas com ferragem invisível. A matéria-prima (R$ 320 o m² com instalação) passou por um tingimento de efeito acinzentado, serviço feito pelo fornecedor, o Studio N Mobili Design. Como proteção, aplicou-se verniz fosco à base de água (Bona). “Para limpar, basta um pano úmido”, garante Marta. Cuidado essencial: na área da pia, uma faixa de porcelanato evita o contato direto com a água.

NO BANHEIRO

Sem medo de ousar, projeto emprega tábuas brutas até ao redor da banheiro

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O arquiteto Naoki Otake combinou cimento queimado e peroba antiga neste banheiro.

Neste banheiro, no interior de São Paulo, o jovem casal não teve receio – aceitou plenamente a proposta do arquiteto Naoki Otake e combinou cimento queimado a madeira de demolição como acabamentos.“Gosto muito dessa mistura, pois remete a uma atmosfera simples, mas calorosa”, afirma Naoki. A peroba antiga do piso, em vários tamanhos, veio da Vitrine (R$ 429 o m²). A instalação e a marcenaria são da Armário e Cia, que, com o mesmo produto, montou as pranchas em balanço, cuja sustentação de ferro vai embutida na parede. Resina incolor e sem brilho, à base de poliuretano (Milesi), garantiu o efeito natural e a proteção necessária contra a umidade. Toalhas da Trousseau e da Collectania. Sem medo de ousar, projeto emprega tábuas brutas até ao redor da banheira.

NA ESCADA

Em sintonia, arquitetura e marcenaria formam degraus de concreto forrados de canela na escada

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Réguas caneladas unem-se ao concreto da escada, neste projeto de Arthur Casas

Deu trabalho. Primeiro, veio o esqueleto de cimento, sustentado por tirantes verticais de aço presos na viga por uma barra rosqueável. “A madeira surge, então, como uma caixa para empacotar cada degrau”,explica o arquiteto Arthur Casas, autor do projeto de visual cinematográfico, pensado para a residência paulistana de um jovem casal com filhos. As réguas de canela da Parquet SP (a partir de R$ 490 o m² instalado) apresentam larguras entre 10 e 30 cm e têm juntas desencontradas. “Elas estão presentes em todo o piso do imóvel, o que dá continuidade ao conceito”, complementa Arthur. Para finalizar, aplicou-se verniz fosco (Loba Brasil), produto de fabricação alemã que aumenta a proteção.Em sintonia, arquitetura e marcenaria formam degraus de concreto forrados de canela na escada.

NO TETO

O tom palha do forro de perobaconfere clima acolhedor à casade estrutura metálica

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A madeira é o destaque neste projeto do arquiteto Gui Mattos no interior paulista.

No chão, em itens do mobiliário, nas portas e em todo o forro (mezanino). “A madeira dá um ar quase relaxado ao ambiente, traz história. É diferente de um imóvel em que tudo parece novo”, comenta. Só no teto, foram quase 500 m² revestidos de tábuas de peroba de 10 cm de largura com encaixe macho e fêmea (a partir de R$ 320 o m²), fixadas em barrotes presos na estrutura de metal. “Para um resultado mais atual e menos pesado, as peças de demolição originais, bem escuras, foram clareadas com cloro”, explica Sérgio Fuzaro, proprietário da fornecedora Ouro Velho, que há anos garimpa essas relíquias no Sul do país. Por último, veio a cera de carnaúba incolor.

Matéria publicada na revista Arquitetura & Construção em março de 2014

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BRILHO EXTERIOR

Chapas coloridas exibem tons vibrantes e face externa com efeito espelhado

A linha Cristallo, das placas de Madefibra BP (MDF produzido em baixa pressão pela Duratex), pretende assegurar a combinação perfeita entre a parte de fora e a de dentro de móveis, gabinetes e painéis. Para isso, o produto tem acabamento de alto brilho na frente e fosco no verso – sempre na mesma tonalidade. Com proteção antirisco e tratamento de Microban contra a proliferação de bactérias, mofo e bolor, as placas (1,84 x 2,80 m, com 6, 15 ou 18 mm de espessura) vão bem só no interior de casa.

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Matéria publicada na revista Arquitetura & Construção em março de 2014

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CLASSICO DO DESIGN

Exposta no MoMA, de Nova York, a cobiçada garrafa térmica Stelton, criada pelo dinamarquês Erik Magnussen em 1977, é feita de metal ou plástico ABS.

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Matéria Publicada na revista Casa Claudia em Novembro de 2013 .

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CASA NOVA MUDANÇA EXPRESSA

Sinal dos tempos, a casa nova da diretora de fotografia Cláudia Pompeu Lopes é território de mulheres. A construção compacta de quatro pavimentos abriga a paulistana e sua filha pré-adolescente, Julia. Se aqui e ali despontam indícios evidentes de feminilidade – como o alegre tecido floral na cabeceira e nos estofados – ,prevalecem soluções e acabamentos que se distinguem pela praticidade, questões de gênero à parte. Remanescentes do engenhoso projeto original ou incorporados na reforma de 2012, que mexeu no interior da moradia, essas boas ideias desenham um pano de fundo neutro e funcional para a vida contemporânea das moças como se tivessem sempre pertencido ao lugar. Ledo engano. Várias delas surgiram da sintonia entre a proprietária e a arquiteta Consuelo Jorge, autora da intervenção recente: em apenas três horas de reunião, elas definiram as mudanças a fazer. Ciente de que as alterações precisavam caber num cronograma apertado, Consuelo propôs redistribuir alguns espaços, investir em marcenaria e caprichar na cozinha, já que mãe e filha curtem preparar comidinhas gostosas diariamente. “Vendi meu apartamento e comprei este sobrado em seguida. Tinha pouco mais de dois meses para me mudar”, conta Cláudia. Ela deu conta da empreitada com uma equipe de cinco trabalhadores vindos de Minas Gerais, dispostos a atuar com força total. Abriu conta num depósito próximo, onde conseguiam miudezas e materiais urgentes, monitorou fornecedores pelo telefone e visitava o local duas vezes ao dia. Com tanto empenho, a pequena família conseguiu se instalar a tempo, devidamente escoltada por uma presença masculina: o cão da raça papillon, batizado (em referência ao designer francês) de Philippe Starck.

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Matéria publicada na revista Arquitetura de Construção em Março de 2014 por Deborah Apsan.

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COMO ESCOLHER PISOS DE MADEIRA DE DEMOLIÇÃO

Piso à moda antiga. Alguns apreciam as marcas de sua história, outros a ideia de resgatar um material fadado ao descarte. Veja como acertar na compra e na colocação da madeira de demolição e conheça as opções que imitam os sinais do tempo.

Quando todos parecem ter olhos para o novo, ele surge na contramão. Proveniente de casarões e galpões antigos, encanta pelos vestígios impressos na superfície – riscos, veios profundos, restos de tinta. “A sustentabilidade fez despertar o interesse pelo reúso de madeiras que seriam descartadas”, diz o designer de interiores paulista Fábio Galeazzo. Muitos elegem o piso de madeira de demolição pelo aspecto rústico. “Deixa o ambiente aconchegante”, opina a arquiteta Karina Afonso, também de São Paulo. A intensa procura, inclusive, estimulou a indústria a criar exemplares novos que imitam a textura do material antigo.

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Matéria publicada na revista Arquitetura e construção em Outubro de 2013 por Deborah Apsan e Raphaela de Campos Mello.

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DO FUNDO DA MEMÓRIA

DO FUNDO DA MEMÓRIA

Cenas de uma festa inspiram a ilustradora e artista Majane Silveira na série Os Convivas. “Passo para as telas personagens que observo e ficam em meu imaginário”, diz a gaúcha, apaixonada por pintura e desenho desde infância. Faz parte dessa lavra a acrílica sobre tela Madame Gueixa.

 

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Matéria publicada pela revista Casa Claudia em Novembro de 2013.

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DE TUDO UM POUCO

Essa coruja de cerâmica (21cm de altura), foi trazida da china. Mas a inspiração da nova loja de presentes Souq não vem de lá, e sim dos mercados árabes, em que é possivel encontrar produtos variados a preços irresistíveis. O endereço oferece mais de mil itens, entre objetos, utensilios de cozinha e papelaria.

À frente da novidade, está a empresária Traudi Guida,uma das criadoras da rede feminina Le Lis Blanc.

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Matéria publicada na revista Casa Claudia em Janeiro de 2014.

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VIZINHANÇA AFETA ROTINA E ATÉ O VALOR DA UNIDADE

Para não ser surpreendido por sirenes, freadas e arrancadas constantes de ônibus ou ruídos da vizinhança na primeira noite na casa nova, dominar o entorno é crucial.

Apostar (e investigar) na localização é uma forma de garantir o sossego e um bom negócio no caso de revender.

Terrenos próximos a estações de metrô, escolas, hospitais e mercados são mais visados. Ruído, trânsito e segurança são questões a serem observadas.

Conversar com quem mora na região pode ajudar a identificar os problemas e as transformações pelas quais o local vem passando.

No centro de São Paulo, por exemplo, moradores dizem que a situação na região da cracolândia, problemática há anos, piorou com o surgimento de barracos. Eles se mobilizam para que a prefeitura e o governo estadual resolvam o problema.

“Na hora da compra, é preciso pesquisar a unidade e todo o entorno”, diz Flávio Prando, vice-presidente do Secovi-SP (sindicato do mercado imobiliário).

Para ele, o imóvel deve estar a uma distancia de 1 km de serviços e transportes.

Para comprar um imóvel usado, a dica é conversar com moradores, zeladores e síndicos não só sobre a redondeza, mas sobre investimentos recentes no condomínio.

Segundo Marco Dal Maso, diretor da Aabic (Associação das Administradoras de Bens, Imóveis e Condomínios de São Paulo), a medida evita gastos com conservação e manutenção.

A aposentada Edite Marly Marchetti convive com barracas de legumes na porta de casa. Além do barulho, enfrenta a obstrução da porta da garagem, que tem saída também para outra rua

TRANQUILIDADE

A proximidade com universidades, parques, áreas verdes e shoppings pesa a favor.

“O ideal é estar perto de tudo, mas não tão próximo que tire a tranquilidade. É bom estar a uma quadra do metrô, de mercados e farmácias”, diz Mirella Parpinelle, diretora da imobiliária Lopes.

O radar das construtoras também está ligado para esses fatores. “Se tenho um bom produto, mas em um espaço ruim, ele não valorizará tanto”, diz Carlos Eduardo Fernandes, superintendente da Brookfield Incorporações.

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Matéria publicada no Jornal folha de são Paulo em 5 de Janeiro de 2014 por Paula Cabrera.

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ACRILIC ON CANVAS

POLTRONAS OU TELAS? AS DUAS COISAS AO MESMO TEMPO

Naoki Ono e Yuki Yamamoto, formados em design espacial e industrial, conheceram-se por meio de um amigo em comum. Não demorou para o duo perceber que compartilhava das mesmas ideias sobre design. Em 2011, seguindo o conceito de criar nova linguagem entre espaços e objeto, abriram o estúdio OYO. “Como criadores, acreditamos que toda informação precisa ser filtrada e questionada. Sentimos falta de um tempo em que sabíamos menos. O excesso de tecnologia diminuiu a sensibilidade dos sentidos.

Solução simples e lúdicas, como prateleira invisíveis em forma de papel A4 e cadeiras que imitam telas de pintura, representam o DNA da dupla.

As cadeiras, apresentadas no último Salão de Design de Milão, constituem a coleção Canvas. “Sempre pensamos em algo entre duas coisas distintas,como ficção e realidade. Canvas surgiu da necessidade de uma cadeira que ficasse entre 2D e o 3D. Queríamos um objeto que não fosse desvendado no primeiro olhar”. O conjunto de peças bidimensionais é revestido por um tecido elástico esticado dentro de uma armação de alumínio e madeira.

Ao repensar a nova forma de consumo,o estúdio YOY explora os limites entre arte e design. “Estamos tentando criar modelos que permitam que as pessoas sintam alegria.Em proporções diferentes, o design já faz parte da nossa vida cotidiana, ele está deixando de ser considerado algo supérfluo. Portanto, gostamos de sugerir objetos que deixem a vida das pessoas mais leve e divertida.”

Podendo ser utilizada tanto como mobiliário funcional quanto arte decorativa, a coleção Canvas ilude, subvertendo a realidade que, segundo a dupla, “pode ser moldada de acordo com as nossas vontade”. Disponível em três formatos, cadeira,poltrona e sofá, a coleçãotem previsão de chegar ao mercado no primeiro semestre de 2014.

La no Japão, mais especificadamente na inquieta Tóquio, Naoki e Yuki seguem rabiscando ideias que brincam com a percepção de realidade.

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Matéria publicada na revista ABD Conceitual em Novembro de 2013.

 

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PAUSA É FUNDAMENTAL PARA GANHO DE PRODUTIVIDADE

Ansiedade, dor de cabeça, náuseas, taquicardia: sintomas conhecidos de quem está no limite do seu rendimento profissional. Mas não só. Podem ser manifestações de uma nova doença: a síndrome do lazer. Desdobramento de quem não consegue ficar longe do trabalho.

A doença atinge indivíduos de perfil inseguro e perfeccionista, que não conseguem se desconectar das obrigações rotineiras, nas horas livres, e atinge cerca de 5% da população mundial economicamente ativa, segundo o psicólogo Ad Vingerhoets, um dos coordenadores do estudo com 2 mil pessoas promovido pela Universidade Tilburg, na Holanda, para dimensionar o problema.

Segundo a coach Marie-Josette Brauer, diretora da Innovation Coaching Center, a síndrome decorre do antigo paradigma segundo o qual “não tirar férias é status”. “Hoje, sabemos que é preciso quebrar o ritmo com pequenas paradas até mesmo para potencializar a produtividade, pois ao voltar a desempenhar suas funções, o profissional terá um pico de produtividade de seis ou sete semanas”, explica. Argumentando que o período de 30 dias de férias é “uma instituição falida”, Marie-Josette avalia que o prazo de dez dias, mais comum hoje, “embora não seja suficiente para desconectar, atende à sensação de continuar mantendo o controle sobre a situação”, tão necessária a muitos profissionais.

Para Paulo Sabbag, consultor, estudioso do tema da resiliência e professor de gestão de projetos na FGV, de fato “são necessários 13 dias para que as férias sejam minimamente reparadoras, pois os primeiros dias só servem para desacelerar”. Ele explica: “Pessoas de baixa resiliência submetidas a estressores muito grandes, entram num processo muito maléfico. Não conseguem dormir, têm dores na coluna, gastrite, cardiopatias. A única alternativa é sair de férias. Mas é justamente quando começam a baixar a guarda, no início do período de repouso, que mais aparece a doença”.

Em outras palavras: não bastasse ser workaholic, alguns homens de negócios ainda enfrentam problemas quando conseguem parar. Marcelo Mânica, diretor comercial da The Leadership Group, distribuidora de acessórios de informática e tecnologia, é declaradamente compulsivo pelo trabalho, e sofre as consequências disso. ” Sou viciado nesta adrenalina que o trabalho dá; tenho de saber que o planejamento está sendo executado e as metas, alcançadas. Para estar bem, preciso saber que a empresa também vai bem.”

Designado para reestruturar a área comercial da distribuidora, Mânica chega a fazer três, quatro viagens por semana. Persegue resultados. E não sente falta de pausas: “Cheguei a ficar quatro anos sem parar. Quando tirei férias, meu ritmo pessoal se tornou mais pesado, negativo”, lembra, argumentando que são raros os profissionais que, na sua posição, conseguem não lembrar da empresa.

Que o diga a arquiteta Silvia Helena Alliegro de Lima, sócia-proprietária de um escritório em São Paulo: “Embora tenha uma equipe, eu não desligo. Mas esta não é uma dificuldade minha; é uma imposição do trabalho”, sustenta.

Adepta da divisão do período de férias em duas etapas de 15 dias, Silvia afirma que mesmo assim só consegue desconectar “em 80%”, por mais que faça viagens internacionais. “Fico na internet, à espera de contato com o escritório, preocupada em saber se apareceu algum problema”, conta.

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Matéria publicada no jornal Valor Econômico em 27 de Janeiro de 2014 .

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