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RAIO DE AÇÃO

01/02/2016

Entrevista: Studio Loom

Desde sempre apaixonadas por cores, texturas e estampas, as primas Alessandra e Carolina Fontana, de volta ao Brasil após uma longa temporada de estudos no exterior, traziam um sonho na bagagem. “Sentimos que era hora de ampliar nosso raio de ação” conta Alessandra. Reunidas em torno do Studio Loom, a ideia agora é, além da moda, atender a outros setores, como o de design de interiores.

“Cores e proporções são os fatores que mais interferem na percepção que se tem de uma estampa. E isso fica evidente no caso de grandes superfícies, como pisos e paredes”, explica Alessandra que, em parceria com Carolina, acaba de lançar uma linha de ladrilhos hidráulicos pela Casa Franceza, enquanto prepara, para março, o lançamento de uma linha de papel de parede. “Tem muito desenho, mas também pintura. Duas de nossas maiores referências”, afirma Carolina, que com a sócia, falou ao Casa.

Qual a importância do desenho da superfície na afirmação da identidade de um produto?
Carolina Fontana: A superfície é o primeiro contato do objeto com seu consumidor. É a partir dela que toda a comunicação entre eles se estabelece. Por mais convencional que seja um produto, às vezes, o simples redesenho de sua embalagem já é o suficiente para repaginá-lo.
Quais serviços o Studio Loom vai oferecer?

CF: Pretendemos desenvolver cartelas de cores, estampas e superfícies para os segmentos têxtil, de arquitetura e de decoração. O desenvolvimento de estampas exclusivas é outro dos serviços oferecidos. No caso, nossa missão é transformar o banal em algo único e nos sentimos recompensadas quando isso acontece.

Vocês têm larga experiência em moda e chegam agora ao mercado de design de interiores. O que funciona, por exemplo, em um tecido e não um papel de parede?
Alessandra Fontana: Nossas estampas têm uma raiz comum. Todas são criadas a partir de uma visão conceitual e atemporal. Buscamos soluções duradouras, menos datadas. Naturalmente, lidamos com as especificidades de cada meio. Determinados tons, como o rosa-choque e o verde-limão, que não funcionam bem no ladrilho hidráulico – a pigmentação usada no cimento não consegue reproduzir esses tons vibrantes -, ficam perfeitos em uma superfície mais lisa, como o papel ou a seda. Quando desenhamos uma estampa para um biquíni, por exemplo, a proporção é algo que deve ser considerado. As peças serão pequenas e as repetições, menores. Em contrapartida, em um papel de parede podemos trabalhar com desenhos maiores, mas a preocupação com a cor tem de ser redobrada.

Matéria publicada pelo jornalista Marcelo Lima do O Estado de São Paulo em 24 de janeiro de 2016

1° FOTO. Ladrilho hidráulico para a Casa Franceza.
2° FOTO. Papel de parede produzido pela Branco.
3° FOTO. Papel com lançamento previsto para março.
4° FOTO. Composição com ladrilhos para a Casa Franceza.
5° FOTO. As primas Alessandra e Carolina Fontana, do Studio Loom.