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LUMINOSIDADE NO PONTO

08/03/2016

Na hora de montar a sala de jantar, tão importante quanto investir na mesa e nas cadeiras é planejar a iluminação do ambiente.

“Controlando a luz, podemos criar diferentes atmosferas e, com isso, garantir momentos ainda mais agradáveis entre amigos e familiares”, diz a arquiteta Marlen Díaz Artigas, do Studio lx, escritório paulistano de luminotécnica A seguir, especialistas clareiam o caminho das pedras.

1° FOTO. O LUSTRE IDEAL – Não é preciso inventar a lâmpada: os profissionais da área são unânimes em afirmar que o pendente é o modelo mais indicado para a sala de jantar. Isso porque ele é capaz de oferecer claridade geral, mas com direcionamento e foco no plano da mesa. “Posicione-o entre 70 cm e 1 m acima do tampo, de modo a não obstruir a visão de quem está sentado”, ensina a arquiteta e professora de decoração Janine Nemeh Nogueira de São Paulo. Neste projeto, para iluminar a mesa de 2,50 x 1,10 m, as arquitetas Bebel Mascarenhas e Maria Penna, do escritório carioca das Canoas, usaram dois pendentes alinhados. O rasgo no teto, que embute uma mangueira de lâmpadas fluorescentes, complementa o cenário.

2° FOTO. PODER MULTIPLICADOR – Se quiser controlar a intensidade da luz – e, assim, criar diferentes cenários e climas -, instale um dímer. Trata-se de um aparelho simples, que pode substituir o interruptor tradicional. “Nesse caso, a lâmpada usada precisa ser dimerizável: procure por essa informação na embalagem”, orienta Janine. Outra forma de valorizar a iluminação é tirar proveito de um espelho generoso, que reflita o pendente. Neste apê decorado, a superfície espelhada deixa a área visualmente mais ampla, e muito mais clara.

3° FOTO. TOQUE ESPECIAL – A sugestão certeira para criar um efeito acolhedor é explorar a iluminação indireta. Fernando Figoli, do escritório Figoli-Ravecca Arquitetos Associados, de São Paulo, indica o uso de spots embutidos no forro de gesso: “São ótimos aliados nos projetos luminotécnicos, funcionando como um complemento para a luz principal, que é mais direta”. O importante é criar circuitos diferentes, a fim de que o pendente e os embutidos possam ser acionados de forma independente. A estratégia foi adotada neste projeto paulistano, pelas designers Cecília Guerra e Crsitiane Tamburri.

4° FOTO. AQUECENDO A ÁREA – Na hora de escolher a lâmpada, o primeiro passo é levar em conta a temperatura da cor. Para acolhedor, o ideal está entre 2 700K e 3 000K – quanto menor esse número, mais fria (branca). Se elas ficarem aparentes, é preciso pensar em beleza, por isso as do tipo ballon, de bulbo grande e redondo, são boas as pedidas. Já existem modelos de LED nesse formato, que podem ser leitosos ou com filamento visível, como o escolhido para a sala da produtora Fernanda de Castro Lima e do designer Gustavo Bacan. “Também vale ficar atento ao percentual de reprodução de cor da lâmpada”, orienta o lighting designer Paulo Oliveira, de Londrina, PR. Quanto mais próximo de 100 for esse número, menor será a distorção da tonalidade dos alimentos.

5° FOTO. CENTRALIZAR É PRECISO – Um erro comum é instalar a luminária desalinhada em relação à mesa, o que acontece sempre que o ponto de instalação elétrica não coincide com a área central do tampo. Há algumas formas de resolver a questão, como rasgar a laje para reposicionar o fio, investir em um forro de gesso ou, simplesmente, usar um desviador no teto, como fez o casal de arquitetos Renata Carboni e Thiago Lorente, de São Paulo. É fácil encontrar a peça em lojas especializadas em iluminação ou, se preferir, improvisar a fixação com um ganchinho comum.

Matéria publicada pela jornalista Camila Toledo da Minha Casa em fevereiro de 2016