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OUSAR PARA AVANÇAR

11/05/2016

De poltronas a edifícios monumentais, a surpresa é uma qualidade intrínseca ao trabalho do israelense Ron Arad

Nascido em Tel-Aviv em 1951, Ron Arad formou-se em artes e, posteriormente, em arquitetura. Estabelecido em Londres, seu estúdio conta com 22 profissionais dos mais diversos campos. “Sempre me perguntam se sou arquiteto, designer ou artista, mas me sinto tudo isso”, define-se Ron, cuja premissa principal é a constante – e radical – experimentação de materiais e formas. Tal autenticidade o levou a assinar não apenas construções públicas importantes como também móveis para nômadas marcas, entre elas Kartell, Vitra e Moroso.

Qual você considera sua principal obra arquitetônica? O Design Museum Holon, em Israel, talvez porque eu não acreditasse que iria fazê-lo. A encomenda, na época, nos anos 2000, era para que criássemos algo que desse orgulho de estampar num cartão-postal. Como o terreno em si não se mostrava tão interessante, tive de me concentrar no interior mais do que na relação com o exterior.

O que leva a aceitar um convite? Antes de começar qualquer projeto, é ideal avaliar como ele vai terminar. Precisamos de gente bacana para comissionar as propostas – há muitos bons arquitetos, mas poucos bons clientes. Você não simplesmente acorda e diz: “Hoje vou desenhar uma escola”. O arquiteto depende de decisões políticas e de patrocinadores. No momento, estou envolvido com um hospital em Israel, uma edificação voltada para o bem-estar das pessoas, não meramente luxuosa.

Matéria publicada por Arquitetura e Construção em abril 2016