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REFORMA UNIU AMBIENTES DE ESTAR E COZINHA

10/01/2018

Além de modernizar o apê, a intenção da moradora era reforçar a convivência familiar

Valores como economia e qualidade de vida guiaram a reforma deste apartamento paulistano de 100 m², onde uma mesma família vive há 20 anos. O projeto imaginado pela Manore Arquitetura e Urbanismo consistia em ampliar as áreas comuns do imóvel com o mínimo de quebra-quebra e máxima contenção de gastos – condições respaldadas por decisões como usar instalações elétricas aparentes e reaproveitar a rede hidráulica existente, entre outras.

Nessa equação, as duas paredes que separavam a cozinha das salas de estar, jantar e TV faziam muita diferença – e por isso vieram abaixo, formando um living integrado com generosos 40 m². “A fim de otimizar o espaço e torná-lo mais funcional, erguemos uma grande bancada de concreto na faixa que conecta os dois ambientes”, explica a arquiteta Nádia Manssur, à frente da empreitada. Atualizada a distribuição, aumentou-se a noção de amplitude no lugar. E assim a médica com dois filhos adolescentes passou a desfrutar de um lar mais espaçoso e prático, ideal para reunir as diferentes turmas sempre que desejado. Veja onde se deu a economia:

Matéria publicada por Arquitetura & Construção em 10 de janeiro de 2018

2º FOTO. A configuração original separava a área social da cozinha (12 m²), desproporcional em relação às salas de estar, jantar e TV (28 m²). Tal compartimentação dificultava a circulação e os encontros da família.

3º FOTO.

1) Instalação elétrica:
Assumidos à vista, os eletrodutos e conduletes de alumínio foram eleitos para facilitar a obra. “Esse sistema gera menos sujeira e quebra-quebra, além de tornar a manutenção elétrica mais prática”, explica Nádia. Os 16 spots de sobrepor com lâmpadas de led, fixados nas caixinhas de 2 x 4 polegadas, são da Yamamura. É uma boa solução considerando-se a economia e o despojamento solicitados no projeto. R$ 900

2) Piso:
Lixado e restaurado, o parquê original de carvalho-americano com paginação dama recebeu aplicação de resina Bona semibrilho. “A mescla de tonalidades típica da madeira assegurou flexibilidade para empregarmos diferentes tonalidades no restante. Optamos pelo freijó natural na marcenaria, que casou muito bem com as nuances presentes nos tacos”, explica Nádia Manssur. R$ 1 000.

3) Ilha da cozinha:
Executada no local, a bancada (1,20 x 2,80 m e 0,90 m de altura) que integra os ambientes foi moldada em concreto armado com acabamento de cimento queimado. Profunda, é dividida em duas faces: uma voltada para a cozinha, que acomoda utensílios, e outra de frente para a sala, usada como cristaleira. Acima da ilha, optou-se por manter a viga aparente (apenas raspada) após a demolição da parede. R$ 3 500.

4) Azulejo :
O Metro White (Eliane) no formato 10 x 20 cm e com bordas arredondadas (bold) recobre os 9 m² das paredes da cozinha repaginada. Essa cerâmica se une aos demais elementos de apelo industrial do ambiente, como os eletrodutos, o trilho aparente da porta azul, o cimento queimado e a viga de concreto à mostra. “Além disso, é fácil de manter e limpar”, defende a arquiteta. R$ 422.

5) Marcenaria
Entre cozinha e lavanderia instalou- se uma porta de correr de madeira semissólida revestida de MDF no padrão Ágata (Masisa). A peça tem puxadores em cava e trilho aparente com acabamento de alumínio escovado. Entraram na conta os armários superiores e os gabinetes sob a ilha, os primeiros de compensado recoberto com lâmina de freijó. Marcenaria da Visual Mobile. R$ 14 600.

6) Pendentes
Com bom custo-benefício e no mesmo material dos spots e dos eletrodutos, os lustres no modelo 4488 Escovado (Yamamura) iluminam o tampo da ilha da cozinha. “A cúpula relativamente aberta garante bastante claridade na hora das refeições e do preparo dos alimentos”, diz Nádia. Com 22 cm de altura e 28 cm de diâmetro, os pendentes levam uma lâmpada eletrônica de 23 W. R$ 702.