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Papéis fabulosos

21/11/2012

Arquitetura e Design

A delicada é azul
Paredes no tom de areia abraçavam a sala de TV, que também serve de quarto de hóspedes, no apartamento de Mariana Pinheiro, designer de superfície e repórter visual de Casa Claudia. Apaixonada por estampas, ela queria injetar uma dose de aconchego no ambiente. “A principio, pensei numa padronagem mais densa, mas encantei com esses traços, que parecem feitos a caneta”, conta. Foram necessários três rolos de papel de parede (8,50 m x 69 cm) para cobrir a área de 9,45 m². “Agora este é o lugar mais convidativo da casa” diz.

Moldura perfeita
Nesta sala de jantar, assinada pelos arquitetos Fernanda Abs e Fred Benedetti, o papel de parede de inicio á decoração. “Optamos por um revestimento de grande efeito, com estampa de flores e dragões estilizados em preto e branco”, diz Fernanda. Três rolos de 10 m x 68 cm formaram a área de 14,40 m². Bem trabalhada, a padronagem delineou as demais escolhas: peças de linhas simples e cores neutras. “Se a parede fosse branca, a luminária pendente Bubble, de George Nelson, não teria tanto destaque” afirma a arquiteta.

Com jeito de aquarela
A dona deste quarto gosta muito de artes plásticas, o que levou o arquiteto Décio Navarro a lançar mão deste papel de parede coberto de flores de aspecto aquarelado e inspiração oriental. “Ele veste a superfície de 7,50 m² como se fosse um grande afresco e ainda evoca a sensação de primavera”, afirma Décio. Essa impressão não vem a toa: a combinção de cores da estampa é mesmo alto astral. Para cobrir a área da cabeceira, dois rolos (10 m x 50 cm, cada um) foram suficientes.

Aposta na suavidade
Distribuir pitadas de romantismo pelo apartamento, na Zona Sul carioca, era a vontade do jovem casal de moradores. “Na copa, onde eles tomam o café da manha juntos, consegui criar um clima de intimidade instalando na parede o lambri de madeira, á meia altura, e usando esta estampa de árvores, quase imperceptível de tão delicada”, explica a designer de interiores Paola Ribeiro. Todos os materiais são bem clarinhos para ampliar a luminosidade no ambiente, uma vez que este canto fica afastado de janelas.

Diálogo de padrões
Local apenas de passagem, o hall aceita mais facilmente ousadias na decoração. Foi nisso que pensou a arquiteta Luciana Castro ao escolher um papel de estampa graúda, roxa, dourada e azul, para renovar a entrada deste apartamento antigo. O revestimento forrou até as portas. “Se eu as deixasse brancas, chamariam demais atenção”, diz. Na parede do estar, a arquiteta aplicou um modelo mais discreto. “Mas pode notar que as duas estampas têm parentesco. É preciso achar a linguagem coerente para fazer a combinação.

Matéria originalmente publicada: Revista Casa Claudia Novembro 2012