MERCADO
A EVOLUÇÃO DAS COZINHAS
O desenvolvimento da cozinha está intrinsicadamente ligado com o desenvolvimento da capacidade de cozinhar do fogão. Até o século XVIII a fogueira era a única maneira de esquentar a comida, e a arquitetura da cozinha reflete isso. Quando avanços técnicos trouxeram novas formas de aquecer a comida nos séculos XVIII e XIX, os arquitetos tiraram vantagem da recém-adquirida flexibilidade para trazer mudanças fundamentais para a cozinha. A água na torneira foi somente se tornando gradualmente disponível durante a industrialização; antes, a água tinha que ser adquirida do poço mais próximo e esquentada na cozinha.
Primórdios
As casas na Grécia Antiga eram normalmente as de tipo átrio: os quartos eram arranjados ao redor de um pátio. Em muitas casas assim, um pátio coberto se não aberto serviam como a cozinha. As casas dos ricos tinham a cozinha como um quarto separado, sempre próximo ao banheiro (para que ambos os cômodos pudessem ser aquecidos pelo fogo da cozinha, ambos os cômodos serem acessíveis do pátio. Em tais casas, era comum ter um cômodo de estocagem pequeno separado na parte de trás da cozinha usado para armazenar comida e utensílios de cozinha.
No Império Romano, pessoas comuns nas cidade não possuíam cozinhas próprias; eles cozinhavam seus alimentos em amplas cozinhas públicas. Alguns possuíam pequenos fogões móveis de bronze, onde o fogo podia ser aceso para cozinhar. Romanos ricos tinham cozinhas relativamente bem equipadas. Numa típica villa Romana, a cozinha era integrada no prédio principal como um quarto separado, destacado por razões práticas ( fumaça) e razões sociológicas (operada por escravos). O fogo era tipicamente aceso sobre o piso, colocado próximo às paredes (alguns tinham que se ajoelhar para cozinhar). Não havia chaminés.
MERCADO DE COZINHAS
MERCADO MUNDIAL
- O Brasil corresponde a 2% da produção mundial de móveis. A expectativa de crescimento de consumo em 2007 é de 3% (conforme estudos do Outlook 2007);
- Oportunidades no segmento de cozinhas – existem 2 fatores fundamentais para o crescimento:
- Aumento da exportação mundial;
- Novos mercados com a China e países periféricos.
- A demanda por móveis de cozinha no mundo deve-se manter forte, destaca o consultor Stefan Wille, diretor presidente do centro de estudos Aktrin Furniture Information Center do Canadá;
- O mercado europeu de móveis para cozinha (União Européia, Suíça e Noruega) passa por uma retomada, após as dificuldades enfrentadas com a adoção do “Euro”;
- Alemanha e Itália são os principais exportadores e França, Suíça, Bélgica e reino unido são os principais importadores;
- Estados Unidos:
- Consumo mundial de cozinhas de madeira maciça cresceu 42,9% entre 2000 e 2005 (Revista World Furniture com base nos estudos realizados pelo Csil Milano);
- O tamanho do mercado é de 7 milhões de unidades e cresce a uma taxa anual de 10% a.a.;
- Há espaço para fornecedores de móveis para cozinhas contemporâneos e acabamentos em pintura e papéis de revestimentos, especialmente as linhas média e média-alta;
- A previsão é que o mercado americano de cozinhas cresça em 2008 e 2009.
- O mercado Chinês em janeiro de 2007 era de 500 mil peças e no meio do ano chega a 1 milhão de peças, No Japão os móveis para cozinhas é o item que mais cresceu;
EXPORTAÇÕES DE EMPRESAS BRASILEIRAS
- Para os fabricantes brasileiros atualmente os melhores mercados são o argentino e chileno, conforme Sylvia Dreher, gerente geral da Best Comércio Exterior em ma;
- A Nicioli de Arapongas (PR) exporta para os mercados da África, América Central e América do Sul. Para exportar para o mercado europeu seria necessário haver uma readequação nos padrões e medidas, que são diferentes. Quanto ao mercado americano estão em prospecção (Magali Ardium, gerente de exportação da Nicioli);
- A Cinex, fabricante de peças em vidro e alumínio, já exporta produtos de linha alta para o Uruguai, Argentina, Paraguai, Chile, Bolívia, Equador, Canadá, Peru, México, Estados Unidos e Canadá. Conforme Cesar Cini – presidente da empresa – parece que as pessoas estão investindo mais em cozinhas, devido a sua integração com o living e os espaços gourmet.
Fonte: matéria publicada na Revista Móveis de Valor
COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR
- Pesquisa Perfil do Consumidor do Futuro (Profuturo – USP) indica que o consumidor está cada vez mais exigente e menos leal às marcas;
- Apesar de o consumidor ser menos fiel às marcas, é importante investir cada vez mais na marca forte para garantir a competitividade. Relacionar a marca ao estilo de vida do consumidor é uma das ações importantes, diz Claudio Felisoni. Além disso, a excelência no serviço pós-venda e gerenciamento dos clientes, investir na personificação ou customização dos produtos e serviços e tornar os preços muito competitivos em relação ao posicionamento de mercado definido;
- Consumo do nordeste vive expansão (fonte: revista Mobile Lojista de junho de 2007):
- Cresceu 143% nos últimos 5 anos (estudo da target);
- Salvador está entre as 5 maiores cidades no consumo de móveis no país (1,87% no consumo total) e é o primeiro no nordeste (dados do ETENE - Escritório Técnico de Estudos do Nordeste do Banco do Nordeste);
- O aumento da venda de móveis no nordeste é na linha de populares;
- Um dos fatores do desenvolvimento do nordeste é crescimento das classes C e D, onde vivem 50% da população que recebe os benefícios do Governo, crédito consignado;
- Aumento das vendas das Lojas Insinuante – a 4ª maior empresa do país direcionada a venda de eletrodomésticos e móveis.
- A classe A está propensa ao consumo de cozinhas, pois além da Ornare uma nova marca top alemã de cozinhas deve desembarcar no Brasil;
- Crescem as classes B1 e B2 com a migração de consumidores da classe C. A renda média mensal é de R$ 3,780 (b1) e R$ 2,135 (B2);
- Em 2007 a Classe B1 deve responder por 22% do consumo e a classe B2 por 20,6%.
- Entre as capitais que se destacam no ranking de potencial de consumo estão Salvador (6ª) e Goiânia (10ª);
- Distribuição da população por classe econômica no Brasil:
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Renda média
familiar (R$) |
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9,940 |
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6,440 |
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3,780 |
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2,135 |
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1,050 |
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560 |
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280 |
- O brasileiro gasta em média R$ 11,00 ao mês com o móvel, enquanto que com o celular este valor chega a R$ 20,00, com eletros R$ 12,20 e com vestuário e calçados R$ 28,60 em média;
- O setor do mobiliário liderou o ranking de intenção de Compras em abril, maio e junho de 2007 com 10,8% conforme a pesquisa “Expectativas de Consumo” realizada pelo PROVAR/FIA (um aumento de 20% comparado ao 1º trimestre;
- O crescimento do setor imobiliário é um dos fatores que beneficia o setor moveleiro e essa oferta de crédito deve durar mais uns 8 anos (conforme informações de mercado). As pesquisas apontam que 64,8% dos consumidores querem comprar a crédito.
- Existe uma preocupação geral com o meio ambiente e movimentos de separação de lixo para reciclagem já é percebido em alguns condomínios;
- O consumidor terá acesso a cada vez mais residências e produtos com base nos padrões sustentáveis. Já existem condomínios com esse conceito à disposição e é só o começo.
Fontes: Revistas Móveis de Valore Móbile Lojista
RECOMENDAÇÕES SUSTENTÁVEIS
- Aumentar a área de iluminação natural, com uso de janelas maiores;
- Aumentar a integração entre luz natural e artificial. Isso resulta em melhorar o conforto visual e reduz o consumo de energia;
- Como atingir o melhor resultado na eficiência na luz natural e artificial:
- Estratégia de controle–automação;
- Layout de luminárias com sistemas independentes, para complementar a luz disponível;
- Lâmpadas e acessórios energeticamente eficientes;
- Luminárias apropriadas para a estratégia de automação.
- Cor e Luz tem uma utilização complementares na arquitetura e o tipo de luz utilizado pode interferir totalmente na aparência da cor da tinta;
- Melhorar o conforto térmico com o uso de “brises” (placas aplicadas na fachada que reduzem a entrada de luz solar) ao invés de persianas;
- Reduzir a utilização de ar condicionado, que representa 40% do consumo de um edifício;
- Utilizar sensores de presença;
- Uso de luminárias de alto rendimento;
- Pé direito com no mínimo 2,60m;
- Uso de energia solar;
- A água que sai do chuveiro e pia podem ser tratadas e reutilizadas em bacias. Em 12 meses essa economia reduz em 6 vezes o valor em um condomínio (disse Lucy Mary da Setin);
- Dispositivo de contenção em torneiras de lavatórios e pias para redução da vazão de água;
- Intensificação de uso de materiais reciclados;
- Maximização do uso de materiais renováveis e prolongamento da vida útil dos produtos;
- Uso de materiais – carpetes e materiais de acabamento - que não emitam gases tóxicos, mesmo quando queimados;
- Uso de materiais sustentáveis de origem mais próxima à obra;
- Uso de madeiras reflorestadas - a construtora Even já faz isso;
- A Hochtief possui um software em 3D que faz simulações dos futuros projetos sustentáveis;
- A qualidade do ar interno deve ser controlada, isto é, dentro dos padrões de higienização;
- A construtora BKO (recém chegada ao mercado de construções sustentáveis) está concluindo obras do primeiro MORE (Movimento Residencial Ecológico) na chácara Flora em São Paulo e irão construir outro empreendimento em Alphaville;
Empreendimentos sustentáveis são aqueles que, harmonizados com o meio ambiente e com a comunidade de sua influência, proporcionam maior retorno para seus investidores e proprietários e a melhoria da qualidade de vida, saúde, bem-estar e produtividade para seus ocupantes.
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